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Os três desafios que o novo presidente da TAP tem pela frente

Rafaela Burd Relvas 7:00

Antonoaldo Neves vai conduzir um grupo que apresenta prejuízos há uma década. Pelo meio, ainda tem de lidar com a pressão das lowcost e definir uma estratégia para o novo aeroporto.

Antonoaldo Neves vai suceder a Fernando Pinto como presidente executivo da TAP. Engenheiro, 42 anos e presidente da Azul até ao ano passado, chegou à companhia aérea portuguesa em julho de 2017, indicado por David Neeleman. Como chief commercial officer, já teve palavra a dizer em decisões estratégicas da empresa. Agora, assume o leme e, pela frente, tem três grandes desafios. A começar pelas contas da empresa, ainda pressionadas pela divisão de engenharia e manutenção, e a acabar no novo aeroporto, passando pela pressão da concorrência lowcost.

Contas no vermelho há uma década

Desde 2008 que o grupo TAP tem as contas no vermelho, ano após ano. Durante este período, a TAP S.A., que contabiliza apenas o negócio da aviação, registou quase sempre lucros, à exceção de 2014 e 2015. Mas o grupo nunca conseguiu sair dos prejuízos.

A pesar nas contas está a TAP Engenharia e Manutenção, a divisão, resultante da compra da antiga VEM, que continua a dar prejuízos ao grupo. No final do ano passado, Fernando Pinto já reconheceu que “não é agora” que a empresa de manutenção vai alcançar o break-even, mas sublinhou que a empresa está no caminho certo. “Não quero fazer a promessa, porque também ainda não acredito nela, de que 2018 é o ano em que haverá break-even. Mas estamos a chegar lá”, disse.

Ao mesmo tempo, a dívida, que tem sido reduzida, mantém-se em níveis elevados. Em 2009, a dívida líquida do grupo TAP ultrapassava os 1.100 milhões de euros; em 2016, já era de 845 milhões. A compensar estão os encargos com combustíveis, que têm vindo a cair, acompanhando a queda dos preços do petróleo. Os combustíveis custaram à TAP um recorde de 811,5 milhões de euros; em 2016, estes custos caíram quase para metade, fixando-se em 433,8 milhões de euros.


2017 poderá ser o ano em que as contas regressam ao verde, mas, para já, a administração não quer dar certezas. “Será uma grande novidade. Desde há muitos anos que temos o grupo com resultados negativos. Se tenho a certeza que vamos ter resultados positivos no grupo? Não sei responder mas, que tenho esperança, tenho. A expectativa é bastante alta”, disse Fernando Pinto, num encontro com jornalistas que decorreu em dezembro, na sede da TAP, em Lisboa.

Desde há muitos anos que temos o grupo com resultados negativos. Se tenho a certeza que vamos ter resultados positivo no grupo? Não sei responder mas, que tenho esperança, tenho. A expectativa é bastante alta.


O negócio de aviação deverá ser suficiente para compensar o impacto negativo da manutenção e o grupo deverá, assim, regressar aos lucros e interromper o ciclo de de resultados negativos. No ano passado, a companhia aérea transportou um recorde de 14,2 milhões de passageiros, o que correspondeu a um aumento superior a 20%.

Há ainda que contar com o investimento significativo que vai ser feito na renovação da frota. Em 2015, a TAP anunciou que vai acrescentar 53 novos aviões à sua frota, onde se incluem 14 A330 neo, as novas aeronaves de longo curso da Airbus, que começam a chegar a partir do próximo ano. Esta quarta-feira, em entrevista ao Jornal das 8, na TVI, o próprio Fernando Pinto reconheceu que “Antonoaldo Neves tem um enorme desafio, até porque [a TAP está] a fazer um grande investimento na compra de aeronaves, por isso, a gestão da tesouraria tem de ser extremamente consciente”. “Mas ele está bem preparado”, ressalvou.

