LAMPUKA

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O INEM diz que demorou 1 hora a chegar e não 3 horas. Difícil foi o acesso ao local do acidente.

Cumprimentos
INEM via terrestre. Ajuda aérea 3h.
Para que servem afinal os Koala? Folclore?

Hawks

  • Mensagens: 1079
O INEM diz que demorou 1 hora a chegar e não 3 horas. Difícil foi o acesso ao local do acidente.

Cumprimentos
INEM via terrestre. Ajuda aérea 3h.
Para que servem afinal os Koala? Folclore?

O artigo que li no Observador diz que o helicóptero do INEM chegou às imediações do local do acidente às 12h28 (1h depois do sinistro) e que às 12h43 a equipa médica helitransportada estava a prestar assistência à vítima mais grave. É verdade que por volta das 14h foi um helicóptero do INEM para o local (eu próprio vi por acaso no flighradar). Possivelmente para dar assistência à 2a vítima e daí o "desencontro" de informação?

LAMPUKA

  • Mensagens: 194
Para mim é inadmissível não haver um meio aéreo de prevenção no local ou a distância aceitável para este tipo de acidentes.  Em qualquer zona com meios aéreos envolvidos no combate. 
E não me parece que fosse algo muito complicado de se conseguir.
Koalas, EH's, ...
Uma hora, duas ou três só demonstram ainda mais a desorganização.
Pelo que li do INEM até parece uma vantagem chegarem lá a pé ao fim de 1 hora.
Sorte foi não haver incêndio, senão nem faziam falta nessa altura.
Gasta-se tanto com coisss banais e depois não se têm os meios de socorro nos devidos locais.
Se fosse para vigiar uma cimeira ou outra treta do género estariam todos em prontidão máxima, a voar, sempre disponíveis.
Para isto, 30min no Montijo chega e sobra.
E atenção,  não culpo as Forças Armadas,  apenas quem manda.

Icterio

  • Mensagens: 823
    • Melhor ter sorte do que perícia.
Os primeiros 60m após um acidente são cruciais, depois disso as hipóteses de sobrevivência para casos graves descem a pique.  È a chamada "golden hour".

BSilva

  • Mensagens: 589
Segundo a imprensa Portugal não tem meios aereos para fazer resgates em montanhas

https://expresso.pt/exclusivos/2020-08-08-Portugal-sem-helicopteros-para-resgate-em-montanha

noticia só para exclusivos

eascensao

  • Mensagens: 632
Do pouco que sei ...

O helicóptero do INEM aterrou o mais perto que pode do local do acidente 1:00 depois do mesmo.
Após 00:15 de percurso a pé a equipa médica (helitransportada) estava a prestar assistência diferenciada às vítimas.
Dada a distância entre o local do acidente e o local onde o helicóptero aterrou não era viável o transporte da(s) vitima(s) até ao helicóptero e estas foram resgatadas por um helicóptero espanhol.

1:00 entre o acidente e a aterragem do meio aéreo no local pode parecer muito mas para a realidade que temos não é.
Nessa hora há que descontar o tempo até à notificação ao INEM, o tempo da avaliação e decisão de empenho do meio aéreo, o tempo da notificação à tripulação e equipa médica, o tempo da preparação do helicóptero, o tempo de voo até ao local.
E, por acaso, o helicóptero estava disponível porque não seria a primeira vez que havia necessidade de empenhar um meio aéreo e o ou os mais próximos estavam empenhados noutras missões. Recordemos que só temos 4 ou 5 em todo o território nacional.

Quanto aos Koala, os Zangões estão ainda a fazer formação e adaptação dos Alouette ao Koala e não estarão ainda aptos para todas as missões que é suposto virem no futuro a desempenhar.
Já no que toca aos Merlin, não sei se o terreno oferecia condições para a operação de um helicóptero daquelas dimensões.
(Em tempos a ANPC queria fazer socorro de montanha e até às 5/10 NM da costa com os Kamov).

Já agora ...
O Comandante Jardim foi um dos primeiros pilotos dos helicópteros de emergência médica ao seriço do INEM, na altura operados pela Omni a partir de Cascais.

