Jorge78

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Em Jornal de Negócios

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Airbus corta produção do A380. O superjumbo vai desaparecer?

A Airbus previa vender 1.200 A380 no espaço de vinte anos. Passados 11 anos de produção, estão ao serviço 193 Superjumbo. Simultaneamente, aumentam as vendas de aviões mais pequenos e mais eficientes.
A Airbus anunciou um corte na produção do avião A380, conhecido por superjumbo por ter capacidade para transportar mais de 500 passageiros nos seus dois pisos.

A construtora aeronáutica europeia produziu 27 destes aviões em 2015, mas anunciou que vai construir apenas 12 A380 em 2018, avança o jornal The Guardian esta quarta-feira, 13 de Julho.

Os números contrastam com a previsão anterior de vendas da Airbus que previa vender 1.200 A380 no espaço de vinte anos. O Superjumbo entrou ao serviço em 2005 e, passados 11 anos, existem actualmente 193 destes aviões ao serviço de companhias aéreas em todo o mundo. E a Airbus conta também com 319 A380 na sua carteira de encomendas.

Mas a procura pelo Superjumbo está a diminuir, pois as companhias aéreas procuram aviões mais pequenos, com menor consumo de combustível, tal como o A350 ou o A320, cujas vendas estão a aumentar.

O A380 custou mais de 22 mil milhões de euros a ser desenvolvido e surgiu como a resposta europeia ao norte-americano Boeing 737.

"Com este passo prudente e proactivo, estamos a estabelecer um novo alvo para o nosso planeamento industrial, indo ao encontro da actual procura comercial mas mantendo todas as opções em aberto", disse o presidente executivo da divisão de aviação comercial da Boeing, Fabrice Brégier. "O A380 está aqui para ficar".

Apesar da perspectiva optimista da construtora franco-alemã, os analistas estão mais pessimistas. "A companhia não vai recuperar disto", disse à Bloomberg o consultor de aviação Richard Aboulafia do Teal Group. O especialista apontou que os 12 modelos previstos para 2018 não são rentáveis: O A380 "vai morrer em poucos anos", declarou.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/transportes/aviacao/detalhe/airbus_corta_producao_do_a380_o_superjumbo_vai_desaparecer.html?utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#link_time=1468402528

brunodias

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Epa, se o jornal de negocios quiser eu vou para la nas questões de aviação

319 encomendas em carteira??? não vejo nem perto esse numero

Mas o pior é que veio concorrer com o 737

Ai parei de ler, não li o que esta depois

tareias77

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Podes crer, pelos menos acertaram no fabricante :) olha que já li algures Boeing A320 ;)

TAP153

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O A380 matou-se a si mesmo, ou seja, a gigante Emirates com a sua igualmente gigante frota de A380 acabou com qualquer hipótese das companhias europeias e asiáticas em operar com rentabilidade este avião.

A Singapore estará à beira de mandar abater os seus A380 mais antigos.

Jorge78

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Apesar das enormes gralhas da notícia, o que fica é mais uma opinião que o A380 é um avião com morte anunciada.

AvGeekDiogo

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O A380 matou-se a si mesmo, ou seja, a gigante Emirates com a sua igualmente gigante frota de A380 acabou com qualquer hipótese das companhias europeias e asiáticas em operar com rentabilidade este avião.

A Singapore estará à beira de mandar abater os seus A380 mais antigos.

Verdade.. Se não fosse a Emirates o A380 já tinha ido há muito.. Acredito que foi um projecto muito ambicioso por parte da Airbus, infelizemente o dia das Aeronaves de 4 motores já esta chegando ao fim..
Também ouvi dizer que a Malaysian quer vender os A380 em troca por lease de A350..

iloper

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a ideia era ser tambem um aviao para low cost intercontinntal, mas isso tambem não pegou...

brunodias

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O que o tap153 quis dizer é que muitas empresas optaram por não comprar o 380 devido há emirates ter a gigantesca frota que tem

A malaysian ja os quer vender há algum tempo, agora o problema esta que ninguem anda com muita vontade em comprar, ainda por cima numa altura em que os usados podem estar a aparecer

Se analisarmos bem o 380 só deu algo em 3 ou 4 empresas todas as outras tem eles mas não andam muito felizes, mas tambem não conseguem os despachar

brunodias

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a ideia era ser tambem um aviao para low cost intercontinntal, mas isso tambem não pegou...

