TAP153

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Os tripulantes de cabine da SATA Internacional/Azores Airlines vão estar em greve nos dias 01 e 02 de maio, assegurando apenas três voos de serviços mínimos, anunciou o sindicato.
 

Segundo o pré-aviso de greve emitido pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e hoje publicado na imprensa, a paralisação abrange “todos os voos da Azores Airlines/SATA Internacional cujas horas de apresentação e/ou etapa/setor ocorram em território nacional entre as 00:00 e as 23:59 desses dias”.

Estão igualmente abrangidos “os demais serviços, como sejam a assistência, reserva, ou qualquer tarefa no solo, ou seja, qualquer tarefa ordenada pela empresa, nomeadamente instrução ou outro serviço em que o tripulante preste atividade, inspeções médicas no âmbito da Medicina do Trabalho, situações de deslocação como ‘dead crew’ ou através de meios de superfície”.

A greve decretada para os dias 1 e 2 de maio inclui igualmente os “refrescamentos ou quaisquer outras ações de formação no solo, deslocações às instalações na empresa, desde que expressamente ordenadas por esta, com o objetivo do desempenho de atividade integrada na esfera das obrigações laborais”.

No pré-aviso de greve, o SNPVAC diz que no seu entendimento o conceito de necessidades impreteríveis apenas se confina às regiões autónomas dos Açores e da Madeira “por razões de coesão nacional e isolamento das populações para quem é essencial este meio de transporte”, não se estendendo por isso a voos para o estrangeiro.

O sindicato acrescenta que estão asseguradas as ligações entre Ponte Delgada e a Terceira e o continente através de outras operadoras, designadamente a TAP Portugal, a EasyJet e a Ryanair.

Como serviços mínimos ficam assegurados os voos Lisboa/Pico/Lisboa, às 07:00 UTC (08:00 em Lisboa), e Lisboa/Horta/Lisboa, às 14:00 UTC (15:00 em Lisboa), no dia 01 de maio, e o voo Lisboa/Horta/Lisboa, às 14:00 UTC (15:00 em Lisboa), no dia 02 de maio.



http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/tripulantes-de-cabine-da-sata-internacionalazores-airlines-em-greve-a-1-e-2-de-maio

Jorge78

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Quanto maior é a dificuldade das empresas mais os sindicatos atacam.

ClearedForTakeOff

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Fantástico pensar que podem voltar à linha FNC-PXO. Ainda me lembro dos episódio dos tacos de golfe e dos voos cancelados na altura das cinzas vulcânicas, após o espaço reabrir.

AndreMP

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Fardas distintas e um hotel no centro de Toronto na base da greve dos tripulantes da SATA

A moção do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, aprovada por 90 elementos com uma abstenção, que levou à greve da SATA Internacional que, neste primeiro período, termina hoje, reivindica a “apresentação de fácil leitura dos recibos de vencimento eliminando qualquer dúvida em termos de efectiva remuneração do Tripulante” e solicita que, nos voos para Toronto, os tripulantes de cabine fiquem “instalados, em todas as estadias” num hotel “no centro da cidade de Toronto”.

Um documento cedido ao 'Correio dos Açores' por um tripulante de cabine, que pediu o anonimato, é bem claro.

Outra das reivindicações do sindicato é que “não poderá ser nomeado para voos de Médio Curso quem se encontra de Assistência a voos de Longo Curso e vice-versa”.

Querem que “as fardas das Chefes de Cabine deverão ter uma identificação que as distinga dos outros tripulantes”.

Criticam o facto de a Azores Airlines/SATA Internacional “nunca ter encetado diligências para resolver a discriminação entre Chefes de Cabine e os tripulantes que supervisionam, sendo certo que os primeiros têm tarefas de coordenação, vigilância dos fornecedores da empresa e avaliação da tripulação”.

Reivindicam que a Azores Airlines/SATA Internacional contrate “um transporte de carrinha para os tripulantes de Ponta Delgada quando chegam de Lisboa. Actualmente são reembolsados dos transportes posteriormente”.

