Faro1910

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    • És de Faro, és Farense
Alguém já percebeu qual será a estratégia da TAP para se tornar sustentável a médio e longo prazo?

Ainda não percebi se querem ser uma legacy sozinha, uma legacy num grande grupo, uma low-cost...

Não percebo o tempo que se está a perde (há 1 ano que a crise começou, e ainda não há plano conhecido, aprovado, e muito menos, implementado). É hora de acordar para a vida (governo, CE e administração) e começar a respeitar os contribuintes que vão "alegremente" bancando este espetáculo funesto, anacrónico e incompreensível.

A não ser que se dê a TAP como perdida e este dinheiro seja só um paliativo para o problema estourar nas mãos do governo seguinte... Será?  :o
« Última modificação: 11 de Março 2021, 13:19:52 por Faro1910 »


nunopinheiro

  • Mensagens: 6687
Faro  a TAP raramente tem estratégia. no passado recente na minha opinião ouve uma operação de  embelezar os números, com um enfoque tremendo em aumentar a faturação de forma que do ponto de vista contabilístico os diversos rácios operacionais apresentassem valores mais simpáticos, acho que a ideia de DN éra vender.  (pump n dump)

No tempo anterior a estratégia era potenciar o mercado Brasil onde por diversos motivos a TAP tem vantagens.

Desde há muito que a TAP deu como perdido o segmento europeu para la de Lisboa (onde a limitação de slots ajuda) e só para potenciar o negocio HUB..

O futuro, imagino que o estado seja quem quer que la esteja, passe por finalmente se livrar do problema e tentar vender a alguem... De preferência alguém serio que não devolva o problema em menos de nada e com ainda mais divida.

Estratégia a sério, tipo alguma coisa, realmente diferente do que o costumeiro copiar o que as outras fazem a ver se funciona, não acredito. não esta no ADN da companhia ser agressiva nos modelos de negocio, no máximo apenas nos preços mas mesmo aí mais em concorrência e "forçada a" do que realmente como estratégia.
« Última modificação: 11 de Março 2021, 14:16:58 por nunopinheiro »


Faro1910

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Faro  a TAP raramente tem estratégia. no passado recente na minha opinião ouve uma operação de  embelezar os números, com um enfoque tremendo em aumentar a faturação de forma que do ponto de vista contabilístico os diversos rácios operacionais apresentassem valores mais simpáticos, acho que a ideia de DN éra vender.  (pump n dump)

No tempo anterior a estratégia era potenciar o mercado Brasil onde por diversos motivos a TAP tem vantagens.

Desde há muito que a TAP deu como perdido o segmento europeu para la de Lisboa (onde a limitação de slots ajuda) e só para potenciar o negocio HUB..

O futuro, imagino que o estado seja quem quer que la esteja, passe por finalmente se livrar do problema e tentar vender a alguem... De preferência alguém serio que não devolva o problema em menos de nada e com ainda mais divida.

Estratégia a sério, tipo alguma coisa, realmente diferente do que o costumeiro copiar o que as outras fazem a ver se funciona, não acredito. não esta no ADN da companhia ser agressiva nos modelos de negocio, no máximo apenas nos preços mas mesmo aí mais em concorrência e "forçada a" do que realmente como estratégia.

Pois é, mas não pode continuar assim! Eu, que tenho procurado defender a importância da TAP para a nossa economia, começo a achar que a atuação da empresa (que deu layoffs sem tetos, quando caminhava para a falência), do governo (cujo ministro fala muito e por vezes bem, mas não sai nada dali) e da CE (que leva meses a analisar um plano) são tóxicas. O não decidir é uma decisão em si mesmo.

Os nossos recursos são demasiado valiosos para enterrar 3.7 mil milhões numa empresa, por muito importante que seja, sem termos uma estratégia clara e o respetivo plano que a implemente.
Temos de nos manifestar e acordar para a vida! Esta situação não pode continuar. Estou indignado e quando oiço que a TAP vai abrir rotas de Faro agora, fico louco!