Nem podia pegar

Para ser low cost o avião teria que andar perto dos 700passageiros, e para ser low cost há que ir cortando, corta ja nas mangas, e como metes tanta gente em bus???

Depois cada vez mais as pessoas querem frequencias, olha por exemplo londres new york, há alturas do dia em que a british sai de hora a hora ou de 2 em 2 horas, e só falei em BA, agora mete united, american, virgin etc

nunopinheiro

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Não tem muito que ver com os 4 motores, isso é mito, o problema é o conceito spoke and hub vs ponto a ponto, o 380 foi pensado para o a380-800 a380-900 e o a380-1000
basicamente um monstro a carregar pessoas na ordem das 1000 px entre mega hubs super congestionados com poucas slots. Ora o mundo aparentemente não foi por aí e em vez de mega hubs temos mini hubs e ponto a ponto, o trafego aumentou e muito mas não da forma como a Airbus apostou que cresceria, assim o a380 tem asa a mais para o avião que é, transformou-se em avião de prestigio quando era suposto carregar sardinhas.
A aposta atual da A é ver se o mantém até ao ponto de saturação de mais aeroportos e ver se com motores neo e um aumento da fuselagem para asa que tem a380-850?? e ver se ainda pega... isso e que a Emirates pague a conta ;)

tareias77

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É isso e a limitação da operação nas taxiways e placas da maioria dos aeroportos. É um avião de nicho para as ME3, LF, AF , BA e Singapore, e fica por aí.

brunodias

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Essa parte das limitações ja passou de realidade a mito, claro que falamos em aeroportos a serio e não em portugal

tareias77

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Não me estou a referir a Portugal, especificamente. Até o aeroporto nas Mauricias os recebem, mas a maioria dos aeroportos não têm condições.

nunopinheiro

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Tareias a maior parte dos aeroportos e particularmente terminais capazes de operar como deve de ser um A380 contam-se pelos dedos das mãos, Frankfurt a extensão nova, Dubai, imagina carregar 900 pessoas num avião só tens de ter 4 mangas e dois andares separados... MEGAHUBS mas o mundo não foi por aí, a B tinha razão na sua previsão de mais Ponto a Ponto, claro que estragou tudo com a desgraça de implementação que o B787-8 foi mas isso são outros 500

Spark

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    • Atualmente, os veículos da internet são apenas 2: o hypetrain e o hatewagon. All aboard!!!
Citação
A380. O superjumbo da Airbus é um megaflop de vendas

Companhias aéreas trocam as encomendas de A380 por modelos mais económicos. Fabricante europeia vendeu menos mil aviões do que esperava.

Quando foi lançado, em 2007, o superjumbo A380 da Airbus, um gigante de dois andares com capacidade para 650 passageiros, era cobiçado pelas companhias aéreas de todo o mundo. A Lufthansa foi a escolhida para a estreia, em março desse ano, que teve direito a pompa e circunstância no Aeroporto JFK, nos Estados Unidos. O desenho e a produção do superjumbo custou 22 mil milhões de euros e a construtora aeronáutica europeia previa vender 1200 aviões deste modelo só nos primeiros dez anos. Mas a década está no fim e, afinal, o maior avião comercial do mundo apenas teve encomendas para um total de 193 unidades.

O megaflop de vendas já levou a Airbus a anunciar que irá reduzir a produção para metade no próximo ano. E nos meios aeronáuticos já se especula sobre o fim do concorrente do 747 da fabricante norte-americana Boeing.

