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Resumo do Tópico

Enviado por: toto1100
« em: 03 de Abril 2020, 08:31:48 »

Eu falei disso porque sei que na Alemanha ha muitos conflitos nas empresas multinacionais por causa disso. Tipo na VW os representantes so estao la para defender os empregos alemaes, e tem dado imensos conflitos - mas tambem nao sei qual é a solução, que a "governança" que se pratica no resto do mundo e que so liga ao preço na bolsa também não é grande coisa.
Enviado por: nunopinheiro
« em: 03 de Abril 2020, 08:22:17 »

Na empresa sueca em que trabalho, não precisamos de comissões de trabalhadores porque a empresa é dos empregados, mas a empresa está dividida em sub empresas por países,  e o pessoal costuma ser contratado pela empresa local ou no caso dos freelancers pela empresa sueca mãe.

Não teríamos QQ problema em implementar comissões de trabalhadores.

Mas cada caso é um caso, depende muito. Mas o sindicato não é o representante ideal dos trabalhadores em todos os casos...
Enviado por: toto1100
« em: 03 de Abril 2020, 07:30:30 »

Essas ideias das comissoes de trabalhadores na gestao tambem sao muito giras. Até ao momento que a empresa tem trabalhadores em vários paises e a comissao de trabalhadores só representa os trabalhadores do país original.
Enviado por: nunopinheiro
« em: 02 de Abril 2020, 23:02:55 »

Jpmane deve estar a falar de comissões de trabalhadores...

Que em muitas empresas tem assento na gestão da empresa..

Essas comissões tem contactos e coordenação com sindicatos vários sectoriais mas obviamente afastando dessa coordenação temas específicos de questões concorrenciais entre empresas.

Idealmente copiariamos isso cá em Portugal, mas sim a incomptencia impera e os patrões não querem ter lá comissões de trabalhadores, e os sindicatos não se importam em manter uma dialética simples de nós contra eles...
Enviado por: Capitão do Fim
« em: 02 de Abril 2020, 22:56:12 »

Acção. Reacção.

Tem toda a razão, jpmane.
Enviado por: jpmane
« em: 02 de Abril 2020, 22:49:34 »

Os sindicatos na Escandinávia funcionam muito bem. E quem gere as empresas também. Fazem as coisas em conjunto. Discutem. Cá, muitos gestores acham que não têm que articular e discutir com os sindicatos. Decidem e depois não percebem as reacções contrárias. E os sindicatos cá tornaram-se numa cambada de corporativistas. E falo das lideranças dos sindicatos; não do trabalhador português que dá no duro e tem sucesso em cada país onde vive. Como temos péssimos gestores - péssimos e temos más lideranças de sindicatos isto dá no que dá. Só neste país é que o tipo da CIP, qual Chavez, muda os estatutos para se poder recandidatar. E assim o patronato Português. E assobia tudo para o lado como se fosse muito normal. Os sindicatos da TAP são apenas um reflexo do panorama geral. Tornaram-se uns corporativistas incapazes de pensar no bem comum. Aliás como aqui já foi dito - o papel é defender os seus associados como se os seus associados não vivessem em sociedade.
Enviado por: nunopinheiro
« em: 02 de Abril 2020, 22:40:51 »

E se um sindicato tem associados de uma empresa só não altera em nada o problema. É um mau sinal mas não deveria alterar em nada o comportamento desse sindicato.

(Tirando casos muito específicos de empresas e empregos muito específicos e empresas monopolistas.)

Repito na minha opinião um sindicato nunca deve ser uma comissão de trabalhadores, até porque nesse momento o sindicato terá preferência em defender os interesses de uma empresa vs outra...
E esse não deveria âmbito de preocupações de um sindicato. Para isso temos outras coisas...

Em redução ao absurdo um sindicato tem muito mais associados de empresas A vs empresa B esse sindicato estaria secalhar interessado na falência da empresa B e para isso declararia constantemente greves na empresa B... Percebe assim porque não o deve fazer? Não esperamos de um sindicato este tipo de comportamento..

Mas percebo a confusão muita gente até mesmo nos sindicatos acham que devem defender os interesses dos seus associados sob QQ prisma..
Há quem ache isso em relação as ordens profissionais...que me choca ainda muito mais...
Enviado por: Capitão do Fim
« em: 02 de Abril 2020, 22:09:33 »

O facto de o Nuno achar que um sindicato e uma ordem são abrangentes de todos os membros dessa classe profissional não transforma a sua opinião num dado adquirido. Opinião da qual eu discordo, mas respeito.

Basta ver vários exemplos, inclusive em Portugal, mas não só, de sindicatos que representam apenas um grupo de funcionários.

Os  sindicatos podem ser transversais ou verticais, abranger todos ou apenas alguns. Não há propriamente regras rígidas a este respeito.

Repito, o que está em causa é falta de liderança, pela imposição unilateral e de supresa. Imagine o que seria o governo impor as medidas do estado de emergência sem as vir explicar, assumindo que todos sabem o que se passa? Era o fim do Estado de Direito.
Enviado por: nunopinheiro
« em: 02 de Abril 2020, 19:16:47 »

Capitão do Fim esperava que uma comissão de pilotos da TAP colocasse esse problema não um sindicato, o meu problema é mais fundamental sobre que chapéu se usa de acordo com cada situação, eu já em varias situações da minha vida tive de defender posições contrarias simplesmente porque tinha responsabilidades diferentes as vezes no mesmo espaço de tempo. Que me forçava a ter de explicar argumentos contrários ao mesmo tempo e fazer um verdadeiro jogo de chapéus.   

Tenho para mim que fundamentalmente um sindicato deve defender toda uma classe de trabalhadores em relação a todas as entidades patronais independentemente da empresa para qual A ou B trabalha. para situações onde o interesse do trabalhador A de empresa X entre em conflito com o trabalhador B de empresa Y o sindicato deve se abster de opinar pelo menos de forma publica, e deixar a defesa dos interesses específicos a relevante Comissão de trabalhadores da empresa X vs Empresa Y. O problema do Juiz e Carrasco.

Da mesma forma que odeio ver Ordens profissionais a fazer o trabalho que devia ser dos sindicatos. cada macaco em seu galho. Sob pena de minar a confiança que depositamos em cada uma das instituições.

Mas sei que pouca gente compreende este argumento...
Enviado por: Capitão do Fim
« em: 02 de Abril 2020, 16:13:31 »

Nínguem veio exigir indemnizações. Apenas se veio relembrar que há acordos em vigor.

Nuno, o exemplo que apresenta não faz qualquer sentido por as situações não serem comparáveis. Se há um acordo que limita a actividade da PGA para salvaguarda da operação da TAP, e é intencional e flagrantemente desrespeitado, sem qualquer comunicação ou explicação anterior, que reacção esperava? Flores?

A situação é de emergência, sim. Mas não estamos na selva nem vale tudo. E como diz a sabedoria popular, é a conversar que a gente se entende. Ora, aqui pouco ou nada se conversou. É isso que está errado.
Enviado por: New Engine Option
« em: 02 de Abril 2020, 12:23:53 »

Exigir compensações nesta altura não é o maos adequado e diria mesmo que é imoral no quadro em que a empresa se encontra. O que eu disse foi que o sindicato, segundo o AE, teria razão em queixar se da alegada violação ao AE porque a empresa deu a coisa como consumada e pronto. Os pilotos foram apanhados de surpresa e reagiram. Daí eu ter dito que se calhar teriam sido flexíveis se a empresa tivesse explicado antes a coisa antes de a dar como consumada.
Enviado por: Flyz
« em: 02 de Abril 2020, 08:03:34 »

Eles queriam era ser indiminizados apesar dos tempos e dificuldades que vinham pela frente.....ou vamos lá ver ---
"
Admite-se  que  haja  violação  desse  princípio  dentro  de  determinados  limites  e estabelece-se  uma  penalização  para  a  violação  desses  limites,  como  forma  de  compensar  os  Pilotos pelos  prejuízos  que  sofrem  pelo  facto  de  não  exercerem  a  sua  atividade  em  detrimento  de  actividade externa.  Só  uma  interpretação  contrária  à  materialidade  subjacente  pode  levar  à  afirmação superficial  de  que  não  há  violação  das  obrigações  do  Acordo  de  Empresa  com  a  externalização  da actividade.  A  vingar  tal  interpretação,  a  TAP  desde  que  pagasse  o  valor  da  indemnização  prevista estaria  a  agir  licitamente
"
 O spac ainda tem membros da Portugália, se bem que por razões óbvias em breve suponho que também devem sair do spac...
Do melhor este sindicato de pilotos de portugal aka sindicato de pilotos tap..
Enviado por: toto1100
« em: 02 de Abril 2020, 06:41:44 »

Nop, se o sindicato queria criticar isso, criticava isso. O que o sindicato fez foi criticar isso inventando que isso violava o acordo de empresa.
O país não precisa de mais aldrabões, muito obrigado.
Enviado por: nunopinheiro
« em: 02 de Abril 2020, 03:28:54 »

Capitão do fim mesmo percebendo agora que o SPAC é praticamente o sindicato dos pilotos da TAP, este tipo de reações não fica bem a um sindicato seja ele qual for porque não defende uma classe mas sim os interesses de um sub grupo da classe..

Para isso é que há comissões de trabalhadores. E outro tipo de associações que defendem grupos de trabalhadores de uma empresa em particular...

Um sindicato fazer isto é não perceber o que um sindicato deve ser...

Por redução ao absurdo. Já imaginou se amanha um sindicato dos empregados de supermercado viesse dizer que deviam fechar todos os supermercados que não o pingo doce, e que face a esse futuro reclamava mais horas extras para esses e só esses funcionários?
Enviado por: Capitão do Fim
« em: 02 de Abril 2020, 00:58:26 »

A questão é simples e deve ser entendida dessa forma. O que está em causa é uma alteração unilateral, sem qualquer comunicação ou conversa. Nada. Política de facto consumado.

Ora, quando se está numa altura em que a comunicação é crucial, tomar medidas sem as comunicar, negociar ou sequer explicar é de uma falta de liderança atroz. Retira confiança aos que tomam decisões. Instala suspeita das suas intenções. Não cria relações de lealdade. E foi o que aconteceu aqui.

É por demais evidente que o SPAC foi apanhado de surpresa, por uma medida que retira toda a actividade aos seus associados. E é por demais evidente também que tem de questionar quem tomou esta decisão, e lembrar-lhe que há acordos e não vale tudo.

Não está em causa o SPAC entender o que se está a passar. Nem sequer está em causa o SPAC colaborar com a companhia, coisa que faz e está preparado para colaborar. O que está em causa é a companhia esquecer-se dos restantes stakeholders, e tomar decisões que afectam a vida de todos, sem os consultar ou sequer explicar as intenções. Isto é de um paternalismo inaceitável.

Relembre-se, a missão do SPAC é defender os interesses dos seus associados, não é preocupar-se com o que os foristas pensam ou deixam de pensar. E foi isso que fez.

Fizessem todos o mesmo, questionassem quem nos governa e exigissem, e teríamos certamente um pais melhor, e mais bem preparado para o que está a acontecer.
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