nunopinheiro

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Sabe que um QQ fumador está exposto a níveis muitíssimo superiores de radiação do que QQ assistente de bordo..


Eu até estou disposto a fazer uma aposta consigo. Por cada ano de esperança média de vida que os profissionais em causa tenham menos que a média da população são 3 anos que podem ter de avanço a reforma...

É que estou disposto a apostar que a esperança média de vida do pessoal de bordo dos aviões é superior a média do resto da população... E agora pergunte-me como é que tenho essa certeza.... ;)
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 00:30:45 por nunopinheiro »


Adob

  • Mensagens: 225
Se a radiação, no contexto da actividade de trabalho na aviação comercial como tripulante, fosse relevante e tivesse os efeitos comprovados que falas, obviamente que haveria uma monitorização rigorosa como existe em todas as actividades onde isso realmente acontece (exemplo simples: um trabalhador de uma central nuclear).

Não, no contexto da aviação comercial, a radiação não constitui qualquer perigo comprovado. Se isso fosse verdade, o enquadramento laboral do sector seria diferente.

O argumento não só não faz sentido como constitui uma bela mentira factual.
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 00:30:16 por Adob »


New Engine Option

  • Mensagens: 2526
Se a radiação, no contexto da actividade de trabalho na aviação comercial como tripulante, fosse relevante e tivesse os efeitos comprovados que falas, obviamente que haveria uma monitorização rigorosa pois todas as actividades onde isso realmente acontece (exemplo simples: um trabalhador de uma central nuclear)

Não, no contexto da aviação comercial, a radiação não constitui qualquer perigo comprovado. Se isso fosse verdade, o enquadramento laboral do sector seria diferente,

O argumento não só não faz sentido como constitui uma bela mentira factual.

Se fosse mentira factual, os próprios tripulantes não saberiam com exatidão a quanta quantidade de radiação cósmica estão expostos a cada voo que efectivamente fazem. Por isso, é claro que há essa monitorização da quantidade de radiação a que se é sujeito. Não é mentira factual. É verdade.

Os perigos estão comprovados e podem ir desde tumores, a Alzheimer, entre outras. Obviamente que nem todas as pessoas desenvolvem essas doenças, mas algumas estão mais propensas a desenvolvê-las que outras por causa disto. Procure informar-se ou pelos menos ler os estudos que são apontados na petição em causa Adob. Há estudos feitos sobre o assunto da radiação cósmica, bem como recomendações várias da EASA ou da FAA sobre o assunto, isto só para citar algumas.

E Nuno, sabe muito bem que as consequências da radiação cósmica são apenas um dos problemas que podem advir da profissão. Há várias outras, obviamente. Não perca por isso tempo a dar exemplos quando, se é entendido em aviação e gosta da mesma, sabe disso mesmo e bem.
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 00:38:01 por New Engine Option »


nunopinheiro

  • Mensagens: 4460
Adob há alguns estudos que apontam algum acréscimo de casos de cancro em particular nos pilotos. Melanomas no caso destes (semelhante a prevalência destes em camionistas por exemplo) a razão até é semelhante...
E cancro da mama no caso dos assistentes de bordo mas com uma correlação bem mais fraca....
E por isso é que eu sei que a esperança média de vida da população de assistentes de bordo é superior a média da população em geral...
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 00:55:42 por nunopinheiro »


nunopinheiro

  • Mensagens: 4460
Neo mas não o suficiente para poder considerar uma profissão de desgaste rápido.
Antes desta teria de considerar muitíssimas mais profissões de desgaste rápido...

Se não custasse nada a todos nós tudo bem não havia problema..  mas como é com o que é de todos tenho muita pena mas não concordo, não concordo que o meu avô tenha trabalhado na construção até ao dia que morreu...
Não concordo que o meu pai com os seu 63 anos de idade ainda trabalhe nas obras e que só possa vir a casa ao fim de semana.
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 00:51:29 por nunopinheiro »


New Engine Option

  • Mensagens: 2526
Neo mas não o suficiente para poder considerar uma profissão de desgaste rápido.
Antes desta teria de considerar muitíssimas mais profissões de desgaste rápido...

Se não custasse nada a todos nós tudo bem não havia problema..  mas como é com o que é de todos tenho muita pena mas não concordo, não concordo que o meu avô tenha trabalhado na construção até ao dia que morreu...