“A companhia não vai recuperar disto”, disse à Bloomberg Richard Aboulafia, consultor de aviação do Teal Group, depois de a Airbus ter aproveitado o salão internacional aeronáutico de Farnborough, no Reino Unido, para dizer que apenas irá produzir 12 superjumbos em 2018, de modo a adaptar a produção à procura. No ano passado, a fabricante europeia de aviões tinha produzido 27 destes modelos. O problema é que na lista de pedidos para os próximos cinco anos contam-se unicamente 126 encomendas…

As vendas baixas não são de hoje. Com 193 aviões a voar, o A380 só atingiu o breakeven no ano passado. E mesmo assim garças especialmente ao impulso de um único cliente: a Emirates, que tem 81 destes superaviões. A segunda maior proprietária é a Singapore Airlines, que tem apenas 19 A380 na sua frota.

Fabrice Brégie, CEO da Airbus, garante que “o A380 está aqui para ficar”. Mas assume que o corte na produção é “um passo prudente e proativo” que permite rever o planeamento industrial. Questionada pelo Dinheiro Vivo, a Airbus completa: “Na sua classe, o A380 não tem concorrentes. Os passageiros amam o conforto dos assentos mais largos e as companhias beneficiam de um ganho potencial extraordinário nas rotas e nos aeroportos de maior tráfego pela sua capacidade adicional gerada pelos dois pisos de assentos.”

Para reforçar a importância do superjumbo, a Airbus lançou inclusivamente um novo website (IflyA380.com) que vai servir de assistente de reservas. “Estamos a manter, a inovar e a investir no A380 para o manter como o favorito dos aeroportos, das companhias aéreas e dos passageiros.”

Como se explica então o fracasso de vendas do A380? É essencialmente uma alteração do padrão de compras. Há quase dez anos, o que despertou a curiosidade e o interesse das companhias aéreas está basicamente agora a afastá-las. Quando apareceu, o A380 conquistou pela sua grandeza. Pode levar até 650 passageiros nos seus dois andares disponíveis, tem uma área equivalente a três courts de ténis ou a um quarto de um campo de basquetebol. Além disso, tem casa de banho com chuveiro na primeira classe, assentos de couro e lounges para relaxamento, que são também bares de cocktails.

Com a indústria de aviação cada vez mais ameaçado pela forte concorrência das low-cost, e com uma pressão constante para baixarem as tarifas, as companhias aéreas pedem hoje o contrário, procurando modelos mais económicos e leves, com menor pegada de carbono e menos lugares disponíveis, características que estão, por exemplo, a atraí-las para os modelos Neo, que poupam até 15% de combustível. Além disto, o preço tabelado do A380 é muito elevado: 432,6 milhões de dólares, números que mais uma vez contrastam com os A319, A320 e A321 neo, que lhes fazem sombra. Para já não falar de que muitos dos aeroportos não têm pistas onde o gigante dos ares possa aterrar.

“No salão de Farnborought tornou-se patente que o tempo das macroencomendas de aviões comerciais chegou ao fim. O arrefecimento da economia mundial e a incerteza gerada pelo brexit estão a arrefecer o interesse das companhias aéreas dos EUA e da Europa. Agora, as protagonistas são as empresas asiáticas”, dizem os analistas.

Companhias como a malaia Air-Asia, que selou um dos maiores contratos do salão internacional de aeronáutica – encomendou à Airbus cem aviões A321 Neo, o modelo maior da frota de aviões comerciais de um só piso. O negócio envolve 12 500 milhões de dólares, qualquer coisa como 11 250 milhões de euros, tanto como a linha de crédito da troika para o saneamento dos bancos portugueses. A indiana GoAi comprometeu-se a comprar outros 72 aviões do mesmo modelo, num investimento total de 6900 milhões de euros.

Este interesse explica que, apesar de bem recentes no mercado, o A319 neo tenha já 58 encomendas, o A320 neo 3396 (embora só oito tenham sido entregues) e o A321 neo outros 1129 pedidos.

“O tráfego aéreo na Ásia, e particularmente na China, está a crescer muito rapidamente, ao contrário do que acontece na Europa. Por isso é normal que as maiores companhias asiáticas estejam a reforçar as frotas, sobretudo com aviões mais pequenos e económicos.”

A Airbus reconhece. “O futuro do mercado de aviões de um só piso, como os neo, está especialmente forte graças ao impulso do crescimento das companhias aéreas de baixo custo e à procura de mercados emergentes.”

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