Pretendem “a reposição das diuturnidades em Julho próximo conforme disposto na Lei do orçamento. Esta reposição terá que ser feita em Julho obrigatoriamente por todas as empresas”.

Querem “o recibo comprovativo do pagamento do seguro de saúde do agregado familiar feito pelo Tripulante de cabine”.

Dizem os tripulantes de cabine que “não vão tolerar mais medidas que degradam decisivamente as suas condições de trabalho e a sua qualidade de vida”.

Afirma o sindicato na moção que solicitou a intervenção do Governo dos Açores “denunciando” alegadas “más práticas existentes na Azores Airlines/SATA Internacional, não tendo obtido qualquer resposta”.


Questão do hotel em Toronto

rompeu negociações…


Durante a reunião, do dia 27 de Abril, entre o presidente do grupo SATA e a direcção do Sindicato do Pessoal de Voo, Paulo Meneses relevou a incapacidade da Azores Airlines de disponibilizar um hotel no centro de Toronto para os tripulantes que fazem a ligação para a cidade canadiana. Esta constatação terá levado a direcção do Sindicato a abandonar a reunião.

Paulo Meneses afirmou no encontro que a negociação do acordo de empresa “não estava a decorrer da melhor forma” pelo que propôs “a constituição de um grupo de trabalho composto por tripulantes de cabine, convidados pelo Conselho de Administração e por todos os que pretenderem colaborar (sindicalizados e não sindicalizados), até mesmo por elementos da direcção do Sindicato, com vista a auxiliar o Conselho de Administração a avaliar as melhores soluções para resolver os problemas da empresa e que permita valorizar quem trabalha e não quem não trabalha e permita maior justiça”.

O objectivo, prosseguiu, “é encontrarem-se as melhores soluções para a valorização das pessoas, de forma a terem-se propostas concretas para a discussão com os sindicatos, no âmbito da revisão do Acordo de Empresa”

O Presidente do grupo SATA diz que “ficou sem perceber qual a posição da direcção do sindicato porque um dos elementos disse que não era boa ideia e outro disse que era boa ideia”.

“Uma vez que se fala, sistematicamente, que estamos em incumprimento com o Hotel de Toronto”, Paulo Meneses entendeu explicar “porque não se conseguiu ir, até ao momento, para o centro de Toronto nas deslocações ditas de curta duração”.

Realçou que o acordo que foi efectuado em Agosto entre administração da empresa e o sindicato “tinha um pressuposto fundamental: não haver acréscimo de custos para a empresa (basta ver o preâmbulo do acordo assinado em Agosto). Como tal, só poderemos ir para o centro de Toronto quando este pressuposto estiver garantido. Aliás, o texto do acordo é muito claro sobre este aspecto e, além disso, tal como é possível verificar, a SATA iria diligenciar, até determinada data, no sentido de contratar um hotel de acordo com os pressupostos. Não o conseguimos, até ao momento, mas não desistimos”, completou Paulo Meneses.

Foi face a esta explicação dada por Paulo Meneses sobre a situação do Hotel no centro de Toronto, que levou a direcção do sindicato a “não continuar a dialogar”.

Segundo soube o ‘Correio dos Açores, o presidente do Grupo SATA afirmou que a empresa “está num processo de recuperação e que esta situação de greve porá em causa a empresa e que o Sindicato tomou uma posição que prejudica, claramente, a sustentabilidade da companhia”.

Deixou claro que “estava a apresentar propostas concretas e questões já resolvidas e afirmei que o sindicato não pretendeu ouvir”.

Reafirmou que a administração do Grupo SATA “continua disponível para o diálogo e para se ultrapassarem as divergências pois esta situação pode, efectivamente, levar ao encerramento da companhia”.

Por fim, “lamentou profundamente esta tomada de posição” da estrutura sindical.


Um email à procura de diálogo


O Correio dos Açores teve ainda acesso cópia do mail enviado pelo Presidente da SATA Internacional aos tripulantes no dia seguinte (28 de Abril) à reunião com o Sindicato no dia 27 de Abril.

