eascensao

  • Mensagens: 229
O Instituto Nacional de Emergência Médica tem normalmente ao seu serviço helicópteros preparados para helitransporte de doentes em situação de urgência ou em situações em que o transporte rodoviário é desaconselhado.

Nestes últimos anos esse serviço tem sido assegurado pela Helisul / Inaer / Babcock inicialmente com helicópteros Bell e mais recentemente com helicópteros Augusta Westland A109.

No entanto, fora da chamada época dos fogos florestais, por acordo/protocolo entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil e o Instituto Nacional de Emergência Médica, a ANPC cede ao INEM 2 helicópteros Kamov (operados pela Everjets após a extinção da EMA)  o que permite reduzir o número de A109 contratados e, consequentemente baixar os custos.

Mas os Kamov estão todos 'no chão'. E a Everjets propôs à ANPC a substituição de um Kamov por 2 Ecureil AS350B ... se fosse para apagar fogos, ainda se compreendia que esta aceitasse mas ... não é; seriam para ceder ao INEM ao abrigo do referido protocolo. Só que os Ecureil não podem assegurar o transporte de doentes do INEM ...

Ou seja, a ANPC aceitou uma troca de equipamento que tem protocolado ceder mas por um outro que não pode executar a missão ...
E assim o INEM vê-se na obrigação de contratar, directamente e com efeitos imediatos, mais um meio.

;-)

brunodias

  • Mensagens: 3949
Eu gostava era de saber os milhões que se vão desviando por ai nesses negocios, na volta pagavamos 1 boa parte da divida

visitante01

  • Mensagens: 10
eascensao

a utilização dos kamov pelo INEM sempre foi uma solução de recurso, para “poupar” uns trocos e justificar as máquinas. Máquinas essas que logo à partida foram mal escolhidas para o que era proposto fazer, multo-role de proteção civil.

JSilvazito

  • Mensagens: 301

a utilização dos kamov pelo INEM sempre foi uma solução de recurso, para “poupar” uns trocos e justificar as máquinas. Máquinas essas que logo à partida foram mal escolhidas para o que era proposto fazer, multo-role de proteção civil.

Caro,
Quanto à primeira parte do seu post sou obrigado a concordar com o seu raciocínio com a agravante que não pouparam nenhuns trocos.
Quanto à segunda parte discordo completamente.
É verdade que a dívida russa existia, poderia ser saldada pela entrega de bens e isso determinou a máquina a adquirir. Agora dizer que a máquina foi mal escolhida é conversa pr'a boi dormir, como se diz no Brasil.
Aqueles helis foram introduzidos na operação apenas e só para combater incêndios. E fazem-no muitissimo bem e são muito bons para isso, do melhor que há no mundo. Se não são os melhores estão entre os 3 melhores helis no mundo para essa função.
Se as tarefas pedidas pelos comandantes no terreno e depois foram bem ou mal operados pela EMA isso é outra história porque, na realidade, não foram bem operados e as tragédias que sofreram atestam isso ( quantos são que tem os motores originais. para além do estado lastimoso a que chegaram? ).
Operações de prociv são muito vastas e há inúmera doutrina por esse mundo fora.
É mais que compreensível, mesmo para o mais básico dos leigos, que combater um incêndio florestal é muito diferente de transportar um politraumatizado. É muito diferente combater um incêndio florestal que proceder a um salvamento no mar, muitas vezes sabe-se lá a quantas centenas de milhas da costa.
Por isso, essa história do multi-role na asa rotativa da prociv é treta para otário comer e vendida por gente responsável. Mas só come quem quer...
Partindo desse pressuposto, essas inteligências certamente já pensaram em por um F16 com pylons nas asas para fazer descargas no que sobrou do pinhal de Leiria... Mas, na verdade, um F16 pode fazer mas nunca, mas mesmo nunca, o pode fazer. É específico para outras missões que não apagar incêndios.
Os Kamov são helis muito bons, mas mesmo muito bons para serem os forte e feios, os unimog's aéreos dos incêndios. Por lá dentro um doente muitissimo fragilizado é criminoso, mas fazem-no. Operá-los em missões " finas " e delicadas é de atrasados mentais, mas é o que tem sido.
Cumprimentos,
« Última modificação: 17 de Dezembro 2018, 22:44:54 por JSilvazito »


toto1100

  • Mensagens: 2703
Por acaso ate ha paises que usam caças para apagar incendios. As bombas ao explodir consomem todo o oxigenio em redor, diminuindo o oxidante combustivel para o incendio.
« Última modificação: 18 de Dezembro 2018, 10:46:18 por toto1100 »


nunopinheiro

  • Mensagens: 3213

visitante01

  • Mensagens: 10
Caro JSilvazito

obrigado ela sua explanação. mas algumas clarificações. ... os kamovs foram adquiridos a uma empresa civl portuguesa, com algum suporte do fabricante russa. A questão da dívida russa era para outra tentativa de aquisição de meios, no caso, o Beriev - que felizmente na avançou.