A pressão das lowcost

A guerra com as lowcost existe desde que existem lowcost. Desde logo, pelos incentivos públicos atribuídos às operadoras aéreas pela captação de passageiros em novas rotas ou frequências. Companhias como a Ryanair ou a easyJet foram, desde sempre, as maiores beneficiadas com estes subsídios, que as companhias tradicionais, como a TAP, classificam de “concorrência desleal”.


Por outro lado, a TAP está em óbvia desvantagem na guerra de preços. O próprio Diogo Lacerda Machado, administrador não executivo da companhia aérea, admitiu recentemente que um dos grandes desafios dos próximos tempos é a concorrência das lowcost, que obriga à redefinição de estratégia. Na altura, em que participava no congresso anual da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), o administrador exemplificou com a estratégia dos lugares na parte de trás (mais baratos e apertados), que tem permitido “ir busca passageiros às lowcost“.

A verdade é que, apesar da pressão das lowcost, a TAP mantém-se como a principal companhia aérea do aeroporto de Lisboa, com mais de metade (55%) da quota de mercado, tanto em número de movimentos como em número de passageiros transportados. É nos restantes aeroportos que a TAP tem de se reinventar: no Porto, quem reina é a Ryanair, líder em número de movimentos mas, sobretudo, em número de passageiros transportados. Em Faro, as lowcost dominam e a companhia aérea nacional não é sequer a segunda, nem a terceira maior; é a sétima em número de movimentos e oitava em número de passageiros.

O desafio do Montijo

Para além de tudo, a TAP ainda tem de lidar com as limitações de capacidade aeroportuária na Portela, que impedem um crescimento mais acentuado. A administração da TAP admite, nas palavras de Diogo Lacerda Machado, que “o aeroporto de Lisboa é hoje um constrangimento“. O gestor também já reconheceu que o processo de construção de um novo aeroporto no Montijo está avançado, mas questiona se esta nova infraestrutura, que só estará em funcionamento em 2021, será suficiente para dar resposta ao aumento da procura.

“O Montijo é uma solução que, sendo próxima, talvez fosse bom ser mais próxima. Tenho esperança de que todos façamos alguma coisa para que, pelo menos, se acelere o processo de operacionalização do Montijo”, disse no ano passado. Até porque, como também notou, todas as projeções de crescimento que foram feitas nos últimos 40 anos pecaram por defeito.

Resta saber se a Portela ficará mesmo com mais espaço disponível quando o Portela+1 estiver em funcionamento. Para já, nenhuma companhia abre o jogo e a maioria vinca que quer manter-se no aeroporto principal de Lisboa — mesmo a easyJet já deixou essa oposição clara. A exceção é a Ryanair, que se mostra disponível para transferir a operação para o Montijo, pelo preço certo, isto é, se as taxas aeroportuárias forem atrativas.


https://eco.pt/2018/01/12/os-tres-desafios-que-o-novo-presidente-da-tap-tem-pela-frente/

Jopeg

Rex

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Observem essas declarações

«O próprio Diogo Lacerda Machado, administrador não executivo da companhia aérea, admitiu recentemente que um dos grandes desafios dos próximos tempos é a concorrência das lowcost, que obriga à redefinição de estratégia»

Dahhhh....  ::)

«nas palavras de Diogo Lacerda Machado, que “o aeroporto de Lisboa é hoje um constrangimento“. O gestor também já reconheceu que o processo de construção de um novo aeroporto no Montijo está avançado, mas questiona se esta nova infraestrutura, que só estará em funcionamento em 2021, será suficiente para dar resposta ao aumento da procura.»


Todo este parágrafo já foi repetido imensas vezes por Fernando Pinto nos últimos anos.
Agora pensem no efeito que terá na empresa todas estas grandes carolas.
« Última modificação: 12 de Janeiro 2018, 23:07:19 por Rex »


jopeg

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Entrevista por: António Costa, Flávio Nunes e Paula Nunes ECO24

Diogo Lacerda Machado: “Se gostava que Fernando Pinto continuasse na TAP? Com certeza”

Ontem

Diogo Lacerda Machado gostava que Fernando Pinto continuasse à frente da TAP, elogia o gestor e defende o acordo entre o Estado e os privados. E mantém a confiança em Miguel Frasquilho.

