nunopinheiro

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jferreira20, fazendo fé no que Joana Melo disse esses custos são incorporados.

toto1100

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Na maioria dos negocios se nao incluires os custos fixos nas despesas nao duras muito no mercado, que rapidamente a realidade aparece-te à frente.
So incluir os custos marginais na analise das rotas nao faz sentido nenhum. Assim realmente qualquer uma dá lucro, dado os custos marginais serem geralmente baixissimos (nos EUA calcula-se que sejam $25/$75 para um voo domestico para um passageiro em turistica/executiva).

As empresas de TP sao casos diferentes, pois nao operam num mercado concorrencial, as contas é só mesmo para ingles ver e deixar os politicos contentes.

jferreira20

  • Mensagens: 480
Na maioria dos negocios se nao incluires os custos fixos nas despesas nao duras muito no mercado, que rapidamente a realidade aparece-te à frente.
So incluir os custos marginais na analise das rotas nao faz sentido nenhum. Assim realmente qualquer uma dá lucro, dado os custos marginais serem geralmente baixissimos (nos EUA calcula-se que sejam $25/$75 para um voo domestico para um passageiro em turistica/executiva).

As empresas de TP sao casos diferentes, pois nao operam num mercado concorrencial, as contas é só mesmo para ingles ver e deixar os politicos contentes.

Normalmente as empresas olham sempre primeiro para o EBITDA. E no EBITDA estes custos não aparecem. Embora no EBITDA apareçam inúmeros custos fixos.

nunopinheiro

  • Mensagens: 5714
jferreira20 se os lucros por rota forem calculados sobre o critérios tipo EBITDA ou EBITDAR então esta gente anda a se auto enganar...
(Não me admira nada que muita gente ache que tudo se resolve com mais empréstimos)
« Última modificação: 18 de Maio 2020, 13:05:12 por nunopinheiro »


Icterio

  • Mensagens: 731
    • Melhor ter sorte do que perícia.
É por isso que o que realmente interessa é a "bottom line" em qualquer relatório final de contas, depois de espremer toda a engenharia financeira;

- Ok, are we in the black or in the red?

jferreira20

  • Mensagens: 480
jferreira20 se os lucros por rota forem calculados sobre o critérios tipo EBITDA ou EBITDAR então esta gente anda a se auto enganar...
(Não me admira nada que muita gente ache que tudo se resolve com mais empréstimos)

Eu sei. Mas se quiseres avaliar uma equipa comercial é por aí que tens que ir. E depois, é assim, o avião, mediante determinadas condições pode sempre ser vendido ou devolvido. Se a TAP, vamos supor, tem uma rota que é lucrativa, excluindo custos com a renda do avião, se devolver o avião perde-o para outras rotas...

nunopinheiro

  • Mensagens: 5714
mas nada impede que seja determinado um custo global e aplicado a todas as rotas uniformente tipo custo por pax transportado. Idealmente esse custo seria imputado por tipo de aparelho que opera determinada rota.

Aquilo que não deveria acontecer até para consumo interno é todas as rotas darem lucro, e depois a empresa perder dinheiro... Ficam todos a achar que a área deles é lucrativa e devem ser os outros a perder dinheiro...
« Última modificação: 18 de Maio 2020, 13:40:02 por nunopinheiro »


CS-TUI

  • Mensagens: 191
Notem que essas ajudas de custo e hóteis etc são para pessoas que estão em trabalho. Eu sei que é caro, eu sei que é muito dinheiro, mas também sei o que custa passar dias e dias fora de casa e a entidade patronal obrigar-nos a viajar com dinheiro contado, a alojar-nos em hóteis de pouca qualidade para poupar dinheiro, etc. É altamente desmotivante.

Posto isto, eu não trabalho na aviação, nem nunca trabalhei, mas sei o que custa estar constantemente a ir para fora em trabalho. Tenho noção que as tripulações ficam em bons hóteis e recebem compensações interessantes por estarem fora de casa. Mas devia ser de forma diferente? Eu sei que podem ir para os copos, ir à praia, dormir até às tantas, passear, etc. mas não deixam de estar fora de casa em trabalho. Longe de casa, longe da terra, longe da família e dos amigos. Perdem partes importantes do crescimento dos filhos, como espectáculos de ballet ou jogos de futebol. Falham aniversários, feriados importantes, etc.
Não podia concordar mais consigo

jferreira20

  • Mensagens: 480
mas nada impede que seja determinado um custo global e aplicado a todas as rotas uniformente tipo custo por pax transportado. Idealmente esse custo seria imputado por tipo de aparelho que opera determinada rota.