Citação
• 11h25 – Recebido o alerta para um acidente com um avião Canadair em Ponte da Barca, via Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil;
• 11h26 – Acionamento da Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV), sedeada em Arcos de Valdevez;
• 11h27 – Acionamento da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Viana do Castelo;
• 11h30 – Acionamento do Helicóptero de Emergência Médica Norte, sedeado em Macedo de Cavaleiros;
• 11h38 – Acionamento do Helicóptero de Emergência Médica Centro, sedeado em Viseu;
• 12h28 – Helicóptero de Emergência Médica Norte aterra a cerca de 300 metros do local da queda do Canadair, tendo a equipa médica feito o percurso a pé até às vítimas;
• 12h43 – Equipa Médica do Helicóptero de Emergência Médica Norte chega junto das vítimas e inicia assistência médica diferenciada, continuando as manobras de reanimação que já tinham sido iniciadas pela equipa de socorro que primeiro chegou ao local.
« Última modificação: 09 de Agosto 2020, 18:38:03 por eascensao »


brunodias

  • Mensagens: 5308
Para mim é inadmissível não haver um meio aéreo de prevenção no local ou a distância aceitável para este tipo de acidentes.  Em qualquer zona com meios aéreos envolvidos no combate. 
E não me parece que fosse algo muito complicado de se conseguir.
Koalas, EH's, ...
Uma hora, duas ou três só demonstram ainda mais a desorganização.
Pelo que li do INEM até parece uma vantagem chegarem lá a pé ao fim de 1 hora.
Sorte foi não haver incêndio, senão nem faziam falta nessa altura.
Gasta-se tanto com coisss banais e depois não se têm os meios de socorro nos devidos locais.
Se fosse para vigiar uma cimeira ou outra treta do género estariam todos em prontidão máxima, a voar, sempre disponíveis.
Para isto, 30min no Montijo chega e sobra.
E atenção,  não culpo as Forças Armadas,  apenas quem manda.

Se nem comandantes tens em numero suficiente para o resto do ano como poderias meter muitos meios no activo?
Digo muitos porque o negocio dos incendios não é só no geres ou norte

JSilvazito

  • Mensagens: 363
Citação

• 11h25 – Recebido o alerta para um acidente com um avião Canadair em Ponte da Barca, via Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil;
• 11h26 – Acionamento da Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV), sedeada em Arcos de Valdevez;
• 11h27 – Acionamento da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Viana do Castelo;
• 11h30 – Acionamento do Helicóptero de Emergência Médica Norte, sedeado em Macedo de Cavaleiros;
• 11h38 – Acionamento do Helicóptero de Emergência Médica Centro, sedeado em Viseu;
• 12h28 – Helicóptero de Emergência Médica Norte aterra a cerca de 300 metros do local da queda do Canadair, tendo a equipa médica feito o percurso a pé até às vítimas;
• 12h43 – Equipa Médica do Helicóptero de Emergência Médica Norte chega junto das vítimas e inicia assistência médica diferenciada, continuando as manobras de reanimação que já tinham sido iniciadas pela equipa de socorro que primeiro chegou ao local.


Esta fita de tempo divulgada pelo INEM esta tarde é, quanto a mim, esclarecedora e não me parece censurável em nada. Os meios foram sucessivamente accionados, em prazos muito curtos, e, julgo eu, adequados à missão.
Claro que todos nós gostaríamos de ter junto a nós todos os meios possíveis e imaginários quando algo nos acontece. Mas a vida não é assim, há um tempo para tudo até mesmo para a emergência médica, e estes tempos acho-os razoáveis.
Tenho o INEM em alta conta, acredito na fita e, infelizmente, o Cmdt. Jardim tinha o seu destino traçado já que acredito que todos fizeram o que lhes foi possível para que o fim não fosse o que ocorreu. Há que desejar rápidas e completas melhoras ao piloto sobrevivente.
Cumprimentos,