Fernando Pinto anunciou há dias que não vai continuar como presidente executivo da TAP no próximo mandato e será substituído por Antonoaldo Neves. Para Diogo Lacerda Machado, o gestor brasileiro saiu nas condições que quis. E num ano extraordinário. Lacerda Machado, também ele administrador não executivo da TAP, não revela os resultados de 2017, mas adianta que “são bons”. E mantém a confiança em Miguel Frasquilho.

Fernando Pinto merecia ter continuado como CEO da TAP?

Fernando Pinto cumpriu exemplarmente a missão, primeiro a de ser o gestor profissional que dirigia uma equipa profissional quando foi recrutado, e de assinalar aí uma mudança no que era a escolha habitual das equipas de gestão da TAP. Veio para a privatizar e esta aconteceu realmente agora. O engº Fernando Pinto tinha todo o direito a escolher o momento em que achasse oportuno sair. Era o mínimo e o primeiro dos reconhecimentos que lhe era devido. Se eu gostava, pessoalmente, que ele continuasse? Com certeza. Mas o engº Fernando Pinto fez a sua escolha e acho que sai numa altura extraordinária, no fim de um ano extraordinário e de sucesso. A TAP deu a volta. Hoje, é uma empresa interessantíssima.

Sai no ano em que a TAP volta a dar lucros…

Sai no ano em que a TAP volta a dar lucros, em que tem um horizonte muito promissor e que é um caso sério num ambiente imensamente competitivo, que é a aviação profissional. Portanto, o engº Fernando Pinto tinha direito a isso e escolheu um momento para sair realmente bom.

Mas foi uma escolha sua ou de um acionista privado da TAP?

Foi uma escolha do engº Fernando Pinto. O acionista privado começou por escolher o engº Fernando Pinto e isso, aliás, posso revelá-lo aqui, facilitou imenso aquela negociação que foi feita: quando perguntados sobre quais seriam os seus propósitos, os próprios acionistas privados disseram “nós tencionamos manter o engº Fernando Pinto”. Tinha sido a escolha absolutamente consensual de todos os governos ao longo de 15 anos. Foi um daqueles momentos do processo de reconfiguração acionista em que estavam todos de acordo. Fernando Pinto também foi escolha dos acionistas privados e, por isso, foi uma escolha absolutamente consensual.

O atual governo decidiu mudar o acordo com os privados da Atlantic Gateway e o Estado passou a ter 50% da companhia, mas, com a saída de Fernando Pinto, a comissão executiva de três membros passou a ser totalmente indicada pelos privados. Afinal, quem manda na TAP?

A primeira resposta é relativamente simples. O Estado tem 50% do capital da TAP e não há aqui nenhuma deliberação orgânica que possa ser tomada no seio da TAP que não tenha o acordo do Estado. Mas o Estado também não pode impor nada com 50%. Não pode, por si só, se todos os outros 50% votassem contra. Costumo recordar o exemplo do Governo, de que tive a honra de fazer parte, que, digo por graça, “não tinha nem maioria absoluta nem maioria relativa, tinha uma maioria absurda de 115 [deputados] igual à oposição”. O acordo na TAP é uma espécie de solução virtuosa em que o Estado tem 50%. Se o modelo anterior tivesse prevalecido hoje, o Estado não existia na TAP. Não tinha nada na TAP.

Tinha 39%…

Não, não tinha. Porque, naturalmente, volvidos dois anos, os acionistas privados tenderiam a exercer a opção e comprariam o resto do capital, pagando praticamente nada, como sabe. E o Estado, hoje, não existiria na TAP, não teria nenhuma ação na TAP. Esta solução equilibrada permite conciliar o essencial da salvaguarda dos princípios estratégicos do que a TAP é, do que a TAP foi ao longo de 70 anos, do que tem de ser, não me atrevo a dizer dos próximos 70, mas oxalá. Portuguesa, em Portugal, contribuindo para a economia portuguesa de uma forma extraordinária. É a segunda maior exportadora de serviços do ponto de vista da balança de pagamentos total. Tem uma importância enorme, é uma das maiores empregadoras do país, construindo um hub em Lisboa. O que sucede é que os parceiros privados que o Estado passou a ter são capazes de dar uma contribuição extraordinária para a TAP, designadamente no saber e na competência. Os resultados, aliás, estão à vista. E o que se passa é que esta comissão executiva tem poderes delegados do conselho de administração. Está acima…


Todas as decisões têm de ter a anuência do Estado? E todas as decisões estratégicas são tomadas pelos investidores privados?