Aquilo que não deveria acontecer até para consumo interno é todas as rotas darem lucro, e depois a empresa perder dinheiro... Ficam todos a achar que a área deles é lucrativa e devem ser os outros a perder dinheiro...

o típico na maioria das grandes empresas. Então na parte comercial...

toto1100

  • Mensagens: 5252
Na minha empresa, nos projetos individuais tambem so temos que ligar às despesas e receitas do nosso projeto. Mas tambem nos dizem que os custos fixos da empresa sao X% e que para os projetos terem lucro as receitas/despesas tem que ser um determinado valor (que eu me cheira que ate esta inflacionado para mais projetos terem lucro).
Espero que nao haja ninguem aqui na empresa que acha que so porque as receitas num determinado projeto cobriram as despesas, que os seus projetos deram todos lucro!
« Última modificação: 18 de Maio 2020, 16:29:49 por toto1100 »


nunopinheiro

  • Mensagens: 5714
toto1100 é isso mesmo que ando a tentar perceber... Como por aqui quem trabalha na TAP parece ter a perceção que quase todas as rotas dão lucro e apenas algumas poucas perdem dinheiro, que não é de todo possivel para uma empresa cujo negocio é esse mesmo.
Tentava perceber como é que internamente se fazem as contas ao lucro por rota, há inúmeras formas de se fazer essas contas.

segundo o que a Joana Melo afirma as contas serão algo como...   
Citação
"Os custos inputados às rotas são os operacionais diretos, como taxas diversas no aeroporto, combustível, etc. como todos os indiretos como o Call Center em Lisboa, leasing dos aviões, salários, impostos, etc., etc."
Isto não parece  EBITDAR, com um critério destes mais de metade das rotas estatisticamente têm de perder dinheiro
« Última modificação: 18 de Maio 2020, 16:31:42 por nunopinheiro »


brunodias

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jferreira20 para alem disso nem é por aí que a TAP esta desgraçada, é uma despesa importante mas não é a principal. E não parece que seja assim tão flexível quanto isso. Se a TAP quer ter longo curso vai ter estas despesas.

Claro para calculo da validade economica de uma rota estes custos não podem ser atirados para um saco e uniformemente distribuídos por todas as rotas. mas isso é para os contabilistas de sofá :)

A única explicação que tenho para o milagre de quase todas as rotas darem lucro e a TAP perder dinheiro é que diferentes critérios contabilísticos sejam usados dependendo da rota.

Nuno os custos de alojamentos etc também é no medio curso, basta pensares que por volta das 6h 7h da manha varios aviões descolam com destino a Lisboa
Quanto a ajudas de custos, conheço quem diga que mesmo assim não chegam em certos destinos

Hawks

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OPO-FNC adicionado 2xw eff 3JUN

Mantém 4xw em Julho.

Veremos.

Fpsantos

  • Mensagens: 3
toto1100 é isso mesmo que ando a tentar perceber... Como por aqui quem trabalha na TAP parece ter a perceção que quase todas as rotas dão lucro e apenas algumas poucas perdem dinheiro, que não é de todo possivel para uma empresa cujo negocio é esse mesmo.
Tentava perceber como é que internamente se fazem as contas ao lucro por rota, há inúmeras formas de se fazer essas contas.

segundo o que a Joana Melo afirma as contas serão algo como...   
Citação
"Os custos inputados às rotas são os operacionais diretos, como taxas diversas no aeroporto, combustível, etc. como todos os indiretos como o Call Center em Lisboa, leasing dos aviões, salários, impostos, etc., etc."
Isto não parece  EBITDAR, com um critério destes mais de metade das rotas estatisticamente têm de perder dinheiro

Há várias métricas de rentabilidade por rota, que vão sucessivamente adicionando os custos e permitem ter uma visão sobre a rentabilidade da rota e as causas para o seu sucesso/fracasso:
1. Margem c/ custos variáveis: inclui apenas custos variáveis da operação como fuel, taxas de navegação, custos de manutenção varíaveis, remunerações variáveis (por BH) e custos com estadias/deslocações de PNC e PNT
2. Margem c/ custos comerciais: adiciona os custos de vendas para a rota em específico
3. Margem c/ custos fixos: adiciona os custos fixos da operação, como remunerações fixas de PNC e PNT, leasing de aparelhos, componente fixa da manutenção, custos pessoal de terra em bases e outstations, etc
4. Margem operacional: adiciona overhead incluindo todos os demais custos da empresa (e.g. despesas administrativas, legais, comerciais, etc)

É o resultado da 4. que irá depois contribuir para o EBITDA e EBITDAR.

O EBITDAR é principalmente utilizado para comparar a performance operacional das várias empresas do ramo sem ter em consideração os custos com o financiamento de aeronaves, visto que numa perspetiva de acquisition target, a entrada de um shareholder com bargaining power pode melhorar substancialmente essas condições de financiamento.

nunopinheiro

  • Mensagens: 5714
Fpsantos segundo o critério 3 (julgo ser esse o que tem todos os custos somados) estatisticamente a maioria das rotas da TAP têm de ser deficitárias certo. é que aqui acho que falam sempre de acordo com o critério 1, tomara se não forem lucrativas TODAS sobre o critério 1 mal muito mal esta a TAP
« Última modificação: 19 de Maio 2020, 16:11:52 por nunopinheiro »


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