quanto ao “bestial” que os kamov sao, tenho que condcordar consigo, se forem única exclusivamente fogos. O problema, é que Portugal, com os seus recursos publicitadamente escassos (porque se gastam milhões, para poupar troços) tenta sempre aproveitar uma solução para fazer tudo (não houve quem sugerisse o 101 para combate incêndios ou o novo KC que até permite comabate incêndios..l que coincidência, e no entendimento de todos, embora com estratégias diferentes, a intenção seria ter uma aeronave multrole, com o foi no início do serviço para o SNB com Bell 212 - um helicóptero um pouco mais modesto, mas mais versátil.

quer mais um exemplo, qual a mais valia do INEM hoje operar com 139, quando a nível europeu a maioria das

visitante01

  • Mensagens: 10
das operações HEMS são conduzidas com aeronaves bem mais pequenas e em muito maior quantidade e com utilização muito mais frequente.

agora se quem decide sabe exactamente o que precisa - o que quer já se sabe que sabe, pelos resultados - tenho as minhas dúvidas.

como há segunda é fácil acertar no prognóstico, hoje é fácil dizer que foram uma má solução, no passado também foi dito, mas saia fora do alinhamento pretendido.
« Última modificação: 18 de Dezembro 2018, 18:46:49 por visitante01 »


eascensao

  • Mensagens: 229
Porque será que não podemos avaliar ou comentar sem comparar ?

Na sequência de um acidente de trânsito assisti à aterragem de um helicóptero em plena Picadilly Circus,em Londres, para evacuação/transporte de um politraumatizado.
Seria fácil que isso acontecesse em Lisboa ? Não. Mas seria necessário ? Provavelmente tambem não. Porque o tempo de chegada e de transporte por ambulância para um Hospital seria senão inferior, semelhante.

O Helitransporte em emergência médica em Portugal é relativamente recente e ainda estamos/estaremos em fase de aprendizagem.
A Omni ganhou um concurso e assegurou durante algum tempo este serviço com, salvo erro, helicópteros Bell 430.
A Helisul (com o apoio da sua associada Helisureste), mais tarde INAER, agora Babcock tem vindo a assegurar o serviço com helicópteros Bell 412EP, substituidos depois por Augusta A109E Power e mais recentemente por A139.
Têm-se trocado e adaptado os meios às necessidades operacionais (com particular foco na distância) e às capacidades dos heliportos hospitalares ou locias habituais de aterragem (não esquecer, por exemplo, que o helitransporte para o Hospital de São José em Lisboa se faz para a Academia Militar).

Concursos são o que são.
São respostas a um caderno de especificações e requisistos feito muitas vezes por quem devia saber um pouco mais do assunto.
Mas estão a melhorar ... na inclusão de clausulas de disponibilidade, de resposta, de ...

Termino com as mesmas palvaras com que me 'despedi' do HSU202 na noite de anteontem.
3NM a Norte de Évora.
Serviço radar terminado.
Contacte a base local.
Boa noite.
Obrigado e bem hajam.

JSilvazito

  • Mensagens: 301
Por acaso ate ha paises que usam caças para apagar incendios. As bombas ao explodir consomem todo o oxigenio em redor, diminuindo o oxidante combustivel para o incendio.