Não, pelo contrário. Faz parte do acordo que foi assinado: Tudo o que é estratégico, ou é decidido no conselho de administração ou na assembleia geral. E, aí, o Estado tem sempre 50%. E no conselho de administração, o Estado tem metade dos membros e tem ainda o presidente do conselho de administração, que tem o voto de qualidade para desempatar. Todavia, eu tenho a ideia de que não será nunca preciso. Estimo que não seja necessário que a questão sequer se ponha, porque há um alinhamento de interesses muito interessante. É muito simples. Há um plano estratégico, um plano de negócios. Este conselho de administração, esta comissão executiva, estão ali para executar esse plano estratégico e esse plano de negócios e entregar os resultados. É naturalmente nisso que estamos empenhados, e eu, na parte pequena que me compete. Não há nenhuma dúvida do que é que a TAP tem de ser no futuro ou sobre o que é que deve fazer.

Recordo-lhe o que disse Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, há uns meses: “Mas afinal por que é que o Estado tem 50% quando o Porto é esquecido na estratégia da TAP”.

Como sabe, o Porto, atrevo-me a dizer, tem um serviço muito melhor do que tinha antes.

Por causa das ligações diárias?

Claro. A ideia da ponte aérea, do engº Fernando Pinto, é um sucesso extraordinário. Tem mais de um milhão de passageiros. Hoje em dia, os passageiros a partir do Porto chegam muito mais depressa — e melhor — a todos os destinos da TAP, quase tão bem como aquelas três ou quatro cujas ligações diretas que foram suprimidas e parte delas, aliás, estão para ser retomadas.

Reconhecendo, se calhar, o erro de ter acabado com essas ligações.

Não. Provavelmente, é o resultado da capacidade da TAP ter feito uma coisa que não fazia há oito anos: Aumentando a sua oferta, a TAP, pela primeira vez, inverteu um ciclo inexorável de perda de passageiros para as chamadas ‘low cost’. A TAP começou a recuperar passageiros. Também houve um crescimento absoluto e, portanto, hoje, em função de ter uma oferta mais adaptada, faz todo o sentido voltar a oferecer algum tipo de serviço ao Porto com capacidade para competir como deve ser.

Agora, o Estado tem também uma responsabilidade sobre a dívida que não tinha no anterior modelo.

Falando do passivo da TAP, vale a pena dizer que era uma espécie de lastro que existiu na companhia desde 1998. Depois, vale a pena perceber que o Estado, enquanto único acionista, respondia ilimitadamente sobre a totalidade desse passivo. Depois, vale a pena lembrar que, naquela privatização, e naquele modelo de 15 de novembro de 2015, na 27ª hora, o Estado não se libertava em grande medida desse passivo. A própria banca portuguesa sentia-se bastante confortável. Aliás, uma das razões da saudável demora do processo de concretização da reconfiguração foi esse trabalho com os bancos de conduzir a uma solução, que é a que existe, em que o Estado responde na mesma linha que os privados. Sublinho, hoje o Estado responde pelo passivo da TAP da mesma maneira que os privados respondem sobre o passivo da TAP. Houve um jornalista que escreve num órgão virado para a economia que disse: “Enganaram-nos, porque há aí umas prestações suplementares que estão nos estatutos e que, portanto, o Estado vai meter dinheiro.” Era um daqueles que não gosta consabidamente deste Governo. Esqueceu-se de ler que aquilo vale rigorosamente tanto para o Estado, através da Parpública, como vale para o acionista Atlantic Gateway. Sublinho que, em função do notável desempenho que a TAP está a ter, está muito longe dessa eventualidade e a sair com números muito folgados sobre os rácios exigidos.

