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Mas os motivos são públicos. Violações várias ao acordo de empresa deles, por exemplo com o serviço de assistência...

toto1100

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Os trabalhadores da SATA nao sao funcionarios publicos.
« Última modificação: 02 de Maio 2017, 21:53:17 por toto1100 »


AndreMP

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Citação
‘Correio dos Açores’ publica na íntegra a moção aprovada pela Assembleia Geral do Sindicato de Pessoal de Voo da Aviação Civil com as razões que levaram à greve dos dias 1 e 2 de Maio

 

No segundo dia de greve da Azores Airlines/SATA Internacional, o Sindicato de Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e a administração da transportadora aérea estiveram reunidos ontem durante mais de três horas. Antes da reunião, Bruno Fialho do SNPVAC, falou à ‘Antena 1 Açores’ manifestando poucas expectativas na reunião, “especialmente depois de uma reportagem num diário do arquipélago [Correio dos Açores]. Em que mais uma vez o Senhor Presidente [da Azores Airlines] dá ênfase a situações que são as menores preocupações dos tripulantes de cabine. É um ataque à inteligência do povo açoriano que tenho a certeza que não poderá nunca acreditar que uma greve é feita por causa dessas situações”.
Bruno Fialho referiu ainda que “infelizmente o Senhor Presidente está numa atitude autista e caso continue assim vamos endurecer a nossa luta e passará a ser impossível falar com esta administração. Se assim for, estamos a responsabilizar directamente o governo regional de não tomar uma atitude pró-activa na resolução do problema”.
A propósito destas declarações de Bruno Fialho, do SNPVAC, - e para se confirmar quais as razões da greve que prejudicou milhares de passageiros -, o ‘Correio dos Açores’ publica na íntegra a moção aprovada em Assembleia Geral de Emergência a 6 de Maio de 2017, com 90 votos a favor e uma abstenção  e que levou à greve:

Transcrição da moção na íntegra
 
“Considerando que é de toda a legitimidade os Tripulantes de Cabine da Azores Airlines/SATA Internacional pugnar:
- Para que as suas condições de trabalho não sejam deterioradas, mas outrossim melhoradas; e
- Para que seja respeitada a sua dignidade pessoal e profissional.
Considerando também a necessidade da Azores Airlines/SATA Internacional em manter uma política de expansão e crescimento, beneficiando das oportunidades de mercado, mas que a mesma não pode ser feita à custa de mais sacrifícios por parte dos Tripulantes de Cabine, sobre quem tem recaído a maior exigência de esforço;
Considerando, por isso, que devem os mesmos ser reconhecidos pelos esforços despendidos em abono da recuperação e da melhor produtividade da Empresa;
Considerando que o Governo dos Açores continua sem pagar a totalidade da dívida à Companhia Aérea Regional e que esse pagamento poderia libertar a Azores Airlines/SATA Internacional do pagamento de juros bancários que comprometem a operação da companhia;
Considerando que os Tripulantes de Cabine não aceitam que a Azores Airlines/SATA Internacional continue a ser cobaia de Planos Estratégicos/Operacionais que são alterados sistematicamente pelas suas sucessivas Administrações, e que visam acabar com a importância que a Empresa já teve no sector da aviação em Portugal e consequentemente com a possibilidade de crescer no futuro;
Considerando que a Azores Airlines/SATA Internacional mantém e perpetua uma postura de indiferença quanto aos problemas da Classe há muito identificados;
Considerando que a Azores Airlines/SATA Internacional continua a promover a precariedade no trabalho, mantendo Tripulantes a contrato há mais de 7 anos e que apenas os avisa, reiteradamente, com 48 horas qual o local de trabalho (Ponta Delgada ou Lisboa) onde se têm de apresentar e permanecer nos meses seguintes;
Considerando que a Direcção de Operações de Voo (DOV) da Azores Airlines/SATA Internacional é a única numa companhia aérea em Portugal que tenta impedir o apoio do Sindicato aos nossos Associados, nomeadamente através de uma conduta prepotente e segregadora;
Considerando que a Azores Airlines/SATA Internacional no âmbito do processo negocial do novo Acordo de Empresa apresentou soluções que ficam muito aquém das justas reivindicações dos Tripulantes;
Considerando que a Azores Airlines/SATA Internacional reiteradamente não cumpre o seguinte:
- Cláusula 8ª, do Anexo I, na qual não é cumprido o prazo de antecedência mínima de 48 horas imediatamente anteriores à hora de apresentação, nomeadamente para notificação ao tripulante da sua retirada de escala, quando existe load factor;
- O protocolo “Processo Negocial AE e outros” assinado a 24 de Agosto de 2016;
- O n. 8 da Cláusula 4ª, do Anexo I do Acordo de Empresa;
- Os valores de isenção previstos na Lei, relativos às Ajudas de Custo (refeição), gerando uma grave discriminação em relação a outros trabalhadores da Azores Airlines/SATA Internacional;
- O previsto na Portaria 50/87 de 21 de Janeiro do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, relativamente ao fardamento dos Tripulantes Navegante de Aeronaves, existindo uma efectiva discriminação dos Tripulantes de cabine caso sejam masculino ou feminino;
- Uma apresentação de fácil leitura dos recibos de vencimento, eliminando quaisquer dúvidas em termos da efectiva remuneração do Tripulante;
- A garantia do transporte do aeroporto/hotel/aeroporto para os colegas da base de PDL, quando pernoitam em Lisboa;
- A nomeação para voos quando o Tripulante de cabine está de ASSISTÊNCIA conforme o previsto em Acordo de Empresa, pelo que, quem se encontra de assistência aos voos de Longo Curso não pode ser nomeado para voos de Médio Curso e vice-versa;
- A reposição das Diuturnidades conforme o disposto na cláusula 3ª, do Anexo II, do Acordo de Empresa e já prevista na Lei de Orçamento do Estado para 2017;
- O recibo comprovativo do pagamento do seguro de saúde do agregado familiar, feito pelo Tripulante de Cabine.
Considerando que a Azores Airlines/SATA Internacional nunca encetou diligências para resolver a discriminação entre os Chefes de Cabine e os Tripulantes que supervisionam, sendo certo que os primeiros têm tarefas de coordenação, vigilância dos fornecedores da Empresa e avaliação da Tripulação.
Considerando todos os pontos de incumprimento da Empresa acima descritos e que urge tomar medidas mais vigorosas para que a Azores Airlines/SATA Internacional se consciencialize que os Tripulantes de Cabine não vão tolerar mais medidas que degradam decisivamente as suas condições de trabalho e a sua qualidade de vida.
Considerando que o SNPVAC solicitou a intervenção do Governo Regional dos Açores, denunciando as más práticas existentes na Azores Airlines/SATA Internacional, não tendo obtido qualquer resposta.
Os associados do SNPVAC reunidos na 1ª sessão da Assembleia Geral de Emergência (Secção de Empresa/ Azores Airlines/SATA Internacional) de 6 de Abril de 2017, no Auditório do SNPVAC, sito na Av. Almirante Gago Coutinho, número 90, em Lisboa, deliberam:
1 - Mandatar a Direcção do SNPVAC para desencadear todas as diligências consideradas adequadas à defesa dos Tripulantes de Cabine desta matéria, incluindo o recurso à medida mais penalizante, nomeadamente a possibilidade da convocação de uma greve, prelo período de até 4 dias em cada mês, até que a Azores Airlines/ SATA Internacional cumpra, na íntegra, o disposto em AE, nos Protocolos assinados e na Lei.
2 - No entanto, os dias de greve devem ter em consideração as datas festivas da Região Autónoma dos Açores (Santo Cristo), não podendo ser marcados dias de greve uma semana antes do início das festividades do Santo Cristo (19 de Maio) e até uma semana após o fim das festividades (26 de Maio), respeitando desta forma o povo Açoriano.
3 - Manter a presente Assembleia Geral em aberto, sendo a próxima sessão convocada com a antecedência mínima de 24 horas”.

Resultados da reunião de ontem

Apesar da renitência inicial do Sindicato, após uma reunião de cerca de três horas e meia, poderá haver um entendimento à vista. Bruno Fialho declarou, no final do encontro, que o Conselho de Administração da SATA “entendeu finalmente” o que o sindicato e os tripulantes têm vindo a reivindicar.
Neste sentido, a SATA vai apresentar até dia 12 de Maio um documento que “congregará os interesses da empresa e dos tripulantes” e que depois será remetido ao sindicato. O presidente do Conselho de Administração da SATA, Paulo Menezes, admite a importância da reunião com o Sindicato e a representação de vários departamentos da empresa, manifestando a necessidade de um entendimento para que a situação seja ultrapassada.

Fonte: http://www.correiodosacores.info/index.php/destaque-principal/26840-administracao-e-sindicato-dizem-que-podem-estar-criadas-condicoes-para-desconvocar-greve-de-1-e-2-de-junho

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