Neste email, Paulo Meneses informa que apresentou ao sindicato a seguinte proposta: “Constituição de um grupo de trabalho composto por tripulantes de cabine, convidados pelo Conselho de Administração e por todos os que pretendem colaborar (sindicalizados e não sindicalizados), até mesmo elementos da direcção do Sindicato, com vista a auxiliar o Conselho de Administração a avaliar as melhores soluções para resolver os problemas da empresa, que permita valorizar quem trabalha e permita maior justiça”.

O objectivo, afirmou o presidente do grupo SARA no mesmo email “é encontrarem-se as melhores soluções para a valorização das pessoas, de forma a terem-se propostas concretas para a discussão com os sindicatos no âmbito da revisão do Acordo da Empresa”.


Sindicato quer administrar?


Um dos pontos da moção aprovada pelos 90 associados do Sindicato presentes na reunião (com uma abstenção), causou grande surpresa à administração do grupo SATA, ao Governo dos Açores, e deixa estupefactos alguns especialistas em aviação contactados pelo jornal Correio dos Açores.

O Sindicato do Pessoal de Voo considera, na moção, que o Governo dos Açores “continua sem pagar a totalidade da dívida à Companhia Aérea Regional (SATA Air Açores) e que este pagamento poderia libertar a Azores Airlines/SATA Internacional do pagamento de juros bancários que comprometem a operação da companhia”.

Este considerando do sindicato é considerado uma tentativa de se “imiscuir claramente” na gestão do grupo SATA, ainda por cima, com uma proposta considerada juridicamente “impensável”. É que, “sendo a ‘SATA Air Açores’ e a ‘Azores Airlines’ entidades jurídicas diferentes, como é que o dinheiro de uma iria pagar os juros bancários da outra?”, questionam as nossas fontes de informação.

Nesta moção, o sindicato considera a “necessidade da Azores Airlines/SATA Internacional em manter uma política de expansão e crescimento, beneficiando das oportunidades de mercado, mas que a mesma não pode ser feita à custa de mais sacrifícios por parte dos Tripulantes de Cabine, sobre quem tem recaído a os tripulantes “devem ser reconhecidos pelos esforços despedidos em abono da recuperação e da melhor produtividade da empresa”.


Serviços mínimos cumpridos


Durante o dia de ontem a greve dos tripulantes de cabine da transportadora Azores Airlines e SATA Air Açores registou uma adesão de 100% e apenas os voos de serviços mínimos são realizados, disse hoje fonte sindical.

 Bruno Fialho diz que foram determinados dois voos de serviços mínimos na SATA Air Açores, que assegura as ligações aéreas entre as nove ilhas dos Açores e dois na Azores Airlines, para o exterior do arquipélago. O Sindicato acusou, no entanto, a companhia aérea açoriana de estar “a introduzir dentro do voo de serviços mínimos mais dois voos”.

O porta-voz da companhia, António Portugal, rejeitou estas acusações de Paulo Fialho garantindo que a empresa “não incluiu mais nenhum voo além daqueles que foram definidos como serviços mínimos. “Estão a ser feitos os serviços mínimos e o regresso dos aparelhos à base”, sustentou.

Fonte: http://www.correiodosacores.info/index.php/destaque-principal/26795-fardas-distintas-e-um-hotel-no-centro-de-toronto-na-base-da-greve-dos-tripulantes-da-sata

Jorge78

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Se os principais argumentos são estes nem quero imaginar os outros...

MannyV

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Quando fecharem as portas depois em vez de um hotel no centro de Toronto ficam numa barraca :P

VNE

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Quando fecharem as portas depois em vez de um hotel no centro de Toronto ficam numa barraca :P

Ficam em terra.

Serão estes os reais motivos para a greve, ou será a versão da companhia??

caparica

  • Mensagens: 714
Eu vi uma entrevista a um tripulante da SATA e nenhum destes motivos foi apontado como causa da greve.

VNE

  • Mensagens: 1446
Se for a versão da companhia e não corresponder à verdade vai dar bronca...

Airliner

  • Mensagens: 1207
Não tem nada a haver com o hotel em Toronto. Até parece que isto não é uma questão que se trata nos plenários.