Não há países que usam caças para apagar incêndios florestais. Não há registo disso em lado nenhum.
O que você deve estar a referir foi uma experiência feita no último verão pela FA Sueca quando aconteceu o que era suposto não acontecer: a floresta sueca arder e arder bem. Aliás tiveram que recorrer ao mecanismo europeu e até Portugal enviou 2 fire boss.
A força aérea sueca experimentou lançar algumas bombas - poucas - para a frente de fogo para obter o efeito que descreve, isto é, extinguir o incêndio retirando-lhe um dos componentes do triângulo.
Foi uma experiência, absurda, parva, tomada em desespero e cujo resultado foi zero e por isso ficaram por meia duzia de bombas e sem vontade nenhuma de a repetir. Ficaram muito mais entusiasmados com os fire boss que com as bombas lançadas.
Cumprimentos,

JSilvazito

  • Mensagens: 301
Caro JSilvazito

obrigado ela sua explanação. mas algumas clarificações. ... os kamovs foram adquiridos a uma empresa civl portuguesa, com algum suporte do fabricante russa. A questão da dívida russa era para outra tentativa de aquisição de meios, no caso, o Beriev - que felizmente na avançou.

quanto ao “bestial” que os kamov sao, tenho que condcordar consigo, se forem única exclusivamente fogos. O problema, é que Portugal, com os seus recursos publicitadamente escassos (porque se gastam milhões, para poupar troços) tenta sempre aproveitar uma solução para fazer tudo (não houve quem sugerisse o 101 para combate incêndios ou o novo KC que até permite comabate incêndios..l que coincidência, e no entendimento de todos, embora com estratégias diferentes, a intenção seria ter uma aeronave multrole, com o foi no início do serviço para o SNB com Bell 212 - um helicóptero um pouco mais modesto, mas mais versátil.

quer mais um exemplo, qual a mais valia do INEM hoje operar com 139, quando a nível europeu a maioria das operações HEMS são conduzidas com aeronaves bem mais pequenas e em muito maior quantidade e com utilização muito mais frequente.

agora se quem decide sabe exactamente o que precisa - o que quer já se sabe que sabe, pelos resultados - tenho as minhas dúvidas.

como há segunda é fácil acertar no prognóstico, hoje é fácil dizer que foram uma má solução, no passado também foi dito, mas saia fora do alinhamento pretendido.

Quanto mais se apertar a malha, quer com a integração e distribuição de maior numero de aeronaves na operação, quer com a qualificação de mais unidades de destino que não os grandes hospitais de referência de Lisboa, Porto ou Coimbra, mais pequenos, versáteis e ágeis tenderão a ser os helis.

E é isso que está subjacente a esta sua afirmação:
Citação
quer mais um exemplo, qual a mais valia do INEM hoje operar com 139, quando a nível europeu a maioria das operações HEMS são conduzidas com aeronaves bem mais pequenas e em muito maior quantidade e com utilização muito mais frequente.

A questão é essa: Temos helis pesados e grandes porque as distâncias a percorrer são grandes. Pequenas distâncias são para helis mais manobráveis e pequenos. E o tal caso que o Eascenção refere enquadra-se bem nestes. Não é anormal o heli de Loulé ir ao Porto levar um queimado.
Cumprimentos,

ruijacome

  • Mensagens: 100
Oxidante oxidante ;)

Nao sera o comburente ?! Nunca ouvi falar do Oxidante no triangulo do fogo, nos meus 18 anos de Bombeiro...
Com os melhores cumprimentos,

Rui Jácome

Icterio

  • Mensagens: 192
    • Melhor ter sorte do que perícia.
Por acaso ate ha paises que usam caças para apagar incendios. As bombas ao explodir consomem todo o oxigenio em redor, diminuindo o oxidante combustivel para o incendio.

Não há países que usam caças para apagar incêndios florestais. Não há registo disso em lado nenhum.
O que você deve estar a referir foi uma experiência feita no último verão pela FA Sueca quando aconteceu o que era suposto não acontecer: a floresta sueca arder e arder bem. Aliás tiveram que recorrer ao mecanismo europeu e até Portugal enviou 2 fire boss.
A força aérea sueca experimentou lançar algumas bombas - poucas - para a frente de fogo para obter o efeito que descreve, isto é, extinguir o incêndio retirando-lhe um dos componentes do triângulo.
Foi uma experiência, absurda, parva, tomada em desespero e cujo resultado foi zero e por isso ficaram por meia duzia de bombas e sem vontade nenhuma de a repetir. Ficaram muito mais entusiasmados com os fire boss que com as bombas lançadas.
Cumprimentos,

Sim, a Força Aérea Sueca usou os Gripen numa altura de necessidade e também porque o fogo alastrou para uma zona de tiro, propriedade militar, daí a possibilidade de testar as bombas.  Tiveram até bons resultados mas não passou disso.  Aliás, basta puxar pela cabeça...  Como se iria lançar bombas em território civil num fogo florestal?  Seria necessário evacuar todos os bombeiros e outro pessoal da área e mesmo assim os perigos iriam sobrepor-se aos eventuais ganhos.  Já imaginaram o perigo de um bombardeamento fora do alvo?...

