caparica

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nunopinheiro

  • Mensagens: 3043
Assim derrepente não parece fazer muito sentido, pode ser para poupar algum dinheiro com cargos que não tenham muito que ver com a actividade propriamente dita. Mas visto de fora parece disparate.

N748RA

  • Mensagens: 113
Já se faz lá fora há dezenas de anos, não tem nada de novo.

O NTSB é o exemplo mais conhecido.

Jorge78

  • Moderador
  • Mensagens: 2364
Não vejo nada de mal nisso, desde que haja investigadores especializados para cada uma das áreas o resto da estrutura pode ser comum.

picarote

  • Mensagens: 96
... Isto nem deve ter nada a ver com a situação ridicula do CVR da Qatar e com o desespero e impotência que foi sentido pelo GPIAA.
Espero que a exoneração seja contestada, porque razão não lhe deve faltar.

picarote

  • Mensagens: 96

PNC2

  • Banido do fórum
  • Mensagens: 130
O homem até queria cobrar mais uma taxinha para se financiar.
« Última modificação: 13 de Janeiro 2017, 10:33:47 por PNC2 »


joaosantos

  • Mensagens: 53
Boas. Não estaria na altura de criar uma unidade de investigação única europeia nesta área, de modo a partilhar experiência? O nosso país não é demasiado pequeno? Felizmente há anos que não há grandes acidentes para investigar em Portugal. Isto não irá fazer com que, um dia que aconteça alguma coisa e esperemos que nunca, os nossos investigadores não tenham grande experiência na área?

toto1100

  • Mensagens: 2435
Sim, ja era tempo de acontecer isso ja. Tipo EASA, mas para acidentes aereos.

fredericolopes

  • Mensagens: 462
isso acabava com muito tacho por essa Europa fora

brunodias

  • Mensagens: 3878
... Isto nem deve ter nada a ver com a situação ridicula do CVR da Qatar e com o desespero e impotência que foi sentido pelo GPIAA.
Espero que a exoneração seja contestada, porque razão não lhe deve faltar.

Eu acho muito bem ele ter sido demitido, 1 senhor que se disse que muitas companhias andam com o combustivel nos limites e depois diz que se opos a 1 investigação em espanha, não pode representar este organismo

300mil euros anuais podem não ser muito, mas secalhar ainda da para algumas coisas

jeropiga

  • Mensagens: 227
Ora bem...conforme já foi dito, existe um NTSB americano q investiga os transportes, todos, comboios, avioes, barcos. Sem desprimor de eventuais razões que suportem o despedimento, o meu receio é q quem manda, leia-se o Governo de Portugal, nada saiba de aviação e implicitas tecnalidades. Nao conheco no governo, engenheiros q tenham trabalhado na aviação, q tenham sensibilidade para o tema, para além de verem as privatizacoes da Tap, ou do novo aerporto da portela ou da entega à Vinci. Nos acidentes aereos, o diabo está nos detalhes. E eu sempre ouvi que o GPIAA era muito fraco de recursos, de tecnicos com formação. Falta de investimento? Estamos à espera de um acidente grave para abrirem os olhos? Esta cena da caixa do Qatar, pode ser apenas a ponta do iceberg...se calhar, o homem até tem alguma razão.

jumbalino

  • Mensagens: 54
O problema destas fusões é que, frequentemente, a única sinergia de que beneficiam são os serviços administrativos. Depois vem outro governo e separa tudo outra vez. E andam assim durante anos a juntar e a separar. A cultura técnica de cada setor por ser muito específica acaba por impedir que o novo organismo tenha efetivamente uma identidade que neste caso seria a segurança nos transportes. Muito provavelmente a ideia até será boa. Como já referido a NTSB nos EU é um organismo de referência. E não acredito que lá, como cá, os ferroviários andem a pronunciar-se sobre aviões ou vice-versa.

Parece é que aqui algo não correu muito bem. É óbvio que um dos diretores teria que cair. E é claro que a política sempre tem uma palavra a dizer. Espero que esta fusão tenha sido objeto de uma reflexão por alguém competente e não um simples saneamento ou cópia do que os outros fazem.

Há anos que os sucessivos governos andam a mexer nas estruturas da Administração Pública. O que seria de esperar era que fosse no sentido de ir melhorando o que estava. Só que, frequentemente, o que fazem é desfazer o que os anteriores fizeram. Para não falar do organismo onde trabalho que, em 30 anos, foi sujeito a 6 reestruturações sempre com base em fusões e cisões refiro algo com uma visibilidade mais pública, o setor da água e ambiente, onde os governos não resistem a alterar o que os anteriores deixaram feito..

