jopeg

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Embraer acerta joint venture com a Boeing, que será dona de 80% da nova empresa

A americana deve pagar 3,8 bilhões de dólares pela sua fatia no negócio, que deve ser concluído até o final de 2019

São Paulo 5 JUL 2018 - 18:10   CEST

Embraer acerta joint venture com a Boeing, que será dona de 80% da nova empresa Para preservar soberania, Temer descarta venda de controle da Embraer para a Boeing

Embraer acerta joint venture com a Boeing, que será dona de 80% da nova empresa Embraer e Boeing negociam fusão, mas última palavra é de Temer

Embraer acerta joint venture com a Boeing, que será dona de 80% da nova empresa América Latina foca no turismo para fortalecer sua economia

A Embraer e Boeing anunciaram, nesta quinta-feira, dia 5, a assinatura de um memorando de entendimento para a formação de uma joint venture contemplando os negócios e serviços de aviação comercial da fabricante brasileira. Em comunicado conjunto divulgado nesta manhã, as duas empresas afirmam que o acordo propõe uma parceria que contemple serviços de aviação comercial da Embraer, alinhada com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing. Nos termos do acordo, a Boeing deterá 80% da propriedade da joint venture e a Embraer, os 20% restantes. A área de Defesa fica fora desta nova empresa. O governo brasileiro, que detém a chamada golden share, ação preferencial com direito a vetar decisões da Embraer atualmente, perde essa prerrogativa diante da nova empresa, informou a assessoria da Boeing. Ela só valeria para a área de negócios ligados a defesa da companhia que nasceu em 1969. A extinção dessa ação preferencial brasileira já estava em debate no Tribunal de Contas da União. Segundo edição de hoje do jornal Valor, o TCU deve autorizar a venda da golden share, tanto da Embraer, como de outras em negócios onde o Governo tem essa preferência.


A nova empresa formada junto com a Boeing é avaliada em 4,75 bilhões de dólares. A Boeing pagará 3,8 bilhões de dólares pelos 80% de propriedade na joint venture. A americana deterá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente ao diretor executivo da Boeing, Dennis Muilenburg. A expectativa é que a parceria gere sinergia anual de custos estimada de cerca de 150 milhões de dólares – antes de impostos – até o terceiro ano. A joint venture vai funcionar na sede da Embraer, na cidade de São José dos Campos, a 100 quilômetros da capital paulista, incluindo um presidente e CEO.


O Governo brasileiro deu aval para o anúncio nesta quarta, depois de meses de negociação. Em dezembro, o presidente Michel Temer chegou a dizer que o Brasil não podia negociar “soberania e interesse nacional.” “No entender deste Governo, soberania é inegociável”, disse Temer, que completou na sequência. “Agora, todo o restante, que seja bom para a empresa, que ajude a melhorar a empresa, seja de quem for, ele é muito bem-vindo”. O que chama a atenção é o fato de que, inicialmente, o negócio parece melhor para a Boeing do que para a Embraer, e um dos poucos exemplos de inteligência de mercado e excelência do Brasil quando se trata de negócios com emprego de alta tecnologia.

Mas, se a sede da joint venture efetivamente permanecer no Brasil, a nova parceria pode inclusive ampliar as exportações brasileiras para o exterior, avalia José Augusto Castro, da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “Teoricamente, deve expandir as exportações do Brasil. A Boeing é americana, que é o maior mercado importador de aviões do mundo. Isso só fortalece a empresa e evita que alguém, no futuro, coloque barreiras contra a Embraer. A princípio, é positivo, lembrando que só saberemos realmente daqui a quatro ou cinco anos, pois o que está sendo vendido hoje foi negociado anos atrás", afirma Castro.

Por ora, a proposta apresentada nesta quinta é que a joint venture se torne um dos centros de excelência da Boeing para o desenvolvimento de projetos, a fabricação e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros e será totalmente integrada à cadeia geral de produção e fornecimento da americana, que passará a oferecer os aviões que são a especialidade da Embraer: aeronaves menores de passageiros para aviação regional. Segundo o comunicado, o plano é construir aviões de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga. As empresas também devem criar outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390, a partir de oportunidades identificadas em conjunto.

