Cebola

  • Mensagens: 377
A aplicação de imposto em voos domestico até faz algum sentido mas desde que haja alternativas viaveis em termos de distancia/tempo da viagem. Neste racio até poderiamos incluir constragimentos dos aeroportos no embarque e desenbarque.
Mas somente onde existe alternativas viaveis.
Nos EUA, num voo que atravesse o pais, este imposto não se aplicaria por não haver alternativa viavel. Agora nos voos domesticos dentro de um estado, julgo que muitos voos seriam elegiveis a serem taxados.
« Última modificação: 15 de Maio 2019, 11:31:44 por Cebola »


toto1100

  • Mensagens: 3871
Nos EUA ja ha imposto sobre o jet fuel de voos domesticos (e a gasolina da aviacao ligeira) ha bastantes decadas.
« Última modificação: 15 de Maio 2019, 16:58:56 por toto1100 »


Byte Boador

  • Mensagens: 283
O combustível para aviação nos EUA é bem mais caro do que na Europa e tendo em conta o que se vai ouvindo na frequência, fica-se com a ideia que o piloto americano dá primazia a voar níveis mais baixos seja por radiações ou mesmo com turbulências ligeiras.
“Success is not final, failure is not fatal.
It is the courage to continue that counts“

Winston Churchill

nunopinheiro

  • Mensagens: 4261
Bem é mais uma coisa para o consumidor pagar, mas como é por um bom motivo (menos emissões) tendo a concordar, mas vai ser difícil de implementar, idealmente seria global para todas as companhias e estados. Mas claro que isso é complicado e alguns estados viriam nisso uma possivel vantagem competitiva para a suas empresas.

toto1100

  • Mensagens: 3871
Mas tambem convenhamos que é um bocado parvo a aviacao (nao so o combustivel, a aviacao em geral) ser praticamente o unico setor da economia (devido a uma "aberracao" legal, que é a Convencao de Chicago; hoje em dia ninguem poria tal coisa no papel) que nao tem praticamente qualquer tipo de imposto aplicado a grande parte da sua operacao. De resto qualquer coisita que se faca na Europa paga pelo menos IVA (Portugal penso ser dos poucos paises da UE que aplica IVA a voos domesticos).

E depois pagamos taxa de carbono para ir trabalhar (e bem), mas vamos de ferias emitindo na viagem mais carbono do que no resto do ano todo e esta isento de qualquer imposto.

Acácio Pires

  • Mensagens: 986
    • Gostaria de debater o tema da aviação com um olhar centrado na sustentabilidade social e ambiental
Meus caros, fico contente por verificar o ambiente geral de estranheza com as isenções fiscais de que a aviação é beneficiária.

Mais contento fico de verificar que as objecções quanto às implicações económicas da aplicação de ISP e IVA ao Jet fuel nos termos do estudo que a Comissão Europeia apresentou, e que muito a propósito aqui foi colocado pelo toto, deixaram de existir - é a prova de que noutro tópico em que isto foi discutido existiu manifesto exagero dos efeitos da departure tax na economia.

A comissão europeia estima que com a aplicação de ISP e IVA ao Jetfuel em Portugal resultaria na queda de até 11% no número de passageiros. mas as implicações no emprego seriam negligenciáveis - eu nunca fui tão longe como a CE vai.

Entretanto novos e preocupantes dados:

http://www.dgeg.gov.pt/
Combustíveis Fósseis - Estatísticas Rápidas – fevereiro 2019

Consumo Global - Mercado Interno (ktep)
Gás Natural  4944 (-8.5%)
Prod. do Petróleo 7425 (-1%)
Carvão 2629 (-18%)
Total 14 999 (-6.9%)

Aviação
Jet 1608,7 (7%) *

Bancas Marítimas *
Gasóleo 245 Kt (10.3%) 247.45 ktep
Fuel 801 kt (11.3%) 788.2 ktep
Total 1046 kt (11%) 1035.65 ktep

Consumo Global (Mercado Interno + aviação e bancas marítimas) - 17643.35

Consumo da aviação em relação ao total - 9.12%

Conclusão se o consumo de Jet Fuel e de combustíveis fósseis no mercado interno se mantivessem se mantivessem ao ritmo actual em 2030 o Jet representaria entre 25% a 30% do consumo global de combustíveis fósseis em Portugal e das correspondentes emissões de GEE

Não existe alternativa a:
Por um lado retomar o investimento forte e decidido nas redes ferroviárias de alta velocidade (Lisboa-Bruxelas 8h; Lisboa-Paris 6h30; Lisboa-Madrid 2h45; Lisboa-Porto 1h15)
Por outro moderar a procura pelo transporte aéreo através de um progressivo reforço da pressão fiscal.