Resta desejar que, a quem fique à frente do organismo, tenha visão e capacidade para fazer um bom trabalho consistente e de consolidação para não desfazerem tudo daqui a algum tempo. Acho que o país ganha se isto correr bem.

Rex

  • Mensagens: 647
A fusão à partida é uma boa ideia visto que é o que se faz com sucesso nalguns países, recordo-me disto já ter sido discutido há muitos anos num tópico de aviação num outro fórum.

Mas estou céptico pois parece ter sido decidido a correr sem grandes planos ou discussões. Parece-me que uma coisa destas tem que ser bem pensada de raiz e acho que uma estrutura destas tem que ser muito independente do governo, e as circunstâncias fazem pensar exactamente o oposto. No NTSB norte americano há nomeação por parte do presidente mas tem que passar no Senado, a cultura de independência é enorme e difícil de replicar em países como Portugal.

A nível de investigação de acidentes graves em Portugal, acidentes rodoviários por ex., existe a experiência bem sucedida da BT que tem unidades próprias de investigação de acidentes graves desde 2004 e que na prática parece que tem funcionado muito bem, recordo-me de ler conclusões dum acidente de autocarro na A23 que me pareceram bem fundamentadas, até a nível cientifico. Mas são filosofias diferentes do que é o modelo da investigação na aviação, neste caso a investigação também é do tipo criminal enquanto na aviação provas recolhidas pelo NTSB por ex. nem podem ser usadas em tribunal dado que o objectivo é promover a segurança e não a criminalização que fica para o MP e tribunais.

Já a nível ferroviário, objecto desta fusão, o passado em Portugal não é nada famoso. Durante décadas houve o problema em que quem fazia a investigação era apenas uma parte interessada, ou seja, a própria CP, e mais tarde CP e REFER após a divisão, que investigavam acidentes, o que levantava o problema das suas próprias responsabilidades nos mesmos. 

Vou por ex. falar de dois casos recentes. Em 2013 houve um acidente grave de comboio em Alfarelos que só por sorte não causou uma tragédia quando um IC bateu na traseira dum regional desfazendo a carruagem deste. Por uma sorte enorme, o regional circulava com pouca gente e a carruagem mais afectada estava vazia, apesar da violência do embate o balanço foi de feridos ligeiros.

Houve uma investigação, mas não por parte do Gabinete, que estava ... inactivo, depois da demissão do director. Presumo que pelos mesmos problemas que tem passado/passou o gabinete da aviação nos últimos anos, falta de meios e técnicos....

A investigação foi feita por 2 elementos da CP e 2 elementos da REFER. E a conclusão da investigação foi um bocado perplexante, na prática, tudo funcionou correctamente, desde o sistema de segurança automática mas não foi possível descobrir porque os comboios derraparam apesar do uso de arreiros de emergência. Um mistério... a causa foi atribuída à folhagem na via devido às condições meteorológicas gerando pouca aderência. Vários maquinistas se tinham queixado do mesmo nesse dia mas aparentemente essa realidade não desencadeou algum tipo de contingência de segurança na circulação ....

Supostamente foram feitas recomendações mas nunca encontrei o relatório final com essas recomendações, o preliminar está na Net, mas o final só li conclusões nos jornais....
Conclusão: como passageiro frequente na linha do norte entre Porto e Lisboa sinto-me um bocado inseguro quando sigo no Alfa a mais de 200km/h em dias de mau tempo. Desconheço que lições e que medidas foram implementadas na sequência desse acidente.

Outro caso, ou casos, nos últimos 3 anos tem vindo a ocorrer vários descarrilamentos de comboios de mercadorias na linha da Beira Alta em circunstâncias muito parecidas, em que o último vagão descarrila e é arrastado destruindo a via. Num dos casos a via foi destruída ao longo de 8km, inclusive sobre pontes antigas, até que o maquinista se apercebesse do que se estava a passar. O último foi apenas a semana passada, e penso que com esse já é o 4 ou 5º caso em três anos.
Mas apesar das circunstâncias idênticas ainda não encontrei nenhum relatório de investigação concluído sobre o assunto. Imaginam na aviação haver 3 ou 4 acidentes/incidentes em circunstâncias parecidas desde 2013 e não haver um relatório sobre o que se passou? Qualquer dia acontece alguma desgraça e quero ver o que se vai dizer.

Resumindo, estou bastante céptico sobre essa fusão que parece ter aparecido agora em cima do joelho apenas para despachar o homem pelos seus protestos públicos.
Mas esperemos que assim não seja, e que possa ser o início de uma nova abordagem à segurança quer na Ferrovia, quer na Aviação. O tempo dirá, ver para crer....

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