Eu apenas dei um exemplo (há vários que já foram igualmente citados por outro usuário e mais haveria) do porquê de estarem a tentar que seja considerado de desgaste rápido. Uma tendência que também se verifica noutros países europeus. Se o Nuno não concorda, é a sua opinião. Tem direito a ela. Vivemos em democracia.

nunopinheiro

  • Mensagens: 4460
Mas tem boa solução, o síndicato cria uma caixa de previdência pré reforma todos os assistentes de bordo contribuem para esta. e o problema fica resolvido. Só que o objetivo não é esse pois não ;)
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 00:59:35 por nunopinheiro »


New Engine Option

  • Mensagens: 2526
Já respondi a isso lá atrás. ;)

nunopinheiro

  • Mensagens: 4460
CS-ZE em Portugal temos uma segurança social redistributiva, é um contrato social em que todos contribuirmos para todos. Eu concordo com isso. Mais até que regimes tipo PPR público.
No entanto do outro lado está o que cada qual entra e cada qual espera oferir desta,  aquilo que a segurança social é capaz de pagar depende essencialmente do que ela recebe ora a medida que o pessoal vive mais tempo. A nossa segurança tem de gastar mais. A solução para este problema tem sido aumentar a idade de reforma e transferir mais dinheiro do orçamento de estado para esta...
Ora reformas antecipadas implicam caso as pessoas que as recebam não tenham esperança de vida muito inferior a média um sobre custo por um lado e uma falta de entrada pelo outro...
Como no fim as contas tem de bater certo alguém vai ter de pagar... E seremos todos os restantes a pagar a coisa inclusive quem por exemplo tem trabalhos bem mais desgastantes do que assistente de bordo... E isso é uma injustiça intolerável. Na minha opinião.
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 01:17:16 por nunopinheiro »


danielalmeida

  • Mensagens: 2
Independentemente da questão económica, é inegável a exposição que o PNC/PNT está sujeito a fatores de risco. Mais que a própria radiação, o que mais preocupa, a meu ver, são os efeitos da hipoxia. Não nos podemos esquecer que um avião em altitude cruzeiro não consegue garantir o mesmo nível de O2 que em terra, e isso tem repercussões na saturação sanguínea de oxigénio. Claro que a longo prazo isso terá os seus efeitos (não só em patologias oncológicas). Ainda em Fevereiro do ano transato, se não me engano, saiu um estudo em que se avaliou uma amostra substancial de PNC e se verificou o maior risco, que em alguns casos chega a ser significativo, para certas patologias.
Repito que não estou a afirmar a validade ou não desta tentativa de a incluir como profissão de desgaste rápido, apenas estou a apresentar o lado da "patologia". Em relação a estudos que abordam a problemática da esperança de vida, não sabendo se é o caso dos que foram aqui referidos, é necessário avaliar o contexto em que estão inseridos. Exemplo: não me parece descabido que num cenário dos EUA, por exemplo, mesmo perante uma patologia, os tripulantes de uma companhia aérea tenham melhores acessos de saúde que a população geral, o que já altera, obviamente, os outcomes.
Volto a referir que não estou a escolher lados nem tenho um interesse particular no assunto. Apenas estava a trazer para foco uma vertente da problemática, especificando-me mais no lado biomédico. Claro que todas as profissões têm os seus riscos e benefícios.

toto1100

  • Mensagens: 4013
Calhas salvo erro não é assim, essa coisas das profissões de desgaste rápido já tem regulamentação. estou a dizer mais não obrigado só se me provarem que não vai ser mais uma despesa para a ja muito descapitalizada SS.

E convenhamos se esta profissão é de desgaste rápido então que dizer de todos os empregados fabris, ou da construção civil.

Ou os professores do 2o ciclo em diante p.e.

Citação
Caros: As profissões do ar são desgastantes, sim. Ok: Trolha (e serventes de...) são à partida mais desgastantes; mas reparemos: Ao fim do dia o trolha vai para casa ter com a esposa e os filhos... O tripulante de aeronave, muitas vezes vai para um hotel rasco com os outros tripulantes e ali fica... Vê a família quando vê e vem a casa quando vem. Conheço vários e sei bem a vida que levam. E se alguns seniores até podem gozar de alguns poucos privilégios... Já os mais novinhos têm mesmo de andar, como se costuma dizer, "na luta"!...