Fundada em 1969, a Embraer é um dos poucos exemplos nacionais em que a coordenação do trabalho de inteligência da academia (Instituto Tecnológico de Aeronáutica, no caso), governo e iniciativa privada são capazes de criar empresas de ponta. Privatizada nos anos 1990, hoje ela representa um setor econômico de manufaturados, em contraposição à presença maciça das commodities na pauta de exportação. É a terceira do mundo na fabricação de jatos comerciais. Emprega 18.000 pessoas e está entre as maiores exportadoras do país, que ajudam a equilibrar a balança comercial e as contas públicas.

A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos da transação devem continuar nos próximos meses. Uma vez executados estes acordos definitivos de transação, a parceria estará, então, sujeita a aprovações regulatórias e de acionistas, incluindo a aprovação do governo brasileiro, bem como outras condições habituais pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a transação seja fechada até o final de 2019, ou seja, entre 12 a 18 meses após a execução dos acordos definitivos.


https://brasil.elpais.com/brasil/2018/07/05/economia/1530793995_556842.html

Jopeg

Nunoj

  • Mensagens: 57

toto1100

  • Mensagens: 2570
Airbus pagou $1 e ficou com uma empresa canadiana. Boeing pagou $3.8 mil milhoes por uma brasileira. Hummmmm.
« Última modificação: 06 de Julho 2018, 08:56:56 por toto1100 »


CHALI

  • Mensagens: 198
A Boeing pagou mais..mas detém uma cota maior 80% e a embraer 20%
A Airbus detem 50,1% da Bombardier.  A Bombardier e a Investissement Québec têm aproximadamente 34% e 16% das ações!!
« Última modificação: 06 de Julho 2018, 09:20:52 por aerointeressado »


toto1100

  • Mensagens: 2570
Nao detem 50.1% da Bombardier ate, detem 50.1% do C-Series que ja era uma empresa á parte dentro do grupo Bombardier desde que o governo do Quebec la metou dinheiro para impedir que o aviao deixasse de ser produzido.

Faro1910

  • Mensagens: 149
    • És de Faro, és Farense
Airbus pagou $1 e ficou com uma empresa canadiana. Boeing pagou $3.8 mil milhoes por uma brasileira. Hummmmm.

Isso é um comentário xenófobo!?

Tenha em mente o seguinte:
- A Bombardier vive num país muito mais desenvolvido que a Embraer. A Embraer nasceu num país improvável e sem o respaldo de apoios Estatais, como a Bombardier, e no entanto tem um portefólio de produtos e um backlog superior. É preciso muito trabalho, capacidade técnica, organização e mérito para o conseguir. E sim, foram (sobretudo) Brasileiros que a construíram e fizeram dela o que é hoje, a terceira maior fabricante do mundo. Brasileiros que falam português, têm tez morena e olhos castanhos.
« Última modificação: 06 de Julho 2018, 09:55:54 por Faro1910 »


toto1100

  • Mensagens: 2570
A Embraer tanto nao teve apoios estatais que ate perdeu um caso na Organizacao Mundial do Comercio por subsidios ilegais.

O meu comentario nao era xenofobo (chama-se uma "piada"; o C-Series estava em claramente muito pior estado que a Embraer, dai valer zero), mas dizer que os brasileiros tem "tez morena" ou é racista ou é ignorante.

VNE

  • Mensagens: 1046
Airbus pagou $1 e ficou com uma empresa canadiana. Boeing pagou $3.8 mil milhoes por uma brasileira. Hummmmm.

Isso é um comentário xenófobo!?

Tenha em mente o seguinte:
- A Bombardier vive num país muito mais desenvolvido que a Embraer. A Embraer nasceu num país improvável e sem o respaldo de apoios Estatais, como a Bombardier, e no entanto tem um portefólio de produtos e um backlog superior. É preciso muito trabalho, capacidade técnica, organização e mérito para o conseguir. E sim, foram (sobretudo) Brasileiros que a construíram e fizeram dela o que é hoje, a terceira maior fabricante do mundo. Brasileiros que falam português, têm tez morena e olhos castanhos.

Desnecessário, não vi ataque xenófobo nenhum!

Quando muito séria ao contrário, o barato sai caro... à Airbus
« Última modificação: 08 de Julho 2018, 07:05:38 por VNE »


nunopinheiro

  • Mensagens: 3130
VNE é muito cedo para fazer previsões, sobre quem fez melhor negocio, a embraer precisava deste negocio uma vez que nao poderia competir em termos de acesso a capital com a airbus. na minha opnião a boeing pagar o que se diz que pagou ate foi caro (eu tenho as minhas duvidas sobre o valor ser realmente liquido ou de promessa de investimento).

seja como for o duopolio continua

VNE

  • Mensagens: 1046
Como é que sabe se foi a compra da Embraer foi cara? A compra do C Series foi barata?

