Major Alvega

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No pacote de ajuda pedido ao estado os 350M€ nem são o foco principal. O que interessava mesmo era a isenção de impostos pedida bem como a responsabilidade do estado assegurar um plano de pre reformas atractivas que levassem a uma adesão massiva do pessoal entre os 60 e os 65 anos. Isto no medio prazo levaria a cortes de despesa muito superiores aos 350M€ que foram anunciados como necessários.
Depois ha o facto destes 350M€ serem suficientes para um cenário em que a aviação na Tap atingisse a velocidade de cruzeiro na segunda metade de junho / principio de julho. Como não se vislumbra que isso aconteça, possivelmente os "caras" vão ter assegurar bem mais que os 350M€.

Lembro-me de ler aqui neste fórum ha uns tempos que o JFK era uma rota rentável... (fica a nota de rodapé, provavelmente irei fazer outras nos próximos tempos).

MA
« Última modificação: 28 de Abril 2020, 18:54:49 por Major Alvega »


New Engine Option

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MA, meu caro, quem lhe disse que JFK não era rentável para agora vir aqui fazer esse comentário? Vai mesmo continuar a dizer que JFK não é rentável e que MIA está em break-even? Certo...
« Última modificação: 28 de Abril 2020, 18:26:15 por New Engine Option »


Major Alvega

  • Mensagens: 320
A TAP depois empresta esse dinheiro à LH (que, coitada, tem que sujeitar ao que o governo dita por não arranjar financiamento com boas condições no mercado) e ainda faz uns trocos.

Ou então manda um sms ao Boss da Lufthansa apenas com 3 letrinhas: "CUN". (só naquelas do "ah e tal na staralliance temos que ser uns para os outros").

MA

nunopinheiro

  • Mensagens: 5750
Pensando um bocadinho sobre política, que tem sempre pouco que ver com a realidade...
O estado (governo) está numa posição complicada, por um lado um empréstimo puro a TAP não será bem visto pela esquerda do PS., que preferiria uma nacionalização, uma nacionalização vai irritar o PSD e boa sorte do PS.

Depois como vende internamente no parlamento perante o apoio de esquerda que nacionalizando vai ter de fazer cortes na empresa?

Finalmente empréstimos não lhe granjeia grande apoio a direita ou esquerda e vão acabar criticados de qualquer forma...

Quadratura do círculo...
« Última modificação: 28 de Abril 2020, 18:55:03 por nunopinheiro »


TU154

  • Mensagens: 46
Pensando um bocadinho sobre política, que tem sempre pouco que ver com a realidade...
O estado (governo) está numa posição complicada, por um lado um empréstimo puro a TAP não será bem visto pela esquerda do PS., que preferiria uma nacionalização, uma nacionalização vai irritar o PSD e boa sorte do PS.

Depois como vende internamente no parlamento perante o apoio de esquerda que nacionalizando vai ter de fazer cortes na empresa?

Finalmente empréstimos não lhe granjeia grande apoio a direita ou esquerda e vão acabar criticados de qualquer forma...

Quadratura do círculo...
Faz um aumento de capital, e resolve os problemas todos prometendo alienar o capital que dai resultar até ao fim da legislatura.
Todos ficam felizes - o PSD mantém o especialista em aviação Frasquilho - e o PS mantém o Lacerda lá, e vivem felizes para sempre.

jpmane

  • Mensagens: 562
E eu volto a dizer, até digo ao CEO como certamente no estado dirá,

Meu amigo de tem quem lhe empreste 3 mil milhões não sei porque é que nós está a chatear...

Não acredite em tudo que um CEO, ele tem de vender o seu peixe mesmo que não seja absulutamente verdade... Mas compete a este dizer que está tudo bem e que não há QQ problema... Até aquele dia...

Acredito no que acho que tenho de acreditar. E o Nuno também. Obrigado.
Deixe-me só dizer-lhe que o Estado está a ser 'chateado' porque a TAP entende que tem de ter as mesmas condições de todas as suas concorrentes nesta fase, independentemente de ter quem lhe empreste até 3 mil milhões. Compreende?
De qualquer forma, o pacote negocial não inclui só empréstimos avalizados pelo Estado, como muitas já tiveram, mas também outras componentes como um eventual programa de reformas antecipadas, isenção de pagamento de TSU, taxas várias, etc etc.
De qualquer das formas, em menos de uma semana há novidades a princípio.

Esperemos que não as mesmas condições que a LH parece que irá ter...

Joana Melo

Caro Major Alvega,

Já mais que uma vez o disse e volto a repetir. Todas as rotas do Atlântico Norte são lucrativas. Mesmo SFO já era nos últimos meses. E JFK é-o desde o reinício da operação em Julho de 2016. Tem até yields médios mais altos que EWR. Miami idem. Não é por acaso que a operação pre-Covid-19 prevista para MIA eram 11 339's semanais. MIA, assim como JFK, têm até um dos volumes mais significativos de carga na região. Também não é por acaso que a TAP tem em MIA um centro de Cargo autónomo, independente da sede em EWR.

