JSilvazito

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Afinal em que é que ficamos?
Citação
Caparica: Acidente com avioneta que matou duas pessoas na praia origina recomendação de segurança
25 jan 2018 16:26
MadreMedia / Lusa

O acidente com uma aeronave que aterrou numa praia da Costa de Caparica, Almada, matando duas pessoas, levou o organismo que investiga acidentes aéreos a recomendar à NAV que os aviões possam voar nessa zona a uma altitude superior.

A 2 de agosto do ano passado, um avião ligeiro, bilugar, modelo Cessna 152, descolou do Aeródromo de Cascais com destino a Évora, para um voo de instrução, mas depois de reportar à torre de controlo uma falha de motor, cerca de cinco minutos após a descolagem, fez uma aterragem de emergência na praia de São João, durante a qual atingiu mortalmente uma menina de 8 anos e um homem de 56.

“Que a NAV Portugal (entidade responsável pela gestão do tráfego aéreo) avalie e, caso não haja inconvenientes para a segurança operacional que o desaconselhem, implemente o mais rapidamente possível o aumento da altitude superior dos ‘túneis’ VFR (Visual Flight Rules - Regras de Voo Visual), nomeadamente nos dois segmentos de rota entre a Fonte da Telha e a Cova do Vapor/Bugio”, refere o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), em resposta escrita enviada hoje à agência Lusa.

Este organismo sublinha que esta recomendação de segurança visa permitir aos pilotos que descolem ou que pretendam aterrar no Aeródromo Municipal de Cascais, tenham mais margem de manobra em situações de emergência.

"Esta recomendação foi feita após consulta às principais entidades interessadas e tem como objetivo que as aeronaves que utilizam o ‘túnel’ sobre o rio Tejo, em que a aeronave acidentada seguia, (e o seu recíproco) passem a voar a uma altitude superior para que, em caso de avaria, os pilotos tenham mais tempo de ação e maior leque de escolhas para decisão em caso de ser necessário proceder a uma aterragem de emergência”, justifica o GPIAAF.

A recomendação “foi feita sem prejuízo de outras que eventualmente possam vir a ser feitas no relatório da investigação”, esclarece o GPIAAF, acrescentando que a NAV Portugal tem até março (90 dias) para reportar ao GPIAAF “a sequência que entende dar à recomendação formulada”.

Quanto à investigação do acidente, o GPIAAF estima que a mesma esteja concluída até julho deste ano.

“Este é um processo de análise iterativo e, por vezes, demorado em que os achados da análise frequentemente suscitam a necessidade de recolha de informação adicional até à clarificação de todos os fatores envolvidos no acidente, alguns bastante complexos. O GPIAAF estima que o relatório final seja publicado até ao final do primeiro semestre do corrente ano”, refere este organismo independente, tutelado pelo Ministério das Infraestruturas.

Além da investigação do GPIAAF, o Ministério Público também abriu um inquérito com vista a apurar eventuais responsabilidades criminais dos dois tripulantes.

O instrutor, de 56 anos, e o aluno foram ouvidos no dia seguinte (3 de agosto de 2017) ao acidente por uma procuradora do Ministério Público, no Tribunal de Almada, na qualidade de arguidos, tendo ficado ambos sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência.

Os dois tripulantes “incorrem na eventual prática de crime de homicídio por negligência”, anunciou, nesse dia, a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A aterragem de emergência do Cessna 152 no areal da praia de São João, Costa de Caparica, Almada, provocou a morte a uma menina de 8 anos e a um homem, de 56 anos, e ferimentos ligeiros no braço de uma mulher, de 45 anos.