LAMPUKA

  • Mensagens: 194
Se nem pilotos temos para apoio e socorro meia dúzia de dias do ano em dois ou três incêndios onde simultaneamente estão a atuar meios aéreos,  então não temos nada.
Aliás,  nem deveria ser o INEM a actuar. Esta deveria ser uma missão,  por exemplo,  da Força Aérea, possivelmente com a colaboração dos outros ramos das FA.
É demasiado específico,  supostamente requer treino e meios apropriados,  e não me parece adequado andar a ocupar o INEM com estas funções.
Não acho que fosse assim tão dificil ter já as forças armadas a intervir nesta função a exemplo do que já faz na vigilância e coordenação.
Estar à espera de meios próprios de ataque aos fogos é que me parece muito redutor para os meios disponíveis. 
Tenho visto vídeos oficiais onde treinam operações conjuntas utilizando os EH101, por exemplo, onde não vejo grandes diferenças  no terreno relativamente ao que ontem se viu no acidente.
Quanto a pessoal médico,  também aí existe.
A prontidão da resposta do INEM até poderá estar dentro de parâmetros aceitáveis teoricamente e tendo em conta o local, numa emergência "normal".
Neste caso há uma operação de risco numa zona remota e em condições extremas. E isso não pode ser enquadrado num socorro normal.
Se o avião aterrasse de emergência na zona e não houvessem ferimentos, mas existisse fogo na encosta, o resultado possivelmente seria igual ou pior. A rapidez de actuação e evacuação aqui é crucial.
Fazendo um paralelismo com as evacuações no mar a longas distâncias,  muitas vezes e bem os EH101 são acompanhados de outros meios quer para ajudar na localização quer para apoio em caso de acidente. Há esse cuidado.
Aqui, ao que parece, nem por isso.
Acidentes e vítimas, infelizmente,  vão existir sempre e pouco poderemos fazer para contrariar isso. Socorros de 1 ou 3 horas a 50 ou 60km de cidades como Braga durante operações de combate a incêndios conhecidas das autoridades é que me parece ser algo que se pode melhorar facilmente.
Penso que deveria ser tido em conta no dispositivo montado anualmente, junto com os restantes meios e valências.

brunodias

  • Mensagens: 5308
Num pais que não tens comandantes suficientes para os destacamentos do merlin acho que isso diz muito, outra coisa o alerta do merlin é de 30 minutos, e sai do Montijo, não deve haver sitio mais longe do Montijo em Portugal continental

O acompanhamento dos merlin no alto mar custuma ser feito pelos c295, logo a ajuda também não é muita

É para esses casos que servem os canadair nas epocas fora do fogo, mas cá é preferivel o alugar

eascensao

  • Mensagens: 632
Já agora, não esquecer que o acidente ocorreu, embora marginalmente, do lado de lá da fronteira  ... a obrigação de socorro é de nuestros hermanos.

LAMPUKA

  • Mensagens: 194
O acompanhamento dos merlin no alto mar custuma ser feito pelos c295, logo a ajuda também não é muita.
Lançamento de balsas, bóias,  sinalização da localização até chegada dos meios de socorro... melhor do que nada.

LAMPUKA

  • Mensagens: 194
Já agora, não esquecer que o acidente ocorreu, embora marginalmente, do lado de lá da fronteira  ... a obrigação de socorro é de nuestros hermanos.
Se o INEM lá foi, não seria essa a questão certamente.
Além disso, a aeronave operava para o dispositivo português e é disso que estou a falar. Temos falhas básicas no planeamento desde logo em questão de socorro a possíveis acidentes.
Também poderiam esses meios servir para evacuar bombeiros em perigo ou feridos.
No meu entender tudo o que estivesse diretamente relacionado com o combate aos incêndios deveria fazer parte do dito dispositivo de forma independente das restantes entidades de socorro como o INEM.
E recorrendo às forças armadas.

Jorge78

  • Mensagens: 2853
O acidente foi em território espanhol, isso é ponto assente.

Há protocolos (e bem) em que ambos os países podem prestar socorro até determinada zona dentro do território do outro, para que o socorro seja mais célere.

Todos os dias há dezenas/centenas de incêndios em Portugal continental, é impraticável ter equipas de resgate em todo lado para o caso de haver um acidente com meios aéreos, tem que haver sim equipas de intervenção e resgate distribuídas pelo país e não apenas num local, embora o nosso país seja relativamente pequeno (excluindo o mar).

O INEM foi bastante rápido a acionar meios, além da fatalidade houve ainda o problema do acidente ser num local de acesso difícil.

O piloto era bastante experiente, um ex comandante da SATA Air Açores, já reformado e que continuava a voar agora no combate a este flagelo que são os incêndios, paz à sua alma.
« Última modificação: 10 de Agosto 2020, 12:16:11 por Jorge78 »


LAMPUKA

  • Mensagens: 194

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