Já nos pode dar os resultados de 2017?

Não, não disponho deles. É o engº Fernando Pinto que está a finalizá-los e ele próprio, seguramente, estará no dia da apresentação, porque acho que vai ter um justificadíssimo orgulho em fazer isso. Mas são bons.

Foi notícia que Miguel Frasquilho, o chairman da TAP indicado pelo Estado, recebeu transferências da ES Enterprise – a caixa negra do grupo de Ricardo Salgado – quando trabalhava no BES. Frasquilho tem condições para manter-se em funções?

Aprecio bastante o desempenho do dr. Miguel Frasquilho na TAP. Ainda hoje de manhã estivemos a trabalhar e não sinto nenhuma mudança na capacidade e competência ou desempenho do dr. Miguel Frasquilho para desempenhar a função. Ele deu as explicações que entendeu dar. Insisto: não vi nenhuma modificação, nem no comportamento, nem na capacidade, nem na competência do dr. Miguel Frasquilho para desempenhar a sua função. Naquilo que eu vi, é impecável.


https://eco.pt/entrevista/diogo-lacerda-machado-se-gostava-que-fernando-pinto-continuasse-na-tap-com-certeza/

Jopeg

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Quem é Antonoaldo Neves, o novo senhor TAP?

20.01.2018 08:00 por Bruno Faria Lopes 27

Tem cabeça de consultor, experiência em aviação – e gosta de pedalar nos tempos livres. O novo presidente tem dupla nacionalidade - portuguesa e brasileira - e está na TAP desde Julho de 2017.


Com 42 anos, o executivo brasileiro tem um percurso académico de elite, passagem longa pela consultora McKinsey e uma boa experiência de trabalho na companhia de aviação Azul de Neeleman – era visto há vários meses como a escolha natural para pegar no bastão da TAP depois da saída de Fernando Pinto, gestor da empresa há 17 anos (continuará ligado à empresa como assessor). Liderava já a área comercial da TAP e esteve envolvido na privatização. E será mesmo ele o futuro líder da companhia. O seu nome vai ser aprovado em reunião do conselho de administração da TAP no próximo dia 31 de Janeiro por iniciativa da Atlantic Gateway, o consórcio de Neeleman e do empresário português Humberto Pedrosa.

Antonoaldo Neves é engenheiro de formação (licenciou-se na Universidade de São Paulo) e foi como engenheiro de montagem de obras electromecânicas que começou a carreira na construtora Odebrecht. Mas como gestor Neves é, sobretudo, um produto do mundo da consultoria e das faculdades norte-americanas de topo. Ao curso somou um MBA na Darden School of Business e um mestrado em Finanças Empresariais na Universidade Católica do Rio de Janeiro. Acabou por entrar para a consultora McKinsey no Brasil, onde esteve durante 10 anos e chegou a sócio.

Na Azul, Antonoaldo foi um executivo sem receio de tomar decisões: quando o mercado recuou, a companhia cortou pela metade os planos de expansão, arrendou mais de três dezenas de aviões (vários à TAP), propôs um programa de licenças sem vencimento aos trabalhadores de cabine para reduzir custos num momento de aperto


http://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/antonolado-neves-o-novo-senhor-tap

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TAP. O dia em que Pinto sai e Antonoaldo entra

31.01.2018 às 12h47


http://expresso.sapo.pt/economia/2018-01-31-TAP.-O-dia-em-que-Pinto-sai-e-Antonoaldo-entra

Antigo líder da brasileira Azul, Antonoaldo Neves, será esta quarta-feira eleito presidente da TAP em assembleia geral. Fernando Pinto deixa a companhia aérea portuguesa ao fim de 17 anos

Margarida Fiúza

Fernando Pinto vai sair esta quarta-feira da presidência executiva da TAP, que liderava desde outubro do ano 2000. Antonoaldo Neves, antigo presidente-executivo da brasileira Azul, será o seu sucessor.