Tanta história sobre a definição da altitude no túnel e agora estes dizem que, afinal, tem que se voar acima da altitude minima.
Quando se falou nisto não há muitos anos o drama  que foi. Por vontade de alguns voava-se a rasar a entrada do tejo porque tudo interfere com a aproximação à 03. Pela vontade de outros as saídas para sul de Cascais deveriam ser eliminadas porque, fossem a que altitude fossem, interferiam com a 03.
E agora? Será que estes são tão nabos que desconhecem tudo isso e sugerem algo que se pode entender como fazer o tunel até à cova do vapor e seguir para a lagoa acima dos minimos, talvez a 2 mil pés?
Cumprimentos,

brunodias

  • Mensagens: 4156
Se imaginarmos que não há os tuneis, ou se quiserem metam a praia sei la em vila nova mil fontes por exemplo, a lei diz que são 500 pes de inverno e 1000 de verão, dou a diferença porque assumo aglomerado de pessoas no verão
Claro que 2000pes ajuda em emergência, se for 5mil, ainda ajuda mais

Agora 1 coisa que acontece é que tudo interfere com os militares e com Lisboa, queremos descer o rio, e mal nos aproximamos de Alverca e parece que vamos fazer 1 atentado
Queremos ir de Santa Cruz para norte ao dia de semana temos que ir para a zona de fatima para fugir de Monte Real
E na net vemos videos de ultraleves a passar por cima de gatwick, stansted, a passar a norte de heathrow etc etc
« Última modificação: 25 de Janeiro 2018, 19:14:27 por brunodias »


Byte Boador

  • Mensagens: 185
Não deixa de ser um cobarde criminoso assassino, que desonra os verdadeiros Aviadores.

Com um MP decente estava preso.

Comentário tipico de aviador de taberna.
Gostava de o ver lá em cima, naquelas circunstâncias e ver a decisão que tomava.
E pode ter a certeza que os verdadeiros aviadores não se sentem desonrados pela decisão que ele tomou. Possívelmente uma boa parte deles, senão a maior parte, decidia do mesmo modo.
E quem conhece o Carlos Conde de Almeida admira-o. Tem feito muita borrada mas como aviador e instrutor é excelente.

Não sou aviador de taberna. Nem tenho pretensões de ser aviador de nada. Sou Jurista.
E sim. Já defendi muitos culpados e já defendi muitos inocentes. Mas os culpados assumiram sempre a sua culpa.
Vá ler o código penal artigos 131º e seguintes em especial o 133º.
Morreram 2 pessoas porque um cobarde seguiu o manual.

Quantos advogados por esse mundo fora já defenderam criminosos (que o admitiram perante os seus advogados) e conseguiram colocá-los cá fora para a seguir cometerem crimes graves? Deveríamos também perseguir os advogados porque eles seguiram as regras “by the book”?
Eu não defendo nem reprovo a actuação daquele instrutor porque eu não estava lá! Temos de aprender com o que hipoteticamente foi mal feito ou corrigir/melhorar procedimentos para que tal tragedia nunca mais se repita. E isto é o que se faz na aviação
“Success is not final, failure is not fatal.
It is the courage to continue that counts“

Winston Churchill

nunopinheiro

  • Mensagens: 3643
O Bremem ou é do Ministério Público ou esta a enfiar uma peta a si próprio ou aos outros.
"Já defendi muitos culpados e já defendi muitos inocentes. Mas os culpados assumiram sempre a sua culpa."
Claro e como o arguido é inocente até prova em contrario??? o que nos diz é que ate perder o caso defendeu inocentes, que depois passaram a culpados, já percebi ;).

Como muito bem sabe, a função principal de um advogado perante o seu cliente é defender este na melhor das suas capacidades e dentro da lei, se isso implicar que a melhor estratégia for declarar-se inocente é isso que deve fazer. A justiça não lhe compete a si fazer compete ao tribunal, o senhor como parte desse tribunal compete-lhe apenas cumprir o seu papel que é o de melhor defender o seu cliente, mas deve ser daqueles que vai lar para "peço justiça"...

sdo

  • Moderador
  • Mensagens: 660
Relatório final publicado na página do GPIAAF.

toto1100

  • Mensagens: 3185
E afinal tanta coisa em vir-se em armar em moralista para a imprensa e nem sequer a checklist foi capaz de seguir.

VNE

  • Mensagens: 1126
E afinal tanta coisa em vir-se em armar em moralista para a imprensa e nem sequer a checklist foi capaz de seguir.

Sem querer defender ninguém, à altitude que estava, pegar na check list, ler e fazer o que lá está, nomeadamente a tentativa de reacender o motor, uma, duas, três vezes... e verificar se já não estava no chão!

toto1100

  • Mensagens: 3185
Ele nao seguiu a checklist nem sequer ja depois de estar no chao.
Alem do mais, ele veio publicamente dizer que nao tinha culpa pela morte das pessoas porque apenas fez o que estava na checklist (nao me lembrou se usou a palavra na entrevista ou nao, mas a ideia era claramente essa). Viu-se.