A Boeing por acaso tem produto daquele segmento?

brunodias

  • Mensagens: 3908
A boeing pagou mais, mas a verdade é que ficou com 1 produto que vende bem mais facilmente que o produto que a airbus ficou

O cseries é 1 bom avião, mas parece que tem imensas dificuldade em se impor, secalhar porque ficou ali no segmento que ninguem realmente quer, vejam que já nem o 737 e o 319 vendem, e abaixo também vende é o 175, ou seja entre o 175 e o 320 o mercado não vende

nunopinheiro

  • Mensagens: 3130
brunodias eu que gosto muito dos E's tenho de apontar que o CS tem muito mais vendas acumuladas que os E2's 402 vs 128 (desconto os 100 E175-E2, ja que não é no mesmo segmento).

O problema do CS é que o developement foi muito caro e os custos de capital pesam muito,  (nota para quem acha que projectos visionarios são sempre bons independentemente do custo). Para a airbus que tem acesso a muito mais capital não é um problema muito grande.

VNE o caro ou barato depende sempre de quem vende e quem compra, o problema da embraer ficou escrito na parede quando a Bombardier capitulou e deu o CS a Airbus, com os bolsos muito mais fundos a Airbus pode simplesmente financiar todas as vendas de CS's a preços que a Embraer não consegue competir, (isto de comprar aviões implica empréstimos e operações financeiras complexas e com custos). A embraer tinha forçosamente de arranjar um parceiro com bolsos fundos muito fundos, ora como só há realmente um credível coloca a embraer numa posição negocial fraca, dai eu achar que se for cash livre foi caro, uma vez que a posição negocial da Boeing era muito favorável.
« Última modificação: 09 de Julho 2018, 13:22:49 por nunopinheiro »


toto1100

  • Mensagens: 2570
E as dividas do desenvolvimento ficaram com a Bombardier, certo?
Ou estou a fazer confusao?
« Última modificação: 09 de Julho 2018, 13:19:40 por toto1100 »


nunopinheiro

  • Mensagens: 3130
toto ao que sei sim, mas ainda é preciso meter la bastante dinheiro para escalar a produção e atingir boas economias de escala. Eles acho que também querem abrir linha de produção em Mobile Alabama. A bombardier basicamente pagou para salvar empregos e a livrarem de mais custos financeiros futuros.

De resto em breve no festival de Farnborough devemos ter muitas novidades tanto em relação a vendas como futuro de ambos os programas. A ambos desejo a melhor das sortes são dois belos aviões um dos quais com partes feitas cá em portugal :)
« Última modificação: 09 de Julho 2018, 13:30:22 por nunopinheiro »


brunodias

  • Mensagens: 3908
brunodias eu que gosto muito dos E's tenho de apontar que o CS tem muito mais vendas acumuladas que os E2's 402 vs 128 (desconto os 100 E175-E2, ja que não é no mesmo segmento).

O problema do CS é que o developement foi muito caro e os custos de capital pesam muito,  (nota para quem acha que projectos visionarios são sempre bons independentemente do custo). Para a airbus que tem acesso a muito mais capital não é um problema muito grande.

VNE o caro ou barato depende sempre de quem vende e quem compra, o problema da embraer ficou escrito na parede quando a Bombardier capitulou e deu o CS a Airbus, com os bolsos muito mais fundos a Airbus pode simplesmente financiar todas as vendas de CS's a preços que a Embraer não consegue competir, (isto de comprar aviões implica empréstimos e operações financeiras complexas e com custos). A embraer tinha forçosamente de arranjar um parceiro com bolsos fundos muito fundos, ora como só há realmente um credível coloca a embraer numa posição negocial fraca, dai eu achar que se for cash livre foi caro, uma vez que a posição negocial da Boeing era muito favorável.

Nuno o problema é que não podemos só pegar nos numeros que nos convem, a embraer já vende os e jets há muito tempo, não vamos só contar com os e2

O problema do cseries é o segmento e o facto de ter muito poucas entregas por ano, entregam o que? 25 por ano?

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