Os trolhas vao para casa no fim do dia? Certamente nunca viste um trolha a ficar um mes seguido num contentor numa obra em tras-os-montes. Se estiverem em Portugal os contentores ate tem condiçoes razoaveis (e hoje em dia tem wifi e tudo), se tiverem que ir para Angola com um bocado de sorte tem 4 horas de luz ao fim do dia no contentor. É que os engenheiros nessas obras em Portugal ainda vao a casa ao fim de semana (ficando durante a semana numa qualquer pensao manhosa que faz os "hoteis rascos" parecer o Ritz), os trolhas nem isso.
Quantas pessoas vao dormir a casa mas porque trabalham por turnos nunca vem os filhos?
É pá, que realmente. Se querem fazer-se de vitimas ao menos primeiro aprendam um bocado sobre o que as outras pessoas passam, que senao so ficam a parecer uns elitistas sem noçao nenhuma do mundo.

É que estou disposto a apostar que a esperança média de vida do pessoal de bordo dos aviões é superior a média do resto da população... E agora pergunte-me como é que tenho essa certeza.... ;)

Ate sem estudos nenhums sobre efeitos na saude podias apostar: eles ganham mais do que a media da populaçao, e o nivel de rendimentos (dentro de cada pais, entre paises nao o é) é das melhores coisas a explicar a esperança media de vida.
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 12:25:03 por toto1100 »


nunopinheiro

  • Mensagens: 4460
danielalmeida

Claro que sim. E eu não tenho QQ problema em admitir que é uma profissão com riscos como tantas outras .
O meu problema é com o que aqui se reclama.
Em virtude da situação geral da nossa segurança social e do aumento médio da idade de reforma, até para profissões muitíssimo duras e com bem mais  comprovados, riscos para a saúde, chego a achar de mau gosto o que propõe.

Honestamente se pretendem isto e não pretendem honorar o que é de todos, simplesmente criam uma caixa de previdência pré reforma e o problema fica resolvido.

nunopinheiro

  • Mensagens: 4460
Totó no meu tempo os contentores eram absulatamente miseráveis, com dezenas de pessoas por contentor. Felizmente a coisa melhorou um bocadinho, mas...
E o pessoal da apanha de produtos agrícolas...

O pessoal devia ir trabalhar um bocadinho  em outras profissões para saber a sorte que têm.

Algumas profissões que tem este regime especial são aberrantes, bordadeiras da madeira???
Estivadores???? (O tempo em que carregavam cereal as costas já lá vai a muito)
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 09:40:44 por nunopinheiro »


calhas

  • Mensagens: 171
danielalmeida

Claro que sim. E eu não tenho QQ problema em admitir que é uma profissão com riscos como tantas outras .
O meu problema é com o que aqui se reclama.
Em virtude da situação geral da nossa segurança social e do aumento médio da idade de reforma, até para profissões muitíssimo duras e com bem mais  comprovados, riscos para a saúde, chego a achar de mau gosto o que propõe.

Honestamente se pretendem isto e não pretendem honorar o que é de todos, simplesmente criam uma caixa de previdência pré reforma e o problema fica resolvido.

Caro Nuno, por acaso reparou que quando perguntou se estariam disponíveis para descontar um valor adicional para a SS, a minha resposta foi :
SIM.

Talvez não tenha reparado

nunopinheiro

  • Mensagens: 4460
Reparei calhas, e acredito genuinamente que o calhas tenha sido honesto na resposta.
Mas infelizmente não acredito que seja essa a intenção do sindicato. Se fosse não carecia de QQ reclamação com o estado. Criavam uma caixa de previdência e um acordo com as entidades patronais de forma a terminar o contrato de trabalho antecipadamente. Certamente que a entidade patronal não se importava.

É que não é nada barato, simule um ppr para fazer uma antecipação de digamos 10 anos e que lhe garanta essa reforma durante esses 10 anos, vai ver que tem de depositar nesse ppr aproximadamente 1/3 do seu salário bruto.

Claro que durante esses dez anos vai ter de continuar as suas contribuições para SS se quiser uma reforma sem penalizações.
« Última modificação: 05 de Fevereiro 2019, 10:07:17 por nunopinheiro »


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