Bricarte

  • Mensagens: 91
Camaradas,
Até a UE decidir sobre o plano de restruturação e sua aprovação, qul é o gestor ou equipa de gestão que pode delinear estratégia?
Mais ainda, vai entrar nova equipa de gestão e isso significa que todos os sectores, vão ser reestruturados e mexidos e bem mexidos, pois agora é a doer ou é o fim e pode ser o fim na mesma.
A companhia está no limbo, em "banho maria", até e saber como atacar o futuro.
Aguardemos pelo final e eu como passageiro de uma companhia que aprecio, desejo corra tudo pelo melhor possivel, com muita pena dos que estão a perder rendimentos, postos de trabalhoe a fazer-se á vida numa incerteza que não é facil abraçar. A todos esse enderço os meus desejos de sucesso futuro, esperança e coragem.

Como sempre Abraço a todos.
Belmiro Ricarte

nunopinheiro

  • Mensagens: 6687
Faro entre o muito que se ouve parece que há vontade de expandir a Portugalia e competir com LCC, pelo menos o ministro parece que anda com essas ideias. (nada contra 3,7 mil milhões que ao menos possa contribuir para a economia do pais num todo e não apenas uma região). Mas isso choca com o equilíbrio laboral TAP/Portugalia. que impede que a TAP possa realmente potenciar alguma vantagem competitiva com custos fixos menores da Portugalia ou tap express

De Resto é como o caro Bricarte diz. antes da nova administração entrar, é um faz de conta... #mesmo depois, já que ela só entra depois de da CE aprovar a coisa, e imagino que por de trás da cortina a nova administração ja esteja a tentar que a CE venha "exigir" o que a nova administração/governo já quer fazer. Mas isso já sou eu a especular..
« Última modificação: 11 de Março 2021, 14:50:56 por nunopinheiro »


TAP153

  • Mensagens: 1611
Aparentemente o plano será aprovado pela CE antes no final deste mês e será conforme aquilo que foi apresentado, sem alterações.

Estratégias "pensadas", quer se goste ou não, foi a de Fernando Pinto que aproveitou a falência da VARIG, a grande e praticamente única companhia internacional do Brasil.

Icterio

  • Mensagens: 936
    • Melhor ter sorte do que perícia.
A não ser que se dê a TAP como perdida e este dinheiro seja só um paliativo para o problema estourar nas mãos do governo seguinte... Será?  :o

Tento a concordar com esta frase.  Mal a situação o permita tudo será feito para voltar ao "normal".

A única estratégia da TAP (e dos seus 52 sindicatos) tem sido manter intocáveis todos os benefícios e privilégios laborais de quem lá trabalha e de quem os "sustenta" (classe política, bem entendido).  Nesta perceptiva a estratégia tem sido extremamente bem sucedida porque só agora, passados tantos anos e depois de rios de dinheiro dos contribuintes estourado, e ás costas da pandemia, é que, finalmente, haverá alguma reversão do status quo.

vabrant

  • Mensagens: 591
Caramba, ao fim deste anos todos ainda não sabem qual é a estratégia? Aí de 20 em 20 anos injeta-se dinheiro público, depois faz-se de conta que se privatiza, depois volta tudo ao mesmo.... TAP e Alitalia, o mesmo combate até ao desastre final (só que o desastre é dos contribuintes)...

VTO

  • Mensagens: 35
Estratégia é fazer contas à vida, cortar gorduras a sério e acabar com vícios caros.

Com custos ajustados, qualquer operação é rentável.

