Pedro Xavier

  • Mensagens: 81
Se não estou em erro falha dupla de HYD (G+Y) perde-se Flaps, spoilers, reversers e ainda Antiskid. E ao baixar o landing gear entram em Direct Law. Daí a falta de performance.

Bom dia,

Para além disso, fica sem THS, i. e., a forma de configurar para aterragem é mais peculiar e - muito importante - o trem, depois de baixado por gravidade, não poderá ser recolhido (fortes implicações no consumo, caso seja necessário alternar...).

Abç.

Maia

  • Mensagens: 147
A aeronave em questão CS-TNG voltou ao serviço no dia seguinte já ontem operando o TP 594 para STR mas algo aconteceu de novo pois o voo de regresso hoje de manhã TP597 foi cancelado.

Apenas veio 12h depois como ferry flight e aterrou há pouco.

Alguém sabe o que passou?
Relacionado com a avaria ou coincidência?

Eyvind

  • Mensagens: 13
Vi essa aterragem do prior velho (aliás até filmei) e percebi que algo estava errado porque havia imensos meios de socorros na pista e a entrar pelo acesso de emergência para o interior do aeroporto. Pareceu-me muito dura a aterragem e mais longa que o normal, mas percebo muito pouco disto, apenas vou ver os aviões com o meu filho :)

« Última modificação: 08 de Março 2019, 06:29:54 por Eyvind »


Pastel

  • Mensagens: 61
Vi essa aterragem do prior velho (aliás até filmei) e percebi que algo estava errado porque havia imensos meios de socorros na pista e a entrar pelo acesso de emergência para o interior do aeroporto. Pareceu-me muito dura a aterragem e mais longa que o normal, mas percebo muito pouco disto, apenas vou ver os aviões com o meu filho :)

 [ Anexo inválido ]

 E não quer deixar-nos ver o vídeo!? :)

ClearedForTakeOff

  • Moderador
  • Mensagens: 1266
    • Aviation Blog
Já tinha pensado nisso....mas haverá naturalmente uma outra forma de comunicar aos meios de socorro...penso eu.
no que diz respeito ao teu post.....bastou escreveres (cmtv) para dar uma gargalhada...sao demasiados e muitas vezes ignorantes...e estou a ser simpático com aquele meio de CS.Abraco.

Sim claro, eu chego a sentir vergonha alheia, já dei por mim a encolher-me no sofá ao ver alguns directos da CMTV    :D
Embora também admire a capacidade de encher chouriços durante longos minutos em directo. Chega a dar pena  :D
Mas para ser realmente justo... até que não foi muito mau para um directo sobre um incidente de aviação.

Citação
CMTV 5/3/2018 16h00

Não ganharam para o susto as 155 pessoas que seguiam a bordo dum Airbus A320 da TAP depois do comandante ter dado o alerta pouco depois de ter levantado voo aqui do aeroporto Humberto Delgado em Lisboa. Era um voo que tinha como destino Bolonha em Itália, o que é certo é que o comandante pouco depois de levantar voo então denotou alguns problemas hidraulicos e tomou a decisão de voltar para o aeroporto Humberto Delgado aqui em Lisboa.
O que é certo é que foi declarado um alerta, primeiro um alerta amarelo e depois um alerta laranja, o protocolo diz que a aeronave tinha que sobrevoar durante algum tempo aqui toda esta zona para assim poder largar combustivel, isto minimizando o risco de explosão ou incêndio caso houvesse uma aterragem mais forçada.
Os meios de socorro foram mobilizados e o espaço aereo esteve mesmo cortado durante 23 minutos, mais propriamente entre as 13:59 e as 14:22. Foi então dado o ok para que a aeronave pudesse aterrar, tal aconteceu às 13:59, não há resgisto de quaisquer feridos entre as 155 pessoas que então seguiam a bordo desta aeronave com nome de baptismo Mouzinho da Silveira. Depois os passageiros acabaram por ser retirados deste Airbus, foram encaminhados para o terminal e a aeronave acabou por ser rebocada.
O que é certo é que durante esse periodo o espaço aereo esteve fechado, nenhum avião pode levantar voo ou aterrar aqui no aeroporto Humberto Delgado, depois o espaço acabou por ser retomado às 14:22, a altura em que esta aeronave foi rebocada por uma viatura especial para fora da pista aqui do aeroporto.
A ANA, fonte oficial, confirmou esse mesmo facto à CMTV que o espaço aereo esteve fechado durante 23 minutos. Os passageiros e tripulantes não ganharam para o susto, o que é certo é que neste momento as operações estão normalizadas, tudo decorre dentro do expectável aqui no aeroporto de Lisboa, principal aeroporto de Portugal, isto depois desta aeronave ter declarado o alerta laranja que obrigou a que o espaço aereo fosse encerrado durante 23 minutos.
Felizmente não há quaisquer registos a lamentar entre os 155 ocupantes, entre passageiros e tripulantes deste Airbus A320 da TAP Air Portugal.