Os membros do conselho de administração foram propostos pela Parpública e pelos privados da Atlantic Gateway e a eleição decorre esta quarta-feira em assembleia geral, numa altura em que há quatro pré-avisos de greve do pessoal de cabine, estando em curso reuniões entre o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e a companhia.

Ao que o Expresso apurou, não haverá alterações do lado do Estado, que deverá estar de acordo com as propostas do consórcio privado – como chegou, aliás, a reconhecer Diogo Lacerda Machado, administrador não-executivo da companhia aérea, em novembro, dizendo que o Estado não se iria opor à nomeação de Antonoaldo Neves para substituir Fernando Pinto na liderança da TAP.

David Pedrosa, filho do acionista Humberto Pedrosa, manter-se-á na administração da empresa. Raffael Quintas Alves, diretor financeiro da companhia aérea brasileira Azul (do acionista David Neeleman), é o administrador-executivo nomeado pelos chineses da HNA. O grupo chinês é acionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway e da Azul.

Antonoaldo Neves, 42 anos, está ligado à aviação há anos, tendo antes sido sócio da consultora McKinsey, e já integrava a comissão executiva da TAP, como "Chief Commercial Officer". Antes de integrar a administração da TAP, foi presidente-executivo da Azul Linhas Aéreas, de David Neeleman. Tem dupla nacionalidade, brasileira e portuguesa: nasceu no Brasil, sendo o seu avô de Oliveira de Azeméis.

Raffael Quintas Alves está na Azul desde 2009, depois de ter passado pelo banco de investimento do Santander e pela ex-Brasil Telecom. Tem um MBA pela Kellogg School of Management.

A eleição será assim fechada esta quarta-feira, às 16H00, em assembleia geral, presidida por Diogo Perestrelo.

A saída de Fernando Pinto era iminente, mas só em meados deste mês é que foi confirmada, conforme o Expresso noticiou na altura. Em outubro, recorde-se, depois de Pinto ter dito que não sairia da TAP “em breve”, David Neeleman foi vago em relação à sua permanência como presidente-executivo: “Da maneira que ele quer ficar aqui, vai sempre ter um lugar. Sempre precisaremos da sabedoria e do conhecimento dele.” “A decisão não é minha, é dos acionistas. A transição da privatização está no caminho certo. Fico enquanto a minha ajuda for precisa”, disse Fernando Pinto ao Expresso, em novembro.

Fernando Pinto sai com a missão que queria ver cumprida – a TAP privatizada – e numa rota que perspetiva crescimento. E garante que irá acompanhar esse crescimento de perto, já que continuará ligado à companhia nos próximos dois anos enquanto assessor. Desde que foi privatizada, a TAP lançou 13 novas rotas. Em 2017, recordou o gestor recentemente, a companhia começou a voar para 11 novos destinos, recebeu oito novos aviões – “um aumento da frota em mais de 10%” –, reforçou a presença em mercados estratégicos, como Espanha e Alemanha, fez a consolidação da ponte aérea Lisboa-Porto, lançou o programa stop-over, que “é um sucesso” e “continua a bater recordes” de tráfego. A companhia fechou o ano passado com mais de 14 milhões de passageiros transportados, o que significa um crescimento de 20% face ao ano anterior.

Além de antecipar um regresso aos lucros – “à conta de um bom desempenho da companhia aérea e de um atenuar de perdas” da TAP Manutenção & Engenharia Brasil –, a empresa projeta lançar novas rotas e receber seis novos aviões no próximo ano.


http://expresso.sapo.pt/economia/2018-01-31-TAP.-O-dia-em-que-Pinto-sai-e-Antonoaldo-entra

Jopeg

FlyTap

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jopeg

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Novo presidente da TAP pede para lhe mandarem mensagens e gosta que o sigam no Instagram

Antonoaldo Neves quer crescer 5% a 7% ao ano e entre diz que vai dedicar 20% do tempo para falar com trabalhadores.