Condição essencial. Reciclar as receitas fiscais obtidas com a aviação através do investimento dessas receitas na diversificação e qualificação da oferta turística e no investimento de modos de transporte mais sustentáveis


*Conversão de kt em ktep
(http://sgcie.publico.adene.pt/_layouts/SGCIE_ExternalEntities/ConversorSGCIE.aspx)

nunopinheiro

  • Mensagens: 4261
Para falar de comboios tem o fórum Skyscraper. Passe bem.

De resto duvido muito que ande muito de comboio, eu que o uso sempre que ando a trabalhar pelo eixo Berlim Amesterdão nem em pesadelos me metia a atravessar a península para chegar a Paris ou QQ outra capital que não Madrid por comboio.

Até 700 km é comptitivo mais que isso nem por isso
« Última modificação: 22 de Maio 2019, 12:19:04 por nunopinheiro »


nunopinheiro

  • Mensagens: 4261
De resto parece que pode ser que haja solução para a aviação, https://www.kubagen.co.Uk/ se isto funcionar estamos a falar de densidades energéticas uteis ao nível do jetfuel e é hidrogeno, que se pode recarregar simplesmente enchendo o deposito.

Se isto funcionar as implicações serão tremendas, automóvel, carga marítima, aviação, ate ferrovia...
« Última modificação: 22 de Maio 2019, 12:32:02 por nunopinheiro »


VidocQ

  • Mensagens: 327
...
redes ferroviárias de alta velocidade (Lisboa-Bruxelas 8h; Lisboa-Paris 6h30; Lisboa-Madrid 2h45; Lisboa-Porto 1h15)
....

 ??? Ai essa realidade... só Madrid-Paris (em TGV) são 9h38 no minimo...  ::) ::) ::) [Fonte: https://www.oui.sncf/train/horaires/paris/madrid]

 ??? Ai essa física e matemática... só Lisboa-Madrid-Paris (em TGV) seriam TEORICAMENTE 5h50 no minimo à velocidade máxima (sem contar com aceleração/desaceleração, curvas, subidas, descidas e paragens...)  ::) ::) ::)
A318 / A319 / A320 / A321 (-100 -200) / A388 / B737 (B73G B73W) / B738 (B73H) / B773 (B77W) / AT76 / DH8D (Q400NG) / CRJ9 / CRJK / E145 / E190 / E195 / RJ85 / F100
TP / AF / KL / LH / LX / BA / OS / TK / SK / ZI / TO / FR / U2 / EW / A5 / C9 / D8 / UX / EK / V7 / 0B

aviationlover

  • Mensagens: 1162
De resto parece que pode ser que haja solução para a aviação, https://www.kubagen.co.Uk/ se isto funcionar estamos a falar de densidades energéticas uteis ao nível do jetfuel e é hidrogeno, que se pode recarregar simplesmente enchendo o deposito.

Se isto funcionar as implicações serão tremendas, automóvel, carga marítima, aviação, ate ferrovia...

Eu na minha opinião o hidrogeneo é o futuro, o problema que se pode colocar é o preço do dito.

nunopinheiro

  • Mensagens: 4261
aviationlover, o preço deverá andar por volta do mesmo da eletricidade*2 idealmente o hidrogeno seria produzido com excesso de renováveis em, particular vento offshore, permitindo assim um investimento muito mais substancial em renováveis, se o preço por km andar a volta do atual preço dos combustíveis com base em hidrocarbonetos então faz sentido. E isso não me parece de todo impossível.

Um dos probelamas que tenho com as baterias em particular as de carga rapida é que potencialmente fariam aumentar as emissões de CO2, uma vez que os seres humanos são tipos de habitos o mais provavel é que a vasta maioria destes colocassem o carro a carregar a mesma hora obrigando a rede electrica a ligar todas as centrais de carvão a essa hora.


VidocQ se usarmos como referencia a ligação Paris-CDG-> Bruxelas. duração 90 minutos temos uma velocidade media de 180 km/h
Que implica para os 1900 km Lisboa Madrid Paris ... 10h e 40 minutos mais coisa menos coisa.