- Acertaram no fabricante e modelo, isso na comunicação social dá logo 30% na pontuação  :D
- Não faltou o tradicional "não ganharam para o susto" mas não houve histeria, alarmismo, entrevistas a passageiros a contar a pior experiência da vida deles. Mais 20% na pontuação :D
- Parece que houve bastante rigor em detalhes como horas, tempo encerramento, citaram a ANA. Mais 10%
- Houve alguns detalhes como o holding que deve ter sido por causa do peso e se calhar verificações, e não por causa perigo incêndio, embora possa também ser uma possibilidade. Não é disparatado.
- Tal como o "largarem combustível" que aqui foi consumido, embora noutros modelos possa ser mesmo largado. Erros compreensíveis num directo generalista.

No geral não foi mau, o meu veredicto até é 60%, "Suficiente"   :D (comparativamente os artigos recentes do SOL foram "Mau" 10%)
Daí o benefício da dúvida com a questão dos alertas "amarelo" e "laranja", se isso pode ter vindo de outrem para simplificação.

Num avião de médio curso não há risco de aterrar overweight, por isso é bem provável que fosse para minimizar risco de incêndio.
Teve de ser rebocado, porque estava sem steering.

Byte Boador

  • Mensagens: 185
Num avião de médio curso não há risco de aterrar overweight, por isso é bem provável que fosse para minimizar risco de incêndio.
Teve de ser rebocado, porque estava sem steering.

Existe um risco de falha estrutural em todos os aviões que aterrem acima do peso máximo à aterragem.
Quando não existe um risco para a segurança dos pax e equipamento, opta-se por queimar combustível suficiente para aterrar abaixo desse limite. Se por exemplo tiver um fogo no motor, então aí sim, aterra-se com o peso que tiver.
“Success is not final, failure is not fatal.
It is the courage to continue that counts“

Winston Churchill

Rex

  • Mensagens: 949
Um exemplo dum A320, não necessariamente este da TAP

Max. Take-off Weight   73 500
Max. Landing Weight   66 000

MLW < MTOW

Exemplo de checklist:



Concluo que só é permitido em situações de emergência mas que se a aterragem for "suave", V/S até 360 ft/min, não há problemas. Acima disso obriga a inspecções.
Mas... tendo havido falha de hidráulicos se calhar uma das coisas que não estava garantida era precisamente essa aterragem "suave".

E depois também há o go around que tem que ser antecipado, havendo uma degradação citada de performance o peso também pode ter sido relevante.
Daí achar que o hold deve ter tido a ver com o peso e verificações disto tudo. Se fosse noutro tipo emergência, por ex. uma falha no trem, acho que ficariam mais tempo em hold a queimar combustível devido ao risco de incêndio.

Escusado será avisar que posso estar a dizer disparates : )
« Última modificação: 08 de Março 2019, 11:16:46 por Rex »


Byte Boador

  • Mensagens: 185
A O/W inspection irá sempre acontecer nem que aterre a 100'/min
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It is the courage to continue that counts“

Winston Churchill

Caravelle

  • Mensagens: 225
Não necessariamente.

De facto, todas as definições de aterragem severa, i.e. Hard landing, Severe hard landing, Hard overweight landing e Severe Hard overweight landing fazem referência à aceleração vertical. No caso concreto de aviões da família A320 que tenham computadores que registem isso, se aterrarem até 1.7G até ao MTOW ou até 2,6 MLW não se considera que tenha ocorrido, neste caso referido, uma overweight landing.

Os aviões com computadores mais modernaços, criam dois valores adimensionais com alguns dos parâmetros relevantes e, com a ajuda de um gráfico, classifica-se a aterragem e fazem-se as inspecções necessárias, se efectivamente corresponder a uma aterragem severa. Nesses não há referência directa à aceleração vertical, mas esta faz parte da equação para o primeiro valor e aceleração lateral para o segundo valor, ainda que a maneira de calculá-las não esteja referida.

Bons voos.
« Última modificação: 08 de Março 2019, 19:59:42 por Caravelle »

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EUROPE - AFRICA - AMERICAS

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Última mensagem 27 de Julho 2014, 01:04:08
por cfm56

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