Esta reestruturação passa, mas cheira-me que os contribuintes e, no fundo, a opinião pública não aceitarão voltar a meter dinheiro numa empresa para beneficiar meia dúzia de milhares de trabalhadores privilegiados e que se estão a borrifar para o esforço que o país faz para os manter com emprego para a vida.

nunopinheiro

  • Mensagens: 6687
Não é tão simples assim, como sabem sou muito crítico da gestão da TAP, mas se forem ver as contas o que os funcionários ganham está em linha com as concorrentes da TAP sendo a TAP das que menos gasta com os funcionários quando comparando com a empresas do mesmo modelo...

O problema é mais complicado que isso..  por exemplo a capacidade negocial de aquisição de aparelhos de uma FR não tem nada a haver com a TAP. Mas há mais exemplos...

Sim há funcionários na TAP algo tontos e que até acham que tudo lhes tem uma tremenda inveja, mas não acho que sejam a maioria. Achar que o problema é os funcionários acho redutor.

Na minha opinião a TAP só tem uma solução para crescer, encontrar um modelo de negócio escalável que lhe permita ganhar escala (QQ coisa ágil de baixo risco e aplicável em mais que um aeroporto) .. esqueçam o hub coiso.
 Ou então encolher, manter o Brazil e tentar evitar que se faça o Montijo e que as obras na Portela não arranquem mudar toda a operação que conseguir para a portela e ocupar tantas slots quanto possível..a ver se limita a concorrência em particular no mercado europeu... (mas mesmo estes dois modelos tem um grande nível de incerteza)

Mais que isso não estou a ver...

Ainda vou achando que os A321lr/XLR podem ser a base para uma low-cost transatlântica focada no ponto a ponto até mesmo com poucas frequências mas operando uma frota curta em multiplos aeroportos... Super thin mas sem concorrência directa..
« Última modificação: 12 de Março 2021, 09:28:57 por nunopinheiro »


toto1100

  • Mensagens: 6228
Se há industria que prova que não é de todo liquido que se consiga tornar qualquer operação rentável é a aviação. Muito pelo contrário, o habitual é perder dinheiro.
Aliás, a aviação comercial nos seus primeiros 100 anos de atividade (1914-2014) provavelmente perdeu dinheiro a nivel global, o que é obra. Os anos seguintes foram os anos de maior lucro da sua historia, mas agora com o covid já estará no vermelho de novo.

Bremem

  • Mensagens: 701
Não é tão simples assim, como sabem sou muito crítico da gestão da TAP, mas se forem ver as contas o que os funcionários ganham está em linha com as concorrentes da TAP sendo a TAP das que menos gasta com os funcionários quando comparando com a empresas do mesmo modelo...

O problema é mais complicado que isso..  por exemplo a capacidade negocial de aquisição de aparelhos de uma FR não tem nada a haver com a TAP. Mas há mais exemplos...

Sim há funcionários na TAP algo tontos e que até acham que tudo lhes tem uma tremenda inveja, mas não acho que sejam a maioria. Achar que o problema é os funcionários acho redutor.

Na minha opinião a TAP só tem uma solução para crescer, encontrar um modelo de negócio escalável que lhe permita ganhar escala (QQ coisa ágil de baixo risco e aplicável em mais que um aeroporto) .. esqueçam o hub coiso.
 Ou então encolher, manter o Brazil e tentar evitar que se faça o Montijo e que as obras na Portela não arranquem mudar toda a operação que conseguir para a portela e ocupar tantas slots quanto possível..a ver se limita a concorrência em particular no mercado europeu... (mas mesmo estes dois modelos tem um grande nível de incerteza)

Mais que isso não estou a ver...

Ainda vou achando que os A321lr/XLR podem ser a base para uma low-cost transatlântica focada no ponto a ponto até mesmo com poucas frequências mas operando uma frota curta em multiplos aeroportos... Super thin mas sem concorrência directa..

Se analisar as contas da TAP os encargos salariais no seu todo são insurportáveis para o que a empresa gera de receita e cria de riqueza.
O em linha do mercado é aquilo que deve ocorrer entre empresas bem geridas e competitivas. A TAP não pode pagar o que paga. Pagar o que paga é distorção de mercado.
Há décadas que paga acima do que devia pagar. É o que dizem os relatórios e contas.
Ler o balanço de uma empresa é fácil. O dificil é fazer aquilo que o balanço nos manda fazer. Cosmética contabilistica é o que ali anda á décadas. O poder politico aprova e o povo paga.

Icterio

  • Mensagens: 936
    • Melhor ter sorte do que perícia.
Não é tão simples assim, como sabem sou muito crítico da gestão da TAP, mas se forem ver as contas o que os funcionários ganham está em linha com as concorrentes da TAP sendo a TAP das que menos gasta com os funcionários quando comparando com a empresas do mesmo modelo...

Não posso concordar com este raciocínio, aliás, os sindicatos e trabalhadores da TAP usam-no regularmente.  As empresas não podem pagar certa quantia porque os "outros" também pagam porque senão voltamos ao problema de sempre.  Qual é o rendimento de ambas as empresas?  Lucros?  Margens?
Assim os jogadores do Porto e Benfica vão exigir os mesmos salários do Barcelona, Real Madrid ou Bayern...

toto1100

  • Mensagens: 6228
E exigem, os que podem.
O que nao faltam sao exemplos de jogadores que estavam para vir para Portugal e depois nao vieram porque nao lhes pagavam o que eles queriam, e depois acabam em clubes onde lhes conseguem pagar o que pedem. Para jogadores de gabarito semelhante o Porto e o Benfica pagam provavelmente tanto ou mais (por causa das questao fiscais) que o Barcelona ou o Real.

Claro que na TAP esse argumento quando muito se aplicaria aos pilotos. Para o restante pessoal, a TAP so nao contrata a preços mais baixos porque nao "quer" (aspas, porque tambem esta limitada pela historia toda e os acordos todos com os sindicatos). Pessoas cuja qualificação é o ensino secundario mais umas semanas de formação especifica não são propriamente dificeis de substituir.
« Última modificação: 12 de Março 2021, 10:24:46 por toto1100 »


nunopinheiro

  • Mensagens: 6687
Por favor ver os rácios de despesa da TAP em comparação com congéneres europeias. As despesas com o pessoal estão a baixo da media para o chamado segmento (companhias de bandeira).
Será muito elevado para a realidade nacional? Provavelmente, mas não é por aí. Eu sei que é fácil achar isso mas... a capacidade negocional na aquisição de aparelhos provavelmente cobre isso e muito mais.

Pelo que se vai sabendo a TAP tem estrutura interna a mais e ajudava escalar a empresa para diluir um pouco esses custos. (despedir em empresas com os anos da TAP é muito muito caro) mas são amendoins no fundo... (se calhar o problema também é esse muitos amendoins juntos podem alimentar um elefante), mas acreditar que basta cortar a massa salarial e que via resolver todos os problemas é redutor na minha opinião, e não é o que os números parecem indicar.

Pensar assim provavelmente implica que nada mude, se o problema fosse apenas e só a massa salarial então é fácil. Nem carece de qq mudança estratégica.
Exemplo lembram-se da questão das refeições a bordo pagas e o problema que isso deu aqui, com clientes e tripulações indignadas com as propostas? QQ mudança no modelo encontra muita oposição, tanto interna como externa.

Não é fácil, por um lado têm a concorrência das LCC para a operação feed, e as lcc em particular a FR e a Wizz tem custos operacionais brutalmente menores, Nem mesmo um crescimento brutal da Portugalia (para la do acordo de empresa) poderia competir com estas, (olhem só para o que a FR paga por B737).
No segmento transatlântico tem oferta a mais que lhe deprime as  margens, mas para o mercado interno A330-900 é aparelho a mais para a maioria dos destinos. Que obriga a olhar para o ponto anterior e a operação deficitária de feed europeu.
« Última modificação: 12 de Março 2021, 12:13:48 por nunopinheiro »


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