Eu como ja disse da vez que comentei a entrevista, se ele estivesse estado calado e nao tivesse vindo dizer coisas a publico nao podiamos comentar sobre accoes especificas (porque simplesmente nao tinhamos como saber o que se passou no aviao).
Mas ele decidiu vir para a praca publica. Por isso agora temos todo o direito de comentar e avaliar o que disse. E se ja era vergonhoso o que disse na altura, se o que esta no relatorio é verdade ainda mais vergonhoso é. E o lavar de maos da ANAC e dizer que a culpa é das escolas tambem nao é muito bonito.

jeropiga

  • Mensagens: 244
Ele poderia ter alegado memory items. No entanto continuo a perguntar qual o procedimento aprovado/escrito? O homem podia ou não fazer-se à praia? Há indicações do genero "proibido aterrar na praia"? uma coisa é ele não ter "os ditos no sitio e fazer-se ao mar". Outra é não haver nada procedimentado escrito que o obrigue a amarar.

E lanço também uma variável... se ele tivesse aterrado na praia e ninguém tivesse morrido, ou seja tudo igual, sem mortes, se calhar já era um "heroi".

Atenção, não estou a atacar ou defender ninguém, mas acho que falta aqui muita coisa para esclarecer e com enfase a nivel de regulamentos e procedimentos.

brunodias

  • Mensagens: 4156
Por alguma razão pedem para que tenhamos algumas emergencias +- memorizadas, mas isto foi o que me ensinaram, mas aqui há pessoal melhor informado, e que faziam tudo diferente, principalmente fora daquela cadeira

brunodias

  • Mensagens: 4156
Ele poderia ter alegado memory items. No entanto continuo a perguntar qual o procedimento aprovado/escrito? O homem podia ou não fazer-se à praia? Há indicações do genero "proibido aterrar na praia"? uma coisa é ele não ter "os ditos no sitio e fazer-se ao mar". Outra é não haver nada procedimentado escrito que o obrigue a amarar.

E lanço também uma variável... se ele tivesse aterrado na praia e ninguém tivesse morrido, ou seja tudo igual, sem mortes, se calhar já era um "heroi".

Atenção, não estou a atacar ou defender ninguém, mas acho que falta aqui muita coisa para esclarecer e com enfase a nivel de regulamentos e procedimentos.

Eu como me sentei algumas vezes na cadeira que ele estava sentado, não me lembro de haver checklist a dizer onde aterrar, mas posso não me lembrar, quase todas creio que dizem aterrar o mais rapido possivel, e isso para quase todas as emergencias

Byte Boador

  • Mensagens: 185
Ele refere que só podia aterrar 30º para cada lado; Cintos não colocados; O aluno voa o avião e ele tenta colocar o motor em marcha;

O investigador tem muita razão quando lança as farpas à escola e à autoridade.

Para mim, um dos relatórios mais bem escritos pelo GPIAA
“Success is not final, failure is not fatal.
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Winston Churchill

brunodias

  • Mensagens: 4156
Os 30º deve ser devido há velocidade, os cintos deviam ser metidos, mas por exemplo é portas destrancadas
O procedimento se me lembro bem é confirmar combustivel aberto, magnetos on e dar há chave( claro que estou a falar de outro sistema em que magnetos são independentes da chave, mas o procedimento é quase igual) senão der há 2 tentativa é escolher sitio para aterrar, agora a pergunta quantos tinha ele? que altitude tinha?

Byte Boador

  • Mensagens: 185
Os 30º aplicam-se apenas durante a descolagem. Senão gostava de ver como ele treina as simulações de falha de motor... deve ir sempre para as couves
“Success is not final, failure is not fatal.
It is the courage to continue that counts“

Winston Churchill

brunodias

  • Mensagens: 4156
Ele secalhar já não tinha altitude para trocar por velocidade, e não podia pranchar muito devido ao aumento da velocidade de perda

Mas claro que ele la sabe o que fez e o porque

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