Este encerramento temporário apenas se deve a economias de escala, devido a muito menor volume de passageiros e carga previsível. A TAP tem self-handling em EWR e em JFK não. Usa o da Jet Blue. É óbvio que a decisão foi a correta, assim como vai provavelmente acontecer com LHR/LGW, também temporariamente. E já provocou uma reação muito negativa de 3 grandes clientes do lado de lá do Atlântico.

Não queria tocar no assunto, porque é um pouco desagradável, mas a fonte de informação que o MA tem na TAP é certamente alguém já com uma certa idade, assim como eu. O problema é que há muitos TAP's que sempre viram o Atlântico Norte como deficitário, porque o foi durante alguns anos, devido à gestão desastrosa que se seguir no pós PESEF. Eu conheço muitíssimo bem todo o processo. E claro que gostavam muito de ter voos sempre com lugares disponíveis para destinos como REC, SSA e GIG, para utilizarem IDF's nas férias sem problemas em embarcar. Lamento, mas isto é tudo verdade. Se fossemos basear o futuro da TAP com base apenas no tráfego étnico e para quem utiliza pacotes, já a TAP tinha desaparecido. Foi o que aconteceu durante muitos anos.

Os bancos, sejam Chineses, Australianos ou Britânicos, por alguma razão têm interesse na TAP. Ninguém financia projetos perdidos.

Nuno, aguardo pelo início da próxima semana (em princípio) e verá se eu fumo alguma coisa

toto1100

  • Mensagens: 5275
Tá bem, mas eu já deixei de acreditar no pai Natal.
Não me vai dizer que o Neo acredita em tudo o que o CEO diz?

Claro que ninguém vai emprestar 3 mil milhões a TAP... Ninguém é doido..

Eu quando comprei casa, se somasse o valor dos bancos todos que me disseram que me emprestavam dinheiro para a comprar também passava do 1 milhão de euros.

RMSR

  • Mensagens: 18
Obviamente que o NEO tem razão no que respeita às saídas de frota... O que esta crise tem de diferente das outras é que é global e todas as companhias a enfrentam de maneira mais ou menos semelhante, ou seja, com as frotas paradas. Significa isto que quando começar a retoma todas estarão num fresh start, por isso que sentido faria retirar aparelhos da frota sem sequer haver projecções concretas sobre a evolução da situação.
Por outro lado o phase out não é só Entregar um aparelho a um lessor   deixar de pagar que eles vêem buscar. Ainda, fazer um cold storage de um aparelho num deserto qualquer não é bem a mesma coisa que manter o avião em condições de voo estacionado num aeródromo onde sejam feitos procedimentos de rotina tendo em vista a AW da aeronave.
Penso que mais cedo ou mais tarde haverá ajustes relacionados com a pandemia, que devem estar a ser equacionados planos com base nos cenários possíveis, no entanto é cedo para previsões realistas... Relembro que no caso de terramoto ninguém deve entrar em pânico.
Os cépticos e criticos do costume acham que isto se resolve com despachar aviões, só pergunto para onde? Deixar na mão os lessors? E quando voltarmos a querer voar? Alienar os poucos próprios? A quem? Armazenamento de longo prazo? É Quando for para voltar a voar qual o custo de manutenção?
É cedo para traçar cenários.

toto1100

  • Mensagens: 5275
Citação
por isso que sentido faria retirar aparelhos da frota sem sequer haver projecções concretas sobre a evolução da situação.

Aparentemente faz sentido para as inumeras companhias que ja retiraram imensos avioes.
Tambem se assume que as companhias que estao a despedir grande parte do seu pessoal (até 25% na BA, 40% na SAS, 50% na Icelandairç isto so as anunciadas nos ultimos 2 dias!) nao vao ficar com os avioes mas sem gente para os voar.
Certamente nao sao todos estupidos e só os da TAP é que sao espertos.

A TAP tambem ja pediu ao governo para pagar os despedimentos de pessoas com mais de 60 anos (ai, peço desculpa, nao sao despedimentos, sao "reformas antecipadas"). Mais os que estavam a contrato e mandou embora. Querem-se ver livre de tanta gente, mas querem ficar com os avioes? Exatamente para quê? Para olharem para eles?
« Última modificação: 29 de Abril 2020, 11:15:14 por toto1100 »


Bremem

  • Mensagens: 587
Os cépticos e os criticos do costume são os mesmos que agora vão salvar a TAP e que nunca andaram a gravitar à volta da mesma e a mamar á conta.

Os cépticos e os criticos do costume são aqueles que sustentam a segurança social e em momentos de crise é como se não existissem.

Os céticos e os criticos do costume querem clareza e não mentira atrás de mentira para manter tudo como está.

O balanço da TAP é um chorilho de artificios para perpetuar o mesmo. Um embuste brasileiro tranvestido de crescimentos ilusórios.

O estado não era tão mau ?