Depois, os explosivos são úteis para quebrar momentaneamente a combustão, privando o oxigénio por breves instantes (muito bom para apagar um foco num poço de petróleo, por exemplo), mas num incêndio florestal não tem efeito persistente como água ou químicos.

eascensao

  • Mensagens: 229
Aproveitando este tópico ... já foi divulgado um Comunicado de Imprensa da ANAC relativamente à Operação Nocturna no Heliporto do Hospital de Santa Maria em Lisboa.

https://www.anac.pt/vPT/Generico/Noticias/noticias2019/Paginas/ComunicadodeImprensa012019.aspx

Não ponho em causa os argumentos da ANAC, os responsáveis das infraestruturas aeronáuticas devem garantir que as mesmas possuem todas as características e condições para a utilização que se lhes pretende dar.

Mas Emergência Médica é uma 'coisa' diferente !
Em Emergência Médica as Ambulâncias, Motos e Viaturas de Emergência Médica podem efectuar algumas manobras e cometer algumas infracções que em situação normal seriam proibidas ou punidas ...
Em Emergência Médica (Primária) os helicópteros afectos a este serviço aterram em locais não preparados, em estradas e/ou auto-estradas ...
Há mesmo necessidade de vir à praça pública dizer que os voos de emergência médica são maioritáriamente ilegais porque não podem aterrar nos heliportos hospitalares e deixar (mais) um sentimento de insegurança na população ?

E, já agora, e como já referido anteriormente, os voos de emergência médica com pacientes com destino ao Hospital de São José aterram na parada ou campo de futebol (?) da Academia Militar em Lisboa (que não consta, evidentemente, do MVFR para qualquer tipo de operação).

eascensao

  • Mensagens: 229
Abrantes - H24. VFR diurnos e nocturnos de emergência médica e evacuação sanitária
Almada - HJ. VFR. Voos de emergência médica
Amadora - H24. VFR diurnos e nocturnos de emergência médica
Barlavento Algarvio - H24. VFR diurnos e nocturnos de emergência médica
Braga - H24. Voos VFR diurnos e nocturnos de emergência médica
Bragança - H24. VFR. Exclusivo voos de emergência médica
Carnaxide - H24. VFR diurnos e nocturnos de emergência médica (INEM)
Cascais - H24. VFR. Exclusivo voos de emergência médica
Coimbra-Covões - HJ. VFR. Emergência médica
Coimbra-Universidade - H24. VFR. Emergência médica
Covilhã - H24. VFR. Emergência médica
Évora - H24. VFR. Emergência médica
Faro - H24. VFR diurnos e nocturnos de emergência médica
Funchal - HJ. Apenas aprovado para voos de emergência médica e protecção civil
Guarda - H24. Exclusivamente voos de emergência médica e protecção civil. VFR nocturno e diurno. Apenas certificado para voos de
emergência médica e combate a incêndios florestais
Leiria - H24. VFR /D/N. Apenas aprovado para voos de emergência médica e Protecção Civil
Lisboa-S.Francisco Xavier - HJ. VFR
Lisboa-S.Maria - VFR. Voos de emergência médica
Mafra - HJ (SR/SS). VFR. Apenas aprovado para voos de Emergência Médica, apoio a combate a incêndios e Protecção Civil
Matosinhos - HX. De acordo com as necessidades operacionais para emergências médicas. VFR (diurnos e nocturnos). Apenas certificado para emergências médicas
Mirandela -  HJ. VFR. Voos de Emergência Médica
Penafiel - H24. VFR. Voos de Emergência Médica
Ponta Delgada -  H24. VFR diurnos e nocturnos. Apenas aprovado para voos de emergência médica
Santa Maria da Feira -  H24. VFR (diurnos e nocturnos). Voos de Emergência Médica
Santarém -  HJ. VFR. Voos de Emergência médica
Tomar - HJ. VFR. Voos de Emergência médica
Torres Novas - H24. VFR. Voos de Emergência médica

Esta é a informação do MVFR quanto aos Heliportos Hospitalares.
Curiosamente não é utilizada a mesma designação para todos.
Mais curiosamente, sendo bilingue, no que toca ao Heliporto do Hospital de Torres Novas o horário de operação é H24 na coluna em lingua portuguesa e apenas HJ na coluna em lingua inglesa.

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