New Engine Option

  • Mensagens: 3926
Esta notícia saiu para tentar denegrir os motivos da greve aos olhos da função pública. Acham, honestamente, que a greve se justifica por causa de um hotel? Ou devido a fardamento? Por amor de deus...

Jorge78

  • Mensagens: 2870
Nesta vida já pouco me surpreende.
Achei estes 2 motivos completamente patéticos para fazer uma greve, mas o sindicato devia meter a boca no trombone para defender os seus associados.

Jorge78

  • Mensagens: 2870
Em TSF

Citação
SATA vai apresentar documento com interesses da empresa e tripulantes

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil disse hoje que há "um entendimento à vista" com o conselho de administração da SATA, mas a greve que está a decorrer vai manter-se.

A SATA vai apresentar até 12 de maio um documento que "congregará os interesses da empresa e dos tripulante", anunciou a empresa, após uma reunião realizada hoje com o sindicato que permite antever "um bom entendimento".

"Este documento congregará os interesses da empresa e dos tripulantes, porque vai ser o produto de um trabalho que vamos desenvolver nos próximos dias internamente e também com a colaboração de diversos tripulantes de cabine. Um documento que representará o sentimento dos nossos trabalhadores relativamente à forma como as coisas devem ser feitas. Vamos remeter [o documento] ao sindicato", disse o presidente do conselho de administração da SATA, Paulo Menezes, em declarações à agência Lusa.

A administração da companhia aérea açoriana esteve hoje reunida durante três horas e meia com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), na sequência da greve dos tripulantes de cabine da SATA Internacional/Azores Airlines e SATA Air Açores, que decorre desde segunda-feira e termina hoje às 00h00, contra o incumprimento de vários pontos do acordo de empresa, assim como de alguns protocolos assinados.

O SNPVAC disse haver "um entendimento à vista" com o conselho de administração da SATA, mas a greve que está a decorrer vai manter-se.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SATA afirmou que se tratou de uma reunião "muito importante" com "vários departamentos da empresa" representados, ficando o compromisso de ser elaborado "um documento com propostas concretas de entendimento relativamente à revisão do Acordo da Empresa (AE) e com outras questões que foram levantadas" na reunião.

"Neste momento, estamos conscientes que é possível um bom entendimento e que essa situação será ultrapassada", sustentou o responsável, alertando para os prejuizos que uma paralisação acarreta sempre, com "aviões parados" e por "ter de alojar passageiros" das ligações canceladas, e ainda "em termos de imagem" da companhia aérea dos Açores.

O presidente do conselho de administração da SATA sublinhou ainda ter sido "importante o passo que o sindicato deu no sentido de tentar encontrar consensos".

http://www.tsf.pt/sociedade/interior/sata-vai-apresentar-documento-que-congregara-interesses-da-empresa-e-tripulantes-6260462.html
« Última modificação: 02 de Maio 2017, 17:17:06 por Jorge78 »


New Engine Option

  • Mensagens: 3926
Nesta vida já pouco me surpreende.
Achei estes 2 motivos completamente patéticos para fazer uma greve, mas o sindicato devia meter a boca no trombone para defender os seus associados.

Oh Jorge essa notícia saiu em que jornal? No Correio dos Açores que é ajudado financeiramente por um programa do governo regional,que é acusado sistematicamente pelo sindicato de ser o grande culpado pela maior parte das dívidas da companhia aérea... Parece-me que aqui há interesse em ajudar a descredibilizar uma greve que tenho a certeza não terá os motivos citados pelo jornal como os principais para a paralisação. Vamos ser sérios na análise das coisas e perceber de que forma foi construída a notícia e qual o seu propósito junto da opinião publica. A mim está claro que é o de manipular a opinião da mesma.
« Última modificação: 02 de Maio 2017, 19:45:33 por New Engine Option »


fredericolopes

  • Mensagens: 477
Então divulguem os motivos. Anunciam greve, supostamente a SATA a mando do governo regional, whatever that means, manda cá para fora motivos absurdos. E o sindicato não diz nada.
Depois chorem com a imagem que os funcionários públicos. Só têm o que merecem, porque ou o são ou são incapazes de provar o contrário

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