TGV optimo para viagens medias ate 500km onde a velocidade menor do TGV é compensada pelo facto de nos deixar no centro da cidade e não temos de passar por 2 aeroportos. Muito para alem disso os 800 km/h dos aviões deixam os TGV muito  pouco competitivos
« Última modificação: 22 de Maio 2019, 18:10:49 por nunopinheiro »


toto1100

  • Mensagens: 3871
Outra vez a historia do carvao? Nao ha capacidade a carvao para nada disso (a eletricidade representa muito menos consumo energetico que os transportes).
E obviamente que nao se construiria novas centrais a carvao (ja nem a China quase o faz, embora amiude se continue a ler por ai que construem uma por semana). Nesse cenário (que se evitaria facilmente pondo preços adequados) talvez fosse preciso capacidade fossil, mas viria de gas natural (1/4 ou 1/3 do gas natural extraido no mundo continua a ser queimado mal sai da terra por nao haver uso) nao de carvao. E mudar de gasolina para gas natural era um ganho consideravel.

VidocQ

  • Mensagens: 327
VidocQ se usarmos como referencia a ligação Paris-CDG-> Bruxelas. duração 90 minutos temos uma velocidade media de 180 km/h
Que implica para os 1900 km Lisboa Madrid Paris ... 10h e 40 minutos mais coisa menos coisa.


Certo, por isso é que eu expressei fortemente o TEORICAMENTE. (1900kms a 320kmh condições ideais etc..etc..etc..) E daí realçar o ridiculo dos tempos expostos... face à realidade. Basta saber fazer uma simples conta e ver que as coisas não batem certo...

TGV optimo para viagens medias ate 500km onde a velocidade menor do TGV é compensada pelo facto de nos deixar no centro da cidade e não temos de passar por 2 aeroportos. Muito para alem disso os 800 km/h dos aviões deixam os TGV muito  pouco competitivos

Eu diria um pouco mais, até 700-800kms... com jeitinho vá... se contarmos com o tempo no aeroporto de 1h antes do vôo e uma deslocação média de 1h para transportes (30 mins até aeroporto + 30 mins até ao centro)...
Exemplo: Paris-Marselha (em avião: 660kms linha recta - 1h espera + 1h20 vôo + 1h transportes = 3h20 de viagem ; em comboio: 700kms 3h00 nonstop / 3h20 com 2 paragens)
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nunopinheiro

  • Mensagens: 4261
Toto1100 carvão ou gás, tem de ser qq coisa que se possa ligar e desligar com um interruptor, as centrais a carvão tem a vantagem de serem mais simples para lidar com stocagem do combustível que é algo importante para lidar com a intermitencia, em relação a emissões por kw não sei quanto o gás natural é melhor que o carvão.

agora que penso na questão da intermitência, se-calhar gaz é melhor, não sei bem os tempos de spin up de um ou outro tipo de central...

seja como for como tipo que gostava de ver as emissões muito reduzidas, e para isso só com maus renováveis na grelha, e isso só será possivel se existir alguma forma de acumulação de excesso de produção... dai gostar do hidrogeno, (não o hidrogeno atual via reforma de metano ou gaz)

Acácio Pires

  • Mensagens: 986
    • Gostaria de debater o tema da aviação com um olhar centrado na sustentabilidade social e ambiental
Caros,

Também gosto muito do hidrogénio.
Em 1998 apresentei um plano de transição para o hidrogénio em 20 anos em Portugal.
Em 2000 arrancou o plano Islandês.
https://h2me.eu/2018/06/15/two-new-hrs-open-to-the-public-in-iceland-now/
A UE tem planos ambiciosos e o plano alemão para 2023 parece interessante (aliás as fuelcells e os motores elétricos são duas tenologias conhecidas à mais de 100 anos que poderiam e deveriam ter evitado a tragédia que vivemos actualmente) - http://h2me.eu/wp-content/uploads/2018/11/H2ME_Emerging-Conclusions-_project-overview.pdf

A necessidade de armazenamento de electricidade de origem renovavel (Portugal instalará cerca de 10GW de solar até 2030), tornará inevitável o avanço da hidrólise para estabilizar microredes.

A Aviação pode e deve avançar nessa direcção, mas enquanto não se move deve ser colocada numa gaiola de carbono.

A ferrovia continua a ser perferivel à aviação 'hidrogenada' por motivos de eficiência energética, pelo que o investimento em redes de alta velocidade não é um desperdício.

Entretanto convido os caros foristas a assinar a petição europeia que coloco em baixo.
https://www.endingaviationfueltaxexemption.eu/

PS: Os tempos de viagem entre Lisboa e Paris são tempos desejáveis depois de construidas as linhas de alta velocidade Lisboa-Madrid, Madrid-San Sebastian e San Sebastian - Bordeus. Como temos que dormir pelo menos 6 horas por dia, carruagens com serviço de quarto e estações de comboio com serviços de higiene pessoal, podem ajudar a viajar durante a noite e tornar o comboio mais apetecivel (jantar em Lisboa e tomar o pequeno almoço em Paris, depois de uma noite bem dormida não soa mal e ainda se poupa uma noite de hotel)

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