É evidente que agora o governo sem coragem vai garantir aquela trampa toda e os Portuguess que nunca andaram pendurados na TAP e pagam os seus bilhetes vão pagar isto tudo.

Cá estaremos para denunciar tudo aquilo que for para criar diferenças entre os Portugueses. Era o que faltava condições especiais para empresa falidas e com gestão ruinosa e as que foram prudentes levarem uma mão cheia de nada.

Bremem

  • Mensagens: 587
« Última modificação: 29 de Abril 2020, 11:16:31 por Bremem »


New Engine Option

  • Mensagens: 3530
São sempre os mesmos a achar que sabem sempre tudo e a fazerem futurologia negra relativamente a TAP porque vão lendo as notícias. Esquecem se é que as decisões tomam se nos bastidores. Para a semana já deve haver novidades frescas.
Reformas antecipadas sem penalização por parte do estado, que é disso que se fala aqui, são vistas como despedimentos? Tá bem tá... Sim porque não se está a falar em os trabalhadores a reformar serem prejudicados nos seus direitos... Eu bem que gostaria então de ter a minha quando lá chegasse.
« Última modificação: 29 de Abril 2020, 11:21:23 por New Engine Option »


CS-TTK

  • Moderador
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Obviamente que o NEO tem razão no que respeita às saídas de frota... O que esta crise tem de diferente das outras é que é global e todas as companhias a enfrentam de maneira mais ou menos semelhante, ou seja, com as frotas paradas. Significa isto que quando começar a retoma todas estarão num fresh start, por isso que sentido faria retirar aparelhos da frota sem sequer haver projecções concretas sobre a evolução da situação.
Por outro lado o phase out não é só Entregar um aparelho a um lessor   deixar de pagar que eles vêem buscar. Ainda, fazer um cold storage de um aparelho num deserto qualquer não é bem a mesma coisa que manter o avião em condições de voo estacionado num aeródromo onde sejam feitos procedimentos de rotina tendo em vista a AW da aeronave.
Penso que mais cedo ou mais tarde haverá ajustes relacionados com a pandemia, que devem estar a ser equacionados planos com base nos cenários possíveis, no entanto é cedo para previsões realistas... Relembro que no caso de terramoto ninguém deve entrar em pânico.
Os cépticos e criticos do costume acham que isto se resolve com despachar aviões, só pergunto para onde? Deixar na mão os lessors? E quando voltarmos a querer voar? Alienar os poucos próprios? A quem? Armazenamento de longo prazo? É Quando for para voltar a voar qual o custo de manutenção?
É cedo para traçar cenários.
Uma reestruturação não significa apenas cortar nos gastos. Por vezes é necessário gastar um pouco mais na fase de reestruturação para que uma operação se torne mais rentável (ou até mesmo viável) a longo prazo. Neste caso, a devolução ao lessor mesmo pagando todos os custos de um phase-out e antecipação do mesmo pode ser uma medida necessária. Certamente a TAP tem essa cláusula prevista nos contratos de leasing.

A meu ver esta crise terá duas fases distintas:
 - uma primeira fase (que estamos a viver) onde não existe vacina nem imunidade de grupo, na qual a procura será muito reduzida devido ao receio de infeção e/ou restrições ainda aplicadas por alguns países
 - uma segunda fase após a imunidade de grupo ou (improvável) erradicação do vírus, na qual a procura deverá subir substancialmente embora abaixo dos níveis pré-pandemia devido às sequelas económicas da crise, nomeadamente desemprego.
 
Não será tão cedo que a procura justificará uma frota de 100 aeronaves numa empresa da dimensão da TAP. A frota da TAP (e da maior parte das companhias) no pós pandemia dependerá muito da duração da primeira fase que referi acima. 

Na minha mera opinião acho que a maior parte dos A319 estão condenados a sair da frota. E sim, eu sei que nada está decidido ainda, pelo menos publicamente. Nos anos que se seguem a TAP poderá gerir a chegadas das aeronaves encomendadas em função da evolução do mercado (claro que isto poderá não ser assim tão simples, mas com a Airbus a reduzir a produção e imensos cancelamentos deverá ser um pouco mais fácil ajustar as encomendas).

Só tenho pena que a TAP não tenha recebido mais alguns A321 LR até ao momento, pois esses serão os 'cavalos de batalha' mais rentáveis nos próximos tempos.
« Última modificação: 29 de Abril 2020, 11:19:33 por CS-TTK »


nunopinheiro

  • Mensagens: 5750
São sempre os mesmos a achar que sabem sempre tudo e a fazerem futurologia negra relativamente a TAP. Para a semana já deve haver novidades frescas.

Faço já a aposta, que vai meter o estado ao barulho, desejando que fosse só o empréstimo de 350 milhões mas com quase certeza que não é.

Há e reformas antecipadas com a SS a pagar nem pensar, a serio vão pó..... Ainda há uns meses perdi o meu pai num acidente de trabalho na construção civil ele já tinha 63 anos e tinha de continuar a trabalhar...
« Última modificação: 29 de Abril 2020, 11:22:23 por nunopinheiro »


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