Luís Villalobos 7 de Fevereiro de 2018, 20:22 Partilhar notícia


“Gestão aberta e de proximidade”. Este é, segundo diz a TAP na sua intranet, o lema do novo presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves. Há até uma rubrica nova, baptizada de “Voamos juntos”, onde o gestor, ex-presidente da Azul, transportadora aérea brasileira, vai passar a dar conta dos contactos que faz no interior da companhia.

A primeira visita, diz a empresa na nova página da intranet, foi à área de manutenção e engenharia e à área de treino e instrução de pessoal navegante de cabina (que desmarcou recentemente uma greve marcada para o Carnaval, num “voto de confiança” à nova gestão). A TAP fala de um “registo informal e muito próximo”, ao jeito do management by walking (conceito de gestão também conhecido por management by wandering) através do qual Antonoaldo - como o gestor prefere ser chamado, sem o apelido - “fez questão de ouvir as preocupações e questões dos colaboradores”.

Ao mesmo tempo, “foi também explicando o que o trouxe à TAP, quais os pontos fortes da empresa e onde estão os principais desafios”, adiantando qual “a sua visão e modelo de gestão” pensado para a empresa.

Aqui, a palavra de ordem é “mais”. Lê-se na página da intranet que o gestor, que sucedeu a Fernando Pinto, quer uma “TAP mais feliz”, “mais frota”, o “melhor produto e serviço da Europa” e “mais clientes que voam para mais destinos”. A empresa tem de ser também “mais sólida”, ou seja, melhorar a rentabilidade, e ser “mais Portugal”, no sentido, afirma-se, de gerar mais emprego, com mais contributos para o turismo e “projecção do país no mundo”.

De resto, há um objectivo bem definido, e agora partilhado publicamente: a empresa, diz o seu líder, “tem de crescer entre cinco a sete por cento ao ano, nos próximos cinco anos”, isto concorrendo com empresas como as low cost e grupos de dimensão muito superior.

Outro objectivo quantificado: Antonoaldo diz que vai dedicar 20% do seu tempo de trabalho a ouvir os trabalhadores do grupo. Isto porque, refere a TAP, “o novo CEO acredita que trabalhadores engajados e felizes estão mais aptos para atender o cliente”.

No primeiro encontro, diz a empresa, o gestor disse aos funcionários para o contactarem “sempre que pertinente”, seja por “telemóvel ou enviando uma mensagem por Whatsapp”. Outra forma, mais indirecta, de acompanhar o presidente da TAP: segui-lo, como diz a empresa, no Instagram (@antonoaldo).

A TAP, essa, já o segue, tal com outras 1567 pessoas e entidades, com Antonoaldo a seguir apenas 36 utilizadores. Na sua conta, o presidente da TAP tem 208 publicações, a última das quais datada desta terça-feira, quando visitou a operação de manutenção, num “papo aberto”.

Outras oito imagens referem-se à TAP (a primeira foi colocada apenas há uma semana, quando se tornou oficialmente presidente executivo), mas rapidamente se chega às imagens da Azul, de onde veio em Julho do ano passado (literalmente, já que foi, segundo as imagens, um avião desta companhia que o trouxe) para se sentar na comissão executiva da transportadora brasileira.

Pelo meio há também espaço para fotos da HNA, o accionista chinês, agora em dificuldades de liquidez, que é accionista da TAP e da Azul, tal como David Neeleman (os dois têm Humberto Pedrosa como parceiro na empresa portuguesa, detendo no conjunto 45% do capital).


https://www.publico.pt/2018/02/07/economia/noticia/novo-presidente-da-tap-pede-para-lhe-mandarem-mensagens-e-gosta-que-o-sigam-no-instagram-1802387

Jopeg

FlyTap

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E há sempre a TAP para lhe pagar o leasing.

FlyTap

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aviationlover

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Isto parece que temos aqui um infiltrado a causar destabilização e ainda por cima esconde-se atrás dum nickname. Ainda por cima inunda um fórum que não tem nada vêr com a TAP, se o quiser fazer olhe mande estas toardas dentro da sua empresa.
« Última modificação: 08 de Fevereiro 2018, 16:15:18 por aviationlover »


António Costa

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Isto parece que temos aqui um infiltrado a causar destabilização e ainda por cima esconde-se atrás dum nickname. Ainda por cima inunda um fórum que não tem nada vêr com a TAP, se o quiser fazer olhe mande estas toardas dentro da sua empresa.

Se isso for verdade, o moderador tem de intervir.

jopeg

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Os quatro mandamentos de Antonoaldo para gerir a TAP

O novo presidente executivo da TAP apresentou aos trabalhadores a nova estrutura de gestão. Responsabilização e transversalidade serão valores-chave para a comissão executiva da companhia.

Antonoaldo Neves explica como vai funcionar a a gestão da TAP
 
09 de fevereiro de 2018 às 11:49

O novo presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, divulgou esta sexta-feira, 9 de Fevereiro, um vídeo junto dos trabalhadores da empresa onde enumera os quatro mandamentos da nova equipa de gestão.

A comissão executiva da transportadora continua a ser composta por três membros, o próprio Antonoaldo Neves, David Pedrosa, que será o "chief controller officer" e Raffael Quintas, o qual foi atribuído o pelouro de "chief financial officer".

Na sua mensagem, Antonoaldo Neves identifica assim os quatro princípios que vão orientar a sua gestão:

1. Trabalhar de forma mais fluida.

2. Definir pelouros claros, porque alguém tem de ser responsável pelos objectivos que se pretendem atingir. Este modelo permite avançar a uma velocidade mais rápida da implementação de decisões.

3. Dedicar tempo à equipa. Antonoaldo Neves pretende dedicar, ao longo de cada mês, 15% a 20% do seu tempo com os gestores que estão directamente sob a sua alaçada.

4. Ter uma estrutura funcional que respeite a estrutura organizacional que se materializa numa comissão executiva composta por três pessoas, as quais têm um mandato para tomar as decisões-chave da empresa.
 
Além da comissão executiva, a equipa liderada por Antonoaldo Neves conta com mais cinco elementos de topo a quem foram atribuídas outras tantas áreas. Tratam-se de Sami Foguel (chefe das operações de voo), Mário Lobato Faria (responsável pelas áreas técnicas) Elton D’Souza (chefe de planeamento de rede), Abílio Martins (responsável pelo marketing e vendas) e Trey Urban (responsável pela estratégia corporativa e frota).


http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/os-quatro-mandamentos-de-antonoaldo-para-gerir-a-tap

Jopeg

hsousa

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Isto parece que temos aqui um infiltrado a causar destabilização e ainda por cima esconde-se atrás dum nickname. Ainda por cima inunda um fórum que não tem nada vêr com a TAP, se o quiser fazer olhe mande estas toardas dentro da sua empresa.

Se isso for verdade, o moderador tem de intervir.
Peço desculpa mas tenho que dizer que discordo. As pessoas têm direito a dizer aquilo que pensam e conviver com a diferença de opiniões é uma coisa bem boa. Não concordo com muitas coisas do Flytap, concordo com outras, mas se a ideia de pedir que a moderação actue cada vez que alguém opina de maneira diferente, então mais vale não haver forums! Penso que "aviationlover" também é um nick name. Pessoalmente, neste post especifico nem me parece descabido recordar declarações do CEO da TAP quando tinha outras funções. Quem não deve não teme.
« Última modificação: 13 de Fevereiro 2018, 18:01:27 por hsousa »


Capitão do Fim

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Resposta rápida

Com a resposta rápida pode escrever uma mensagem quando está a ver um tópico sem carregar uma nova página. Pode, ainda, usar o código BBC e os risonhos como usaria numa mensagem normal.

Aviso: este tópico não tem nenhuma mensagem nova há, pelo menos, 90 dias.
A não ser que tenha a certeza que quer responder, por favor, considere a hipótese de criar um novo tópico.

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Última mensagem 24 de Outubro 2017, 17:56:13
por jopeg

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