jopeg

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Governo disponível para apoiar abertura de base militar de Monte Real à aviação civil

06 Janeiro 2016, 13:28 por Maria João Babo | mbabo@negocios.pt


 

O Ministério da Defesa Nacional diz estar disponível para colaborar em iniciativas com vista a utilização de Monte Real por aeronaves civis, considerando que o processo pode vir até a beneficiar da experiência de Beja, Chama contudo a atenção para quatro áreas fulcrais que limitam a operação.

O Ministério da Defesa Nacional diz estar disponível para "colaborar em iniciativas com vista à utilização permanente" do aeródromo militar de Monte Real por aeronaves civis.

Em resposta a uma pergunta de deputados socialistas, o gabinete de Azeredo Lopes sublinha que quer o Ministério quer a Força Aérea têm manifestado a sua disponibilidade para analisar este assunto, mas sublinha que "em termos práticos existem pelo menos quatro áreas fulcrais que limitam a operação de aeronaves civis na base aérea nº5.

São elas, refere na resposta às questões dos deputados, as limitações físicas, as limitações do serviço de assistência e socorro, a falta de infra-estruturas, equipamento e pessoal e a inexistência de armazenamento de combustível.

No primeiro caso, o Ministério da Defesa refere que as dimensões "dos caminhos de rolagem e placas de estacionamento e as características dos pavimentos da pista, caminhos de rolagem e placas impõem restrições à utilização da maioria das aeronaves civis de médio/grande porte".

Relativamente ao serviço de assistência e socorro existente, este "tem limitações face às necessidades estabelecidas pela International Civil Aviation Organization (ICAO) para aeronaves de médio/grande porte ou aeronaves de transporte de passageiros".

De acordo com a Defesa, por outro lado, "não estão criadas as infra-estruturas, nem existe o equipamento nem o pessoal necessário e qualificado para o handling das aeronaves civis".

Por fim, "não existe um armazenamento de combustível, utilizado na aviação civil, nem um sistema de combustível (infra-estruturas e viaturas) e pessoal qualificado, com capacidade para apoiar uma operação normal de aeronaves civis.

O gabinete de Azeredo Lopes lembra que esta base aérea tem tido utilização com carácter pontual pela aviação civil, e recorda que uma operação com carácter perante desta infra-estrutura necessita da aprovação da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Considera, ainda assim, que "a eventual certificação da base aérea nº 5, em Monte Real, pode beneficiar da experiência associada à certificação da base aérea nº 11, em Beja", onde o terminal civil entrou em funcionamento em Abril de 2011. Pode ainda beneficiar, acrescenta, "do estudo actualmente em progresso para a eventual certificação da base aérea nº4, nas Lajes, e da base aérea nº 6, no Montijo, para os mesmos efeitos".
 
O Ministério da Defesa Nacional, que lembra que as primeiras diligências para promover a utilização regular desta base aérea pela aviação civil datam de 1997, refere ainda na sua resposta que uma decisão no sentido pretendido pelos deputados do PS de Leiria pressupõe "a existência de um estudo de viabilidade técnica e financeira prévio".


Jopeg

HenriqueP

  • Mensagens: 674
Vejo o uso de Monte Real ser beneficiado com o Turismo Religioso (santuário de Fátima)

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/fatima-reclama-aeroporto.html

(sao coisas distintas, mas que seguem a minha linha de pensamento)


Cump

lockheed

  • Mensagens: 1230
  • You are not in Kansas anymore!...
Gira o disco e toca o mesmo... já vi que cada entrada de governo é sempre as mesmas notícias...!

surgas

  • Banido do fórum
  • Mensagens: 239
Um país com 10.000.000 de habitantes, quantos aeroportos serão precisos?

Turismo de Fátima??? Um aeroporto para um punhado de charters uma vez por ano?
Mais vale activar a pista de Sines para a malta que vai para a costa vicentina no verão!

kodora

  • Mensagens: 58
Depois de fazerem tantas auto-estradas,  agora são os aeroportos.. Há coisas que não mudam mesmo! Só muda ligeiramente o tema, mas a intenção é sempre a mesma..
Cumprimentos
Gustavo Santos

lrad

  • Mensagens: 995
Tal Sócrates tal Costa

Outro que vai ficar como o de Beja, a ANA não apoia nada disso pois não?   Penso que quando foi feito o aeroporto de Beja a ANA ainda era publica, mas (meio off-topic) a ANA não faz nada em relação ao de Beja, ou  deixa aquilo a dar prejuízo?

Biguds

  • Mensagens: 404
Não concordo com a utilização da BA5 para a aviação civil. Além dos custos que irá ter nas alterações de taxiways, pista, construção de infraestruturas de apoio, a BA5 é uma base de extrema importância para Portugal, pois tem uma localização privilegiada e por isso as duas esquadras com a missão de manutenção da segurança do espaço aéreo Nacional estão lá baseadas com todos os F-16.
Cumprimentos

vareiro

  • Mensagens: 30
Artigo no Jornal de Negócios do Sr. Pedro Santana Lopes:

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/pedro-santana-lopes/detalhe/o-aeroporto-de-monte-real

Citação

O aeroporto de Monte Real

Como é que se justifica que, nos tempos de hoje, os três aeroportos do país tenham entre si distâncias de cerca de 300 quilómetros?



Agora que se discute a extensão do aeroporto de Lisboa e que está prevista a criação do aeroporto do Montijo, talvez seja altura de retomar uma ideia que há muito defendo, que procurei afirmar quando exercia as funções de primeiro-ministro, mas que, até hoje, não "pegou". Refiro-me ao aeroporto de Monte Real. Sem entrar em pormenores técnicos, devo dizer que esse aeroporto reúne todas as condições para aterrarem aeronaves das mais variadas dimensões. Aliás, como é sabido, o Papa Francisco aterrará lá e não vem, que se saiba, em nenhum avião pequeno, mas sim num avião comercial normal.


É muito difícil perceber como é que não há adesão a esta ideia. Se há algo que me faz sempre confusão, é quando vejo que aquilo que é óbvio não se faz. Costumo, aliás, dizer que o mais difícil, muitas vezes, é conseguir concretizar aquilo que é óbvio. Normalmente, são interesses privados ou lógicas públicas ultrapassadas que o explicam. Mas, neste caso, nem isso consigo descortinar. Na verdade, não é só desde que a ANA foi privatizada que a ideia de Monte Real não "pega", já assim acontecia antes. Será por causa das taxas aeroportuárias que não "pega"? Talvez esteja aí uma razão. Só que essa recusa prejudica o interesse nacional e, nomeadamente, o daquela região.
Há muitos anos que se fala na necessidade de um aeroporto para a região centro e como era bom que isso acontecesse. O aeroporto de Monte Real permitiria desenvolver, ainda muito mais, o turismo religioso, naturalmente à volta de Fátima. Mas, como se sabe, em toda aquela área há outros grandes motivos de interesse turístico, quer patrimonial, quer de desportos marítimos, nomeadamente o surf. Qual é a lógica que leva, com um aeroporto que está praticamente todo construído, só faltando o investimento nas aerogares, a que não seja devidamente aproveitado? Qual é a lógica de as pessoas terem de vir a Lisboa e depois fazerem cerca de 150 quilómetros para irem a esses lugares de enorme atratividade turística? Quando exerci as funções acima referidas resolvi fazer uma viagem no Falcon, que está ao serviço do Governo, de Lisboa a Monte Real. Como, na altura, tudo o que dissesse era um erro ou era depreciado, logo vieram conversas disparatadas, mas essa pretensão tinha o apoio de todos os autarcas da região centro, como é compreensível.

Como é que se justifica que, nos tempos de hoje, os três aeroportos do país tenham entre si distâncias de cerca de 300 quilómetros? Ainda para mais, o que é curioso é que isto representa uma subjugação do centro do país verdadeiramente incompreensível. Falei muitas vezes no tema enquanto fui presidente do Conselho da Região Centro no tempo em que presidi à Câmara Municipal da Figueira da Foz. Esta é das tais medidas que fariam bem à economia, fariam bem ao nível de vida das pessoas da região, fariam certamente crescer o PIB, crescer o investimento.

Durante muito tempo fizeram circular a ideia de que a NATO se oporia a que Monte Real passasse a aeroporto civil. Ideia que foi depois desmentida. Não sei se, entretanto, terá voltado, mas não acredito. Aliás, quase se pode caricaturar e dizer que temos um aeroporto que só é utilizado do lado civil quando temos uma visita papal a Portugal. É bom para um Papa aterrar, mas não é bom para as pessoas comuns. Caricatura à parte, não podemos é dar-nos ao luxo de continuar a desperdiçar estes ativos e estas oportunidades.

Advogado

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

brunodias

  • Mensagens: 4514
A base de monte real nem é nato

Pessoalmente acho que não faz falta este aeroporto, secalhar faz falta em portugal outras coisas, agora este novo aeroporto não, agora ele tem razão quando diz que no fundo esta tudo contruido tirando o terminal

toto1100

  • Mensagens: 3921
Sim, so falta o terminal e uma nova base para os F16.

brunodias

  • Mensagens: 4514
Em tantos paises do mundo opera-se militar com civil e só aqui há problemas com tudo

blue_monday81

  • Mensagens: 115
Seria tao dificil manter a base militar e arranjar espaço para um terminal de passageiros tipo Beja?

VNE

  • Mensagens: 1286
Se Beja tem um aeroporto, porque é que Leiria não pode ter?

Se no aeroporto das Lajes não há problema, porque é que em Monte Real haverá? Monte Real não tem e nunca terá o movimento militar que as Lajes já teve...

A região centro (Leiria, Coimbra, Figueira da Foz, Pombal) têm uma economia industrial que facilmente justificaria voos para grandes cidades europeias.

E depois de tudo isso, há claro, Fátima...

Já sabemos que a TAP não terá interesse nenhum no aeroporto, mas isso são outros quinhentos.
« Última modificação: 20 de Abril 2017, 22:01:58 por VNE »


brunodias

  • Mensagens: 4514
Eu penso que não se justifica um aeroporto nem Monte Real, e nem o de Beja, mas isto sou eu a pensar
Secalhar 1 melhor linha ferroviaria, por exemplo electricidade na linha do oeste, secalhar ajudava mais

Em Monte Real  o movimento é só mesmo f16 e durante a semana até nos afastam sempre da ctr da base
As lajes em tempos de pre-guerra e guerra tinha mesmo muito movimento

nunopinheiro

  • Mensagens: 4331
Num raio de 60 minutos qual a população em volta? De certo melhor que Beja, mas quanto? Isto vai muito de massa crítica, por acaso acho que as principais infraestrutura aeroportuárias estão  bem (correctamente) afastadas entre si permitindo que cada uma obtenha massa critica que as viabiliza como estruturas comptitivas, mas se me mostrarem números que provem o potencial da estrutura, nada a dizer.
Algo como 1.5 milhões de habitantes num raio de 60 minutos (descontando a area sobreposta